<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290</id><updated>2011-10-11T22:17:51.690+01:00</updated><title type='text'>A Diáspora Política de um Português</title><subtitle type='html'>Diáspora: "emigração ou saída da pátria."&lt;br&gt;
Política: "conjunto de objectivos que servem de base à planificação de uma ou mais actividades;"&lt;br&gt;
As ideias, e as formas como estas se passeiam pelos exílios que vão surgindo nos nossos fundos de significados. Agora com novo espaço: &lt;a href="http://www.diasporapolitica.net"&gt;www.diasporapolitica.net&lt;/a&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-7669205883649179734</id><published>2007-05-15T12:55:00.000+01:00</published><updated>2007-05-15T12:56:40.954+01:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.diasporapolitica.net"&gt;http://www.diasporapolitica.net&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-7669205883649179734?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.diasporapolitica.net' title='Mudança'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/7669205883649179734/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=7669205883649179734&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/7669205883649179734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/7669205883649179734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2007/05/mudana.html' title='Mudança'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-117111976694286953</id><published>2007-02-10T15:00:00.000Z</published><updated>2007-02-10T18:10:18.743Z</updated><title type='text'>Para acabar de vez com a  consciência.</title><content type='html'>&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Hoje &amp;eacute; S&amp;aacute;bado  e &amp;eacute; supostamente o dia de reflex&amp;atilde;o anterior &amp;agrave;  chamada &amp;agrave;s urnas que se verificar&amp;aacute; amanh&amp;atilde;,  Domingo 11 de Fevereiro de 2007. A pergunta colocada aos portugueses  &amp;eacute; de certa forma simpl&amp;oacute;ria, mas ainda mais, a  tonalidade em que se colocou a discuss&amp;atilde;o entre o &amp;ldquo;sim&amp;rdquo; e o  &amp;ldquo;n&amp;atilde;o&amp;rdquo;:&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;&lt;STRONG&gt;&amp;ldquo;Concorda com a  despenaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria  da gravidez, se realizada, por op&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mulher, nas  primeiras dez semanas, em estabelecimento de sa&amp;uacute;de legalmente  autorizado?&amp;rdquo;&lt;/STRONG&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;N&amp;atilde;o pretendo, nem  nunca pretendi substituir-me na autoridade que cada indiv&amp;iacute;duo  deve ter sobre as suas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es, avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es,  nem &amp;ndash; acima de tudo &amp;ndash; moralizar os actos de outrem. A minha  resposta &amp;eacute; sim, obviamente, porque se trata de uma decis&amp;atilde;o  cuja escolha cabe a quem se depara com a quest&amp;atilde;o, e os  par&amp;acirc;metros individuais cabem sen&amp;atilde;o ao pr&amp;oacute;prio  indiv&amp;iacute;duo avaliar.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;O Feto. O nascimento. O  beb&amp;eacute;. O ser humano.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Cientificamente, est&amp;atilde;o  comprovados alguns factos interessantes que aqui s&amp;atilde;o  relevantes. &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;O ser humano nasce mais  prematuramente do que os mam&amp;iacute;feros mais pr&amp;oacute;ximos de  n&amp;oacute;s. Segundo o Professor Doutor Carlos Amaral Dias, &amp;ldquo;tudo  aquilo que se passa durante o 1&amp;ordm; ano de vida da esp&amp;eacute;cie  humana &amp;eacute; apenas aquilo a que eles [os bi&amp;oacute;logos  contempor&amp;acirc;neos] chamam uma fetaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o  extra-uterina, ou seja, os processos de fetaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o  continuam fora do &amp;uacute;tero, enquanto que nas outras esp&amp;eacute;cies,  que nos s&amp;atilde;o similares, s&amp;atilde;o adquiridos 'in-utero'&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Esta prematuridade &amp;eacute;  uma estrat&amp;eacute;gia da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjugada com o  aumento do per&amp;iacute;metro craniano humano: ou as &amp;ldquo;m&amp;atilde;es&amp;rdquo;  desenvolviam um p&amp;eacute;lvis enorme para comporta-lo no nascimento  ou adoptavam a estrat&amp;eacute;gia que se verificou: a prematuridade. O  que &amp;eacute; facilmente verific&amp;aacute;vel: o tempo de depend&amp;ecirc;ncia  dos progenitores por parte de uma cria humana, ultrapassa em larga  escala o equivalente nas outras esp&amp;eacute;cies mais pr&amp;oacute;ximas. &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Pode-se sintetizar esta  quest&amp;atilde;o &amp;ndash; algo grosseiramente - da seguinte forma:&lt;em&gt; Para  as m&amp;atilde;es n&amp;atilde;o terem que desenvolver um p&amp;eacute;lvis  gigantesco para a cabe&amp;ccedil;a do beb&amp;eacute; passar, ele passou a  nascer mais prematuro que nas outras esp&amp;eacute;cies (com o processo  evolutivo do crescimento craniano)&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Ainda n&amp;atilde;o saindo  das lucidez do saber do Professor Carlos Amaral Dias, &amp;ldquo;N&amp;atilde;o  h&amp;aacute; momento nenhum no mundo humano que seja t&amp;atilde;o  violento, t&amp;atilde;o disruptivo como o nascimento. Porque &amp;eacute; a  passagem de uma meio hiper-protegido, que &amp;eacute; o &amp;uacute;tero  (...), para um lugar exterior a esse meio que &amp;eacute; radicalmente  diferente&amp;rdquo;. Evoco aqui, com as palavras do Professor, o trauma da  respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o valor adjacente ao &amp;ldquo;poder respirar&amp;rdquo;,  o valor intr&amp;iacute;nseco que tem tem a respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao  longo da hist&amp;oacute;ria humana, na arte, na literatura.. O  nascimento provoca &amp;ldquo;de repente&amp;rdquo; que se tenha que respirar, ver e  sentir de variadas formas, o que antes n&amp;atilde;o acontecia naquele  ambiente l&amp;iacute;quido e quente que era o &amp;uacute;tero da m&amp;atilde;e.  Este acontecimento, &amp;eacute; assim o &amp;ldquo;gerador metaf&amp;oacute;rico da  experi&amp;ecirc;ncia, da experi&amp;ecirc;ncia humana&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Um momento t&amp;atilde;o  marcante como o nascimento, num ser prematuro, tem uma s&amp;eacute;rie  de consequ&amp;ecirc;ncias encadeadas. Ainda segundo o referido  Acad&amp;eacute;mico, a crian&amp;ccedil;a humana &amp;eacute; o mais dependente  de todos os seres. &amp;ldquo;Ao sermos prematuros por tanto tempo, temos a  capacidade de manter caracter&amp;iacute;sticas da prematuridade ao longo  da vida, como a curiosidade. Apesar de muitos mam&amp;iacute;feros serem  curiosos, n&amp;oacute;s mantemos essa curiosidade ao longo da vida,  enquanto eles param&amp;rdquo;. Por exemplo, os chimpanz&amp;eacute;s, os seres  actualmente mais pr&amp;oacute;ximos de n&amp;oacute;s, aprendem at&amp;eacute;  aos dois anos de idade. &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;NOTA: &lt;em&gt;Tive acesso as  estas ideias do Professor Doutor Carlos Amaral Dias, no entanto,  desconhe&amp;ccedil;o a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o aborto, o  referendo ao aborto ou qualquer outra quest&amp;atilde;o relacionada.  Esta recolha de ideias serve &amp;uacute;nica e exclusivamente como ajuda  &amp;agrave; minha elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de  Vida Humana e nenhuma das posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es aqui expressas  poder&amp;aacute; ser imputada ao Acad&amp;eacute;mico em quest&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;A intelig&amp;ecirc;ncia  humana, deve-se, em grande parte a este paradoxo: O de nascermos mais  prematuros que os outros mam&amp;iacute;feros, que se pode afirmar que  provoca um desencadear de reac&amp;ccedil;&amp;otilde;es que originam a  intelig&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Esta diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o  t&amp;atilde;o traum&amp;aacute;tica entre o &amp;ldquo;antes&amp;rdquo; e o depois do  &amp;ldquo;nascimento&amp;rdquo; num ser t&amp;atilde;o relativamente prematuro traz-nos  finalmente &amp;agrave; defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vida humana. Poderia  dizer, de certa forma, que o que define um ser humano como tal e no  que ser&amp;aacute; de futuro &amp;eacute; o momento em que come&amp;ccedil;a a  respirar. O nascimento. Este &amp;eacute; um factor crucial para nos  diferenciar das outras esp&amp;eacute;cies, pois o ser humano &amp;eacute;-o  enquanto tal, com as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es que estabelece come&amp;ccedil;ando  com a depend&amp;ecirc;ncia p&amp;oacute;s-nascimento. Esta &amp;eacute; uma  defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o crucial de Vida Humana, pois uma crian&amp;ccedil;a  que nas&amp;ccedil;a sem depender dos seus, imagine-se sem outros humanos  por perto, poder&amp;aacute; ser muitas coisas, mas Humana no sentido  lato do termo n&amp;atilde;o ser&amp;aacute;: falta-lhe a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;A Vida Humana distingue-se  da vida animal com a Rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o com o  aglomerado de c&amp;eacute;lulas em determinado ponto da sua exist&amp;ecirc;ncia. &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;A ci&amp;ecirc;ncia fornece-me  aqui dados  e no&amp;ccedil;&amp;otilde;es para eu poder avaliar e responder  amanh&amp;atilde;: Sim.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Esta confus&amp;atilde;o entre  a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Vida Humana e vida animal &amp;eacute;  perversa, e leva a trocar a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vida de tal forma  que n&amp;atilde;o admira que exista hoje uma tend&amp;ecirc;ncia  essencialmente urbana de HUMANIZAR OS ANIMAIS, e da consequente mas  silenciosa BESTIALIZA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DO HOMEM.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Vivi estas &amp;uacute;ltimas  semanas intoxicado com esta &amp;ldquo;coisinha&amp;rdquo; do &amp;ldquo;cora&amp;ccedil;&amp;atilde;ozinho&amp;rdquo;  que j&amp;aacute; bate com poucas &amp;ldquo;semaninhas&amp;rdquo; do &amp;ldquo;fetinho&amp;rdquo;  (saber&amp;aacute; esta gente que as lagostas e as ameijoas s&amp;atilde;o  boas quando cozidas ainda vivas?). &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Intoxicado e enjoado com a  coisa das avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de  vida que teria um beb&amp;eacute; ou n&amp;atilde;o, com os &amp;ldquo;&amp;eacute;  prefer&amp;iacute;vel&amp;rdquo; aqui ou acol&amp;aacute;. &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Enojado com a coisa do  &amp;ldquo;tem-se que melhorar o procedimento adop&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;,  quando como no caso de Torres Novas, hoje parece que o que basta para  &amp;ldquo;adoptar&amp;rdquo; &amp;eacute; uma nota escrita pela m&amp;atilde;e e pronto.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Enraivecido pela  comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante de que &amp;ldquo;se votar sim, voc&amp;ecirc;  &amp;eacute; mau, mauzinho, mauz&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o p'esta!&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Amedrontado com esta gente  que o que quer &amp;eacute; beb&amp;eacute;s, bebezinhos por todo o lado,  muitos beb&amp;eacute;s... &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Sobretudo muito preocupado  com a crescente mercantiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das coisas do cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  nunca o &amp;ldquo;mau&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;bom&amp;rdquo; foi t&amp;atilde;o perversamente aplicado  sem Saber, sem conhecimento, sem Ci&amp;ecirc;ncia, e t&amp;atilde;o  sequer..... sem f&amp;eacute;. N&amp;atilde;o vi uma &amp;uacute;nica interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o  de f&amp;eacute; que dissesse: &amp;ldquo;acredito em Deus e no sagrado do  momento da concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, t&amp;atilde;o pouco... &lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Aterrorizado pelos  argumentos da gente do n&amp;atilde;o. Ser&amp;atilde;o os mesmos que um dia  querer&amp;atilde;o banir Darwin, ou o neo-Darwinismo e a Evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o  das Esp&amp;eacute;cies das escolas como j&amp;aacute; o fazem alguns  americanos mais retr&amp;oacute;gados.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Este post surge hoje, dia  de reflex&amp;atilde;o, numa t&amp;oacute;nica de desrespeito puro em  resposta ao desrespeito pela consci&amp;ecirc;ncia que se tem verificado.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;E surge hoje, aqui, para  lhe dar um repto:&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Vote n&amp;atilde;o, se deseja  ser uma &amp;ldquo;boa pessoa&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Vote n&amp;atilde;o se o  Saber, a Ci&amp;ecirc;ncia e toda a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do  conhecimento humano n&amp;atilde;o lhe dizem nada.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;Vote n&amp;atilde;o, se deseja  Acabar de Vez Com A Consci&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p LANG="pt-PT"&gt;&lt;BR&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-117111976694286953?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/117111976694286953/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=117111976694286953&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/117111976694286953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/117111976694286953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2007/02/para-acabar-de-vez-com-conscincia.html' title='Para acabar de vez com a  consci&amp;ecirc;ncia.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116834270864946613</id><published>2007-01-09T11:37:00.000Z</published><updated>2007-01-21T12:38:24.800Z</updated><title type='text'>God Save the Kings</title><content type='html'>&lt;p&gt;Passaram-se dias sobre Dia de Reis, o tal alusivo &amp;agrave; visita dos Reis Magos. Curiosamente &amp;eacute; quando s&amp;atilde;o oferecidos os presentes ao Rec&amp;eacute;m-Nascido, mas o Pai-Natal, toda a publicidade e a movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &amp;ldquo;bewildered heard&amp;rdquo; na ca&amp;ccedil;a ao presente ignora o facto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Terminada a quadra, respira-se de al&amp;iacute;vio. &lt;br&gt;
  Come&amp;ccedil;a finalmente a haver lugar para estacionar, para caminhar e deixa-se de chocar contra fam&amp;iacute;lias inteiras hipnotizadas pelas montras no seu balbuciar murmurante e sentimento comunit&amp;aacute;rio do &amp;ldquo;estamos nas compras&amp;rdquo;, aquele sentimento simples na qual se sente a manada vomitada dos shoppings, que descobre as montras no frio iluminado das ruas da cidade que tanto ignoram durante o ano.&lt;br&gt;
  Finalmente deixa-se de esperar numa fila de bomba de gasolina, para pagar o tanque cada vez mais caro, que o pai e as duas filhas discutam qual a melhor caixa de &amp;ldquo;Barbies&amp;rdquo; sob o sorriso c&amp;uacute;mplice e discreto da empregada para com todos os presentes que desesperam. Numa esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o.&lt;br&gt;
  Tamb&amp;eacute;m, os penduricalhos brilhantes e adocicadamente &amp;ldquo;lolly-pops&amp;rdquo; come&amp;ccedil;am a sair de tudo quanto &amp;eacute; canto vazio, a limpeza poss&amp;iacute;vel dos ambientes regressa e a aus&amp;ecirc;ncia dos enfeites volta a deixar sobressair as faces vazias e encerradas sobre si mesmas no vazio de hist&amp;oacute;ria e de futuro que estas gentes deste pa&amp;iacute;s de imp&amp;eacute;rio quedado mostram na sua normalidade.&lt;br&gt;
  At&amp;eacute; que enfim que desaparece o contraste entre quem recebe 14 meses e quem n&amp;atilde;o recebe, entre quem tem que juntar dinheiro para a quadra e entre quem n&amp;atilde;o tem como. Come&amp;ccedil;a-se a dissipar esta solidariedade mentirosa dos que de repente se lembram dos &amp;ldquo;pobrezinhos&amp;rdquo; e oferecem um kilo de arroz ou um litro de leite &amp;agrave; sa&amp;iacute;da do super-mercado, dos natais dos hospitais onde os idosos se quedam esquecidos e desterrados pelos seus &amp;ndash; que se lixem os cuidados paliativos, desde que continuem os natais dos hospitais, pois, finalmente cala-se a mentira da solidariedade na voz de um povo mesquinho que n&amp;atilde;o se preocupa nem com o futuro da sua identidade nem com as graves assimetrias que a ilus&amp;atilde;o dos &amp;Eacute;cu's ocultou sob o manto das infraestruturas.&lt;br&gt;
  Assim, termina mais uma &amp;eacute;poca para esquecer, sobre a qual ningu&amp;eacute;m mais quer falar. Pois como se n&amp;atilde;o bastassem as toneladas de doces consumidos pelas fam&amp;iacute;lias, a mem&amp;oacute;ria que dela resta nada mais &amp;eacute; do que um presente ou outro especial, ou dos kilos ganhos na celulite que se pretendem derreter preparando a Primavera-Ver&amp;atilde;o que a&amp;iacute; vir&amp;aacute;, sim, isso, do Natal ficam os kilos a perder, a mem&amp;oacute;ria de uma identidade civilizacional transforma-se num monte de banha nojenta a perder, a deitar fora, a expulsar. Indago-me sobre todos os kilos ganhos por todas as pessoas nesta quadra e neste pa&amp;iacute;s, acumulados, possivelmente encheriam de banha e celulite toda a bacia do Alqueva, numa barragem viscosa, mal-cheirosa e repleta de bolhas putrefactas com o excesso de solidariedade mentirosa ingerida neste Natal.&lt;br&gt;
  Os sil&amp;ecirc;ncios que finalmente chegam e tamb&amp;eacute;m soam muito bem. Depois dos coros, dos jingles dos shoppings e dos sininhos que pairam por todo o lado, reinstala-se o sil&amp;ecirc;ncio do vazio das faces sobre si encerradas destas gentes an&amp;oacute;nimas que deambulavam pelas ruas. A mentira pessoal est&amp;aacute; novamente confinada &amp;agrave; esfera individual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste sil&amp;ecirc;ncio, neste vazio, nesta ressaca de desperd&amp;iacute;cio, encontro finalmente espa&amp;ccedil;o para me lembrar com saudade do Madeiro que era acendido, em mi&amp;uacute;do, no adro da Igreja. Dos cantares &amp;ldquo;filhozes com vinho/n&amp;atilde;o h&amp;aacute; igual&amp;rdquo;, dos sons dos crepitares das lareiras, das fam&amp;iacute;lias reunidas, da paz que se instalava, das tr&amp;eacute;guas que se declaravam e dos cheiros de lenha no ar frio e seco que nos faz sentir com mais capacidade de respirar. Dos cumprimentares aos &amp;ldquo;updates&amp;rdquo; sobre as vidas e o &amp;uacute;ltimo ano decorrido, &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias ligadas mas um pouco distantes que nesta altura se tocavam. Tenho saudades de todo um clima que se instalava, e culminava com comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Dia de Reis, quando ainda se desejava um bom Dia de Reis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois na nossa identidade &amp;eacute; neste dia.&lt;br&gt;
  Hoje, do que resta dela, este dia &amp;eacute; reduzido ao desmanchar da &amp;aacute;rvore de Natal, e in&amp;iacute;cio da expuls&amp;atilde;o da gordura viciosamente acumulada..&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116834270864946613?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116834270864946613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116834270864946613&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116834270864946613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116834270864946613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2007/01/god-save-kings.html' title='God Save the Kings'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116481433362904666</id><published>2006-11-29T15:29:00.000Z</published><updated>2006-11-29T15:39:58.510Z</updated><title type='text'>"Laurinda Uber Alles"</title><content type='html'>&lt;p&gt;I am Se&amp;ntilde;ora Laurinda Alves&lt;br&gt;My aura smiles&lt;br&gt;And never frowns&lt;br&gt;Soon I will be priestess...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SCIENCE Power will soon go away&lt;br&gt;I will be Cardinal one day&lt;br&gt;I will command all of you&lt;br&gt;Your kids will MEDITATE in school&lt;br&gt;YOUR KIDS WILL MEDITATE IN SCHOOL!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[Chorus:]&lt;br&gt;Laurinda Uber Alles&lt;br&gt;Laurinda Uber Alles&lt;br&gt;Uber Alles Laurinda&lt;br&gt;Uber Alles Laurinda&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ZEN FASCISTS WILL CONTROL YOU&lt;br&gt;100% NATURAL&lt;br&gt;You will jog for the MASTER RACE&lt;br&gt;And ALWAYS WEAR THE HAPPY FACE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Close your eyes, can't happen here&lt;br&gt;Big Bro' on white horse is near&lt;br&gt;The HIPPIES won't come back you say&lt;br&gt;Mellow out or you will pay&lt;br&gt;Mellow out or you will pay!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[Chorus]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Now it is 2024&lt;br&gt;Knock-knock at your front door&lt;br&gt;It's the suede/denim secret police&lt;br&gt;They have come for your UNCOOL NIECE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Come quietly to the camp&lt;br&gt;You'd look nice as a drawstring lamp&lt;br&gt;Don't you worry, it's only a shower&lt;br&gt;For your clothes here's a pretty flower.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DIE ON ORGANIC POISON GAS&lt;br&gt;Serpent's egg's already hatched&lt;br&gt;You will croak, you little clown&lt;br&gt;When you mess with BEATA LAURINDA&lt;br&gt;When you mess with SANTA LAURINDA&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[Chorus]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;Do original &amp;quot;California Uber Alles&amp;quot;, Dead Kennedys - 1979 &lt;br&gt;
  Obrigado, Jello Biafra.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116481433362904666?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116481433362904666/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116481433362904666&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116481433362904666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116481433362904666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/11/i-am-se-dead-kennedys-1979-obrigado.html' title='&amp;quot;Laurinda Uber Alles&amp;quot;'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116481337094082991</id><published>2006-11-29T14:58:00.000Z</published><updated>2006-11-29T15:44:35.420Z</updated><title type='text'>Primórdios</title><content type='html'>&lt;p&gt;F.&lt;br&gt;
  AS ent&amp;atilde;o oferecidas pequenas folhas secas em livros, autocolantes especiais
  ou pensamentos m&amp;aacute;gicos de descoberta da nostalgia do ent&amp;atilde;o presente
  ou da fantasia do que poderia vir mas nem tanto, s&amp;atilde;o rasgos que permanecem
  como a tentativa de descobrir do outro, do sentir o outro, de querer conhecer
  o que &amp;eacute; estar no outro. F. foi uma menina cujo standard alertou-me para
  o que havia al&amp;eacute;m algures, al&amp;eacute;m dos meus comboios miniatura, al&amp;eacute;m
  do meu gosto pela brincadeira dos pontos e das notas, al&amp;eacute;m da mera sobreviv&amp;ecirc;ncia
  dos intervalos como pontos de encontro desinteressantes e desiguais no contacto
  com meninos cujo pai tinha o carro x e a m&amp;atilde;e o carro y, mas cujo mundo
  m&amp;aacute;ximo era uma ida aos caramelos de Badajoz, ou &amp;agrave;s ra&amp;iacute;zes
  familiares da Madeira. F. tornou-se mais tarde numa adolescente t&amp;iacute;pica
  nas LC's pertencentes aos outros, dando assim os seus primeiros passos em direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sua
  prostitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o privada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T.&lt;br&gt;
  OS pequenos passos dos intervalos, os corares envergonhados causados por algum
    saber j&amp;aacute;&amp;nbsp; incipiente, os pequenos encontros de aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o,
    os olhares cruzados que se evitavam, os pequenos desenhos que se viam com
    orgulho e o fervor da recorda&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquele rosto p&amp;aacute;lido
    mas sobejamente sereno provocavam um descanso sobre o pr&amp;oacute;prio gosto
    da ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o. T. progrediu como seria esperado, no seu standard
    estabelecido. De facto, t&amp;atilde;o diferente, t&amp;atilde;o standard - a parvinha!
    - sucumbiu ao dito e ao que se dizia, veiculado pela amiguinha namorada do
    t&amp;oacute;xico assaltante de vivendas, que findou na venda de si mesma na
    Estrada do Guincho. T., hoje, dever&amp;aacute; ser algu&amp;eacute;m sofisticado,no
    entanto, isto aqui descrito nunca existiu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;B.&lt;br&gt;
  UM anivers&amp;aacute;rio por convite de arrasto conduziu a uma primeira coisa-tipo-namorada:
  tardinhas fins-de-aulas, truques de encontro e telefonemas marados &amp;agrave; parte
  foi uma exist&amp;ecirc;ncia inexistente, como creio que ter&amp;aacute; sido a vida
  que se seguiu &amp;agrave; trai&amp;ccedil;&amp;atilde;ozinha da &amp;quot;curti&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;, &amp;agrave; separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o
  e retorno, em suma &amp;agrave; nulidade dela pr&amp;oacute;pria sobejamente experimentada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L.&lt;br&gt;
  UM conhecimento casual, um anivers&amp;aacute;rio especial, uma intensidade serena
  que se diluia no tempo de contacto transformou algo inesperado em algo inesperado.
  A partir de interesse diverso, L. tornou-se na primeira oferta de rosa no dia
  dos namorados, dos encontros de cinema ao fim de semana &amp;agrave; tarde no defunto
  Miramar, nos passeios, na especialidade de um convite a casa quando sozinho,
  na seguran&amp;ccedil;a e tranquilidade transmitidas, de forma duradoura. Uma exist&amp;ecirc;ncia
  sempre presente sobejamente estragada por mim, com ingenuidade ca&amp;iacute;da
  em tramas de invejas alheias, m&amp;aacute; gest&amp;atilde;o e trapalhice dos in&amp;iacute;cios
  de explos&amp;atilde;o adolescente. Um reencontro &amp;eacute; sempre uma recorda&amp;ccedil;&amp;atilde;o
  t&amp;atilde;o presente como a aus&amp;ecirc;ncia de sentido do presente, apesar da
  mulher que foi e &amp;eacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;F. foi uma menina, cuja hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; similar &amp;agrave; de tantas
  outras: tanto no tempo em que decorreu a evoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o aqui presente,
  como na posterioridade. Da mulher de hoje pouco ou nada sei, nem - sinceramente,
  me interessa, pois o desconhecimento faz-nos o favor de se encerrar a si pr&amp;oacute;prio.&lt;br&gt;
  F. Foi a minha primeira paix&amp;atilde;o, como um sub-woofer colocado sobre o &amp;oacute;rg&amp;atilde;o
  ainda m&amp;iacute;nimo e impreparado onde jazem este tipo de sentimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T. foi uma menina, cuja hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; diversa &amp;agrave; de tantas
  outras: tanto no tempo em que decorreu a evoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o aqui ausente,
  como na posterioridade. Da mulher de hoje, pouco ou nada sei, nem - cinicamente,
  me interessa, pois o desconhecimento faz-nos o favor de se abrir em si pr&amp;oacute;prio. &lt;br&gt;
  T. foi a minha segunda paix&amp;atilde;o, um vislumbre do que poderia ser, e do
  que pode cair por t&amp;atilde;o pouco com gente que &amp;eacute; t&amp;atilde;o pobre.
  Mesmo na diferen&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;B. n&amp;atilde;o foi uma menina, cuja aus&amp;ecirc;ncia de hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; igual &amp;agrave; de
  nenhuma: tanto no tempo em que&amp;nbsp; decorreu a expia&amp;ccedil;&amp;atilde;o aqui
  presente, como anterioridade. Da menina de hoje, pouco ou nada sei, nem - admiravelmente,
  me desinteressa, pois a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o faz-nos o favor de se anular
  em si pr&amp;oacute;pria.&lt;br&gt;
  B. Foi o meu primeiro prot&amp;oacute;tipo de namorada. Prot&amp;oacute;tipo porque
  um nada em nada se torna, e se algo se pretende que se torne, s&amp;oacute; depende
  de quem v&amp;ecirc;: e &amp;eacute; incompleto, uma experi&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L. foi uma mulher, cujo fado &amp;eacute; similar ao de tantas outras: tanto no
  tempo em que decorreu a evoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o sempre presente, como na posteridade.
  Da mulher de hoje, tanto ou nada sei, pois o conhecimento faz-nos o favor de
  se renovar em si pr&amp;oacute;prio.&lt;br&gt;
  L. foi de facto a minha primeira namorada, depois da qual, ainda hoje procuro
  recuperar o bem-estar sereno que &amp;eacute; simult&amp;acirc;neo com a v&amp;iacute;scera
  sofisticada do significado. O sentido que hoje n&amp;atilde;o faz, existe na evoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o
  da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o aqui evocada e molda-me o paradigma mordaz que
  me faz ser e estar na paix&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A veleidade daquilo que nos &amp;eacute; de especial intensidade dilui-se com o tempo, com o crescimento, com os lugares por onde passamos, pelos seres onde nos transformamos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que tenebrosos segredos ter&amp;aacute; o leitor que ap&amp;oacute;s estas palavras
  se interrogue em como poderei eu ter escrito estas linhas... &lt;br&gt;Seja bem-vindo, ou v&amp;aacute;-se lixar - como prefira - pois s&amp;atilde;o meus
  e est&amp;atilde;o aqui estes Prim&amp;oacute;rdios.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116481337094082991?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116481337094082991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116481337094082991&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116481337094082991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116481337094082991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/11/primrdios.html' title='Prim&amp;oacute;rdios'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116481230983514758</id><published>2006-11-29T14:56:00.000Z</published><updated>2006-11-29T15:17:49.253Z</updated><title type='text'>Três Títulos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;PJ det&amp;eacute;m antigo seguran&amp;ccedil;a ligado ao caso Camarate&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;Em Alfragide: Rec&amp;eacute;m-nascido encontrado com vida dentro de um
  saco t&amp;eacute;rmico&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;Desconhecem-se as raz&amp;otilde;es: Tribunal suspende processo de Jos&amp;eacute; Veiga
  relativo ao banco Dexia&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa r&amp;aacute;pida radiografia &amp;agrave;s &amp;uacute;ltimas not&amp;iacute;cias, num
  determinado momento, deparam-se-me estas tr&amp;ecirc;s not&amp;iacute;cias. O ins&amp;oacute;lito
  n&amp;atilde;o se encontra em cada uma nem no conjunto, mas simultaneamente em
  cada uma e no conjunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tinha eu pouco mais de 5 anos, e na TV de um vizinho observo uma multid&amp;atilde;o
  pesarosa em directo no primeiro programa da RTP, era o funeral de S&amp;aacute; Carneiro.
  Foi a primeira vez que observei a dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da massa an&amp;oacute;nima
  a um desconhecido conhecido e, confesso, que me aferiu posteriormente o que
  sinto relativamente ao fim de uma vida. Tr&amp;aacute;gico, ou &amp;quot;natural&amp;quot; se
  tal for poss&amp;iacute;vel, um fim de vida &amp;eacute; um extinguir, &amp;eacute; a dispers&amp;atilde;o &amp;uacute;ltima
  da mat&amp;eacute;ria que comp&amp;otilde;e - ou comp&amp;ocirc;s - a vida de uma pessoa
  tal como os seus conterr&amp;acirc;neos a conheceram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um in&amp;iacute;cio de vida &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m algo assinal&amp;aacute;vel, e
  por raz&amp;otilde;es diversas, a minha experi&amp;ecirc;ncia tamb&amp;eacute;m valoriza
  o recato, alguma serenidade e espa&amp;ccedil;o para a az&amp;aacute;fama que provoca
  o aparecimento de uma nova vida entre os seus. Esta do saco t&amp;eacute;rmico &amp;eacute; para
  mim nova, e o termo &amp;uacute;ltimo dos super-mercados &amp;amp; shoppings, j&amp;aacute; que &amp;eacute; comum
  um tipo c&amp;aacute; chegar e z&amp;aacute;s, ningu&amp;eacute;m o deixa em paz e enchem-lhe
  o ber&amp;ccedil;o e arredores de Chicco's, Fisher-Price's e Toys afins. &lt;br&gt;&lt;i&gt;Porra, h&amp;aacute; um mundo inteiro de vis&amp;otilde;es, faces, cheiros, tactos,
    sensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pessoas, sabores, afectos, etc. a descobrir e j&amp;aacute; metem
    estas merdas todas &amp;agrave; frente de um rec&amp;eacute;m-chegado? De facto,
    s&amp;oacute; faltava efectivamente uma pessoa nascer e ser metida dentro de
    um saco t&amp;eacute;rmico.... Shopping por shopping, Fisher-Price por Fisher-Price,
    venha o diabo (ou porque n&amp;atilde;o deus!?) e escolha....&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nunca gostei l&amp;aacute; muito das gentes do futebol, come&amp;ccedil;ando nuns,
  acabando noutros. N&amp;atilde;o se trata da quest&amp;atilde;o dos milh&amp;otilde;es
  que circulam e alimentam muitas bocas, mas sim do tipo de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es
  que provocam som neste sector: O senhor de clube tal que vocifera acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es
  sobre fulano de clube tantos, os consequentes ecos e reac&amp;ccedil;&amp;otilde;es
  nos media e todo o diz-que-disse envolvido reduz esta gentalha a um papel qu&amp;iacute;mico
  e sim&amp;eacute;trico das revistas cor-de-rosa, sendo os dirigentes protagonistas,
  como que as tias das revistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pouca import&amp;acirc;ncia que tem cada coisa, no meio de tanta coisa, leva-nos &amp;agrave; banaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.
  Com um pouco de jeito e copy/paste poder&amp;iacute;amos recompor as coisas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;PJ det&amp;eacute;m Rec&amp;eacute;m-nascido&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;Em Alfragide: Jos&amp;eacute; Veiga encontrado com vida dentro de um saco
  t&amp;eacute;rmico relativo ao banco Dexia &amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;Desconhecem-se as raz&amp;otilde;es: Tribunal suspende processo de antigo
  seguran&amp;ccedil;a ligado ao caso Camarate&amp;quot;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... e a banaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; tal que se fossem estes os t&amp;iacute;tulos
  encontrados, em nada admirariam algu&amp;eacute;m, pois nunca passariam de meros
  Tr&amp;ecirc;s T&amp;iacute;tulos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116481230983514758?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116481230983514758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116481230983514758&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116481230983514758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116481230983514758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/11/trtulos.html' title='Tr&amp;ecirc;s T&amp;iacute;tulos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116403965147232560</id><published>2006-11-20T16:06:00.000Z</published><updated>2006-11-24T13:51:55.236Z</updated><title type='text'>Do Androids Dream of Electric Sheep?</title><content type='html'>&lt;p&gt;A hist&amp;oacute;ria de contar carneirinhos para chamar o sono nunca me convenceu. Desde crian&amp;ccedil;a.&lt;br&gt; Recordo-me, desde sempre, que enquanto o sono n&amp;atilde;o chegava utilizava a fantasia... Fosse a de estar num pequeno barco &amp;agrave; vela num atol ou num recife, a de possuir a maior maqueta de comboios &amp;agrave; escala H0 do mundo, a de ser maquinista de um qualquer TGV que atravessasse toda a placa euro-asi&amp;aacute;tica, a de ser um cientista que descobrisse como dar cabo de bact&amp;eacute;rias sem dar cabo de c&amp;eacute;lulas, tantas...!&lt;br&gt; Quando me entretinha com um qualquer Tio Patinhas e surgia um qualquer simbolismo de sono, al&amp;eacute;m do serrote do ressonar, frequentemente surgiam os carneirinhos a saltar uma cerca. Recordo-me de me ter for&amp;ccedil;ado a experimentar cont&amp;aacute;-los uma vez em que o sono custava a chegar, fosse por excita&amp;ccedil;&amp;atilde;o fosse por ansiedade. Lembro-me de ainda ter ficado mais irritado, ora n&amp;atilde;o bastava ter ido para a cama for&amp;ccedil;ado, como ainda por cima aquela actividade est&amp;eacute;ril e sem qualquer objectivo de contar carneiros a saltar uma veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, era a m&amp;atilde;e de todas as secas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Este &amp;quot;formato&amp;quot; dos carneiros n&amp;atilde;o &amp;eacute; de todo compat&amp;iacute;vel comigo. Sempre me interroguei de onde viriam aqueles carneiros, e para onde se dirigiam ap&amp;oacute;s cada salto, e mais: quem ou o que os submeteria &amp;agrave; prova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da obrigatoriedade de saltar aquela veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o!? N&amp;atilde;o sei se mais algu&amp;eacute;m se interrogou desta forma acerca daqueles carneiros. N&amp;atilde;o sei t&amp;atilde;o pouco qual o significado simb&amp;oacute;lico, ou a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se pode efectuar desta &amp;quot;met&amp;aacute;fora&amp;quot; colectiva.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas sei que Philip K. Dick conseguiu tocar em algo muito interessante ao colocar a quest&amp;atilde;o de se os Andr&amp;oacute;ides sonhariam com carneiros el&amp;eacute;ctricos. Para quem n&amp;atilde;o sabe ou n&amp;atilde;o se recorda, &amp;eacute; o t&amp;iacute;tulo do conto que originou o filme &amp;quot;Blade Runner&amp;quot;, realizado por Ridley Scott.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Filmes &amp;agrave; parte, o t&amp;iacute;tulo encerra em si todo um conjunto de quest&amp;otilde;es muito interessantes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seres diferentes de n&amp;oacute;s, sonhar&amp;atilde;o?&lt;br&gt; Se sonham, como se caracterizar&amp;atilde;o esses sonhos?&lt;br&gt; Se n&amp;oacute;s j&amp;aacute; somos t&amp;atilde;o diferentes uns dos outros, qual a validade desses &amp;quot;formatos&amp;quot; de sonho?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afinal, est&amp;aacute;-se ou n&amp;atilde;o numa sociedade de sonhos fabricados, imagin&amp;aacute;rios-standard e de objectos de afecto model&amp;aacute;veis?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afinal.. Do Androids Dream of Electric Sheep?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116403965147232560?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116403965147232560/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116403965147232560&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116403965147232560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116403965147232560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/11/do-androids-dream-of-electric-sheep.html' title='Do Androids Dream of Electric Sheep?'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116328164592798952</id><published>2006-11-11T21:43:00.000Z</published><updated>2006-11-20T16:21:56.090Z</updated><title type='text'>Viagem de Costas</title><content type='html'>&lt;p&gt;O mundo passa e os seus fragmentos desaparecem ao fundo da minha vista sob a crescente velocidade em que me vejo a distanciar do ponto objectivo da minha desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trago e ficam para tr&amp;aacute;s, rebites de identidade. &lt;br&gt;
  Mem&amp;oacute;rias dispersas de recorda&amp;ccedil;&amp;otilde;es, discuss&amp;otilde;es acesas sob o f&amp;ocirc;lego de vinhos bons, flashbacks, pensamentos paralelos de um &amp;quot;presente-repensado&amp;quot; e escapes irracionais de pura liberdade transversalizam a minha experi&amp;ecirc;ncia e re&amp;uacute;nem-me.&lt;br&gt;
  Um espect&amp;aacute;culo bizarro-conceptual-mas-contido de sabores lirico-andr&amp;oacute;ginos seguido de uma pequena jam-session bem &amp;quot;swingada&amp;quot; condimentam esta sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: A de que a viagem de ida foi de costas para o objectivo e a de regresso de costas para a origem.&lt;br&gt;
  Quantos n&amp;atilde;o buscar&amp;atilde;o uma viagem, por mais pequena que seja, para poderem viajar dentro de si pr&amp;oacute;prios?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui de costas para l&amp;aacute;, onde a amizade ampara. &lt;br&gt;
  Regresso de costas para ti onde o teu paradigma me sust&amp;eacute;m e me revolve no meu pr&amp;oacute;prio paradigma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Efectivamente, s&amp;oacute; nos apresentamos de costas a quem confiamos. &lt;br&gt;
  Obrigado, por esta viagem de costas.&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116328164592798952?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116328164592798952/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116328164592798952&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116328164592798952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116328164592798952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/11/viagem-de-costas.html' title='Viagem de Costas'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116311064575032052</id><published>2006-11-09T22:15:00.000Z</published><updated>2006-11-09T22:42:36.273Z</updated><title type='text'>Pare, escute e olhe...</title><content type='html'>&lt;p&gt;.. quer em movimento sens&amp;iacute;vel, quer em movimento relativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao andar de comboio, vejo-me e revejo-me em diversos tempos, diferentes no ser, diferentes na forma como os olho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reparo na pequena passagem de n&amp;iacute;vel que foi &amp;quot;modernizada&amp;quot;, na ponte nova, nos novos tro&amp;ccedil;os de sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais &amp;quot;lisa&amp;quot;, nesta carruagem &amp;quot;Corail/UIC&amp;quot; francesa dos anos 60/70 que entraram em servi&amp;ccedil;o pela CP em 1986 ap&amp;oacute;s ap&amp;oacute;s os choques das colis&amp;otilde;es de Santa Iria e de Pa&amp;ccedil;o D'Arcos, anunciada ent&amp;atilde;o como &amp;quot;modernas&amp;quot;, e exploradas pelo servi&amp;ccedil;o &amp;quot;alfa&amp;quot; e posteriormente pelos inter-cidades.&lt;br&gt;
  N&amp;atilde;o sou nenhuma autoridade em mat&amp;eacute;ria de transportes ferrovi&amp;aacute;rios, mas conservo comigo ainda o meu primeiro conjunto de comboios &amp;agrave; escala H0, datado de 1981. Conservo ainda comigo grande parte do que lhe fui acrescentando ao longo dos tempos, e fundamentalmente, conservo muitos dos cat&amp;aacute;logos que coleccionava - miragens de sonho para uma crian&amp;ccedil;a e mais tarde adolescente, cujas liberdades financeiras e de &amp;quot;aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quereres&amp;quot; eram limitadas. Nestes cat&amp;aacute;logos, bem como nas recorda&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos comboios franceses dos meus 5, 6, 7, 8, 9, 10 anos, as carruagens &amp;quot;Corail&amp;quot; encontram-se bem enraizadas: Lan&amp;ccedil;adas em servi&amp;ccedil;o nos anos 60 em Fran&amp;ccedil;a - constru&amp;iacute;das pela Alsthom, revolucionaram o conceito e velocidade da ferrovia convencional, velocidade m&amp;aacute;xima ent&amp;atilde;o: 220 km/h.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste inter-cidades em direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Norte,  exacto, n&amp;atilde;o &amp;eacute; alfa-pendulino, as velocidades nos tro&amp;ccedil;os &amp;quot;modernizados&amp;quot; alcan&amp;ccedil;am valores redondamente pr&amp;oacute;ximos destes dos anos 60 da Fran&amp;ccedil;a pr&amp;eacute;-TGV: 180km/h. Opto por n&amp;atilde;o pagar o excedente fraudulento de luxo  cobrado no pendulino portugu&amp;ecirc;s, pois cada unidade custou ao er&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico perto dos ent&amp;atilde;o 11 (onze) milh&amp;otilde;es de contos. Este viaja &amp;agrave; mesma velocidade que o presente: excepto durante uns m&amp;iacute;seros 15 minutos de tro&amp;ccedil;o entre Porto em Lisboa durante os quais- e muito bem - o pendulino alcan&amp;ccedil;a os 200 e tal KM/H. Mais n&amp;uacute;meros? Muito bem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1994, Lisboa St.&amp;ordf; Apol&amp;oacute;nia - Coimbra-B:&lt;br&gt;
  Inter-regional, dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viagem: perto das 2:20 horas;&lt;br&gt;
  Intercidades, dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viagem: 2:10 horas;&lt;br&gt;
  Alfa: 2:05 horas;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2006, Lisboa St.&amp;ordf; Apol&amp;oacute;nia - Coimbra -B:&lt;br&gt;
  Inter-regional, dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viagem: ???&lt;br&gt;
  Intercidades, dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viagem: 2.15 horas;&lt;br&gt;
  Alfa (agora pendular): 1:52 horas;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se o leitor tem dificuldade em interpretar estes dados, paci&amp;ecirc;ncia, o problema &amp;eacute; seu: Cultive-se, regresse &amp;agrave; escola, repense-se, ignore, ou fa&amp;ccedil;a o que quiser j&amp;aacute; que &amp;eacute; o inquestion&amp;aacute;vel rei do seu vast&amp;iacute;ssimo e interessant&amp;iacute;ssimo mundo. Mas deixe-me em paz e aos que de facto compreendem umas simples linhas, com uns dados muito simples de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica e efectiva no mundo real.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que &amp;eacute; de facto importante &amp;eacute; uma pergunta que me persegue de h&amp;aacute; uns tempos para c&amp;aacute;: &amp;quot;Do Androids Dream of Electric Sheep?&amp;quot;. Como quem se pergunta: sonhar&amp;atilde;o os andr&amp;oacute;ides com carneirinhos el&amp;eacute;ctricos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra pergunta que me persegue, n&amp;atilde;o menos sinistra... que caminhos ter&amp;aacute; a ci&amp;ecirc;ncia e a t&amp;eacute;cnica sob interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es abusivas como uma que recentemente vi efectuada pelo editorial da revista Xis do P&amp;uacute;blico?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As press&amp;otilde;es para a formata&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento, do saber, da vis&amp;atilde;o e da sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o... sucedem-se a um ritmo assustador, pois a soma dos m&amp;uacute;ltiplos vazios que por a&amp;iacute; n&amp;atilde;o escassam com as perspectivas evangelizadoras sustentadas por uma ci&amp;ecirc;ncia-de-convini&amp;ecirc;ncia come&amp;ccedil;am a tomar propor&amp;ccedil;&amp;otilde;es assustadoras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fico-me por este ligeiro balancear desta zona de travessas de bet&amp;atilde;o e a&amp;ccedil;o, de carris soldados mas n&amp;atilde;o calibrados, que me recordam o charme nauseabundo das carruagens Sorefame do tempo da guerra colonial.... tento dormir, mas n&amp;atilde;o posso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paisagens h&amp;aacute; muito conhecidas sucedem-se pela janela, Coimbra est&amp;aacute; &amp;agrave; porta, sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;uacute;ltiplas sensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ambivalentes... mas distante e saudosamente agrad&amp;aacute;veis tocam-me com a nostalgia do orgulho de ver a Alta e a Universidade.. l&amp;aacute; sobranceira e vetusta sobre o rio, um dos dois &amp;uacute;nicos na g&amp;eacute;nese de ninfas Portuguesas al&amp;eacute;m das T&amp;aacute;gides: as Mondeguinas..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do Androids Dream of Electric Sheep?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Veremos..&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116311064575032052?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116311064575032052/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116311064575032052&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116311064575032052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116311064575032052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/11/pare-escute-e-olhe.html' title='Pare, escute e olhe...'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-116040358059584174</id><published>2006-10-09T15:18:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T15:19:40.596+01:00</updated><title type='text'>Sons Pertinentes (II)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ACks14qIUlM"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ACks14qIUlM" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-116040358059584174?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116040358059584174/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116040358059584174&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116040358059584174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116040358059584174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/10/sons-pertinentes-ii.html' title='Sons Pertinentes (II)'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' 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type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/116040349075124995/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=116040349075124995&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116040349075124995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/116040349075124995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/10/sons-pertinentes.html' title='Sons Pertinentes'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-115945721500687291</id><published>2006-09-28T16:20:00.000+01:00</published><updated>2006-09-28T16:26:55.040+01:00</updated><title type='text'>Pescada à Braz</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;quot;WWF diz que alguns dos pratos de peixe mais populares na Europa resultam da pesca ilegal&amp;quot;&lt;br&gt;
  &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1271560" target="_blank"&gt;27.09.2006 - 20h34   PUBLICO.PT&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reza o artigo acima indicado que segundo a WWL, diversas esp&amp;eacute;cies pescadas se encontram severamente amea&amp;ccedil;adas, incluindo o nosso bacalhau, e alerta os consumidores para a necessidade de praticar a objec&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consci&amp;ecirc;ncia nas suas compras. &lt;br&gt;
  (...)&lt;br&gt;&amp;ldquo;A melhor forma para os consumidores identificarem os peixes e mariscos pescados de forma respons&amp;aacute;vel &amp;eacute; atrav&amp;eacute;s do r&amp;oacute;tulo Marine Stewardship&amp;quot;.&lt;br&gt;(...)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O artigo publicado, refere tamb&amp;eacute;m que &amp;quot;No caso da solha (Pleuronectes platessa), cerca de 80 por cento de algumas capturas no Mar do Norte s&amp;atilde;o rejeitadas borda fora (...)&amp;quot;.Isto suscita diversas quest&amp;otilde;es de rigor, ora vejamos: estes &amp;quot;algumas&amp;quot; s&amp;atilde;o umas, muitas, umas poucas, montes, &amp;quot;bu&amp;eacute;s&amp;quot;, ou afinal quantas - em absoluto e relativas - das capturas efectuadas no Mar do Norte se traduzem nesta pr&amp;aacute;tica que desde j&amp;aacute; condeno?&lt;br&gt;
  Logo no segundo caso, o artigo refere a captura involunt&amp;aacute;ria de tubar&amp;otilde;es na pesca do espadarte, e &amp;quot;A WWF estima que morram cem mil destes animais todos os anos&amp;quot;. Esta estimativa j&amp;aacute; de muitos tubar&amp;otilde;es, ali&amp;aacute;s &amp;quot;bu&amp;eacute;&amp;quot; deles, j&amp;aacute; que atiram para o ar cem mil: em estimativa.&lt;br&gt;
  Os casos relativos a algumas esp&amp;eacute;cies sucedem-se ao longo do artigo, onde o bacalhau &amp;eacute; alvo de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem estimativas nem algumas indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es: Ora refere que &amp;ldquo;n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; mais bacalhau do Atl&amp;acirc;ntico [Gadus morhua] dentro de 15 anos&amp;rdquo; se se verificar o mesmo decl&amp;iacute;nio na &amp;quot;captura total de bacalhau&amp;quot; verificado nos &amp;quot;&amp;uacute;ltimos 30 anos&amp;quot;. L&amp;aacute; por apreender menos droga, n&amp;atilde;o quer dizer que haja menos droga na rua...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada par&amp;aacute;grafo deste artigo &amp;eacute; mais rico em dogma, propaganda e chantagem emocional, camuflados sob a forma daquilo a que a engenharia social denomina de &amp;quot;Sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;, do que efectivamente em dados cient&amp;iacute;ficos de rigor assinal&amp;aacute;vel. At&amp;eacute; o posso aceitar - dada a relev&amp;acirc;ncia do assunto objecto - que seja efectuada uma &amp;quot;sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot; desta natureza, mas uma visita ao website do &lt;a href="http://eng.msc.org/" target="_blank"&gt;Marine Stewardship Council&lt;/a&gt; (MSC, n&amp;atilde;o tem vers&amp;atilde;o em Portugu&amp;ecirc;s), &amp;eacute; reveladora:&lt;br&gt;
Como consumidor fui verificar &amp;quot;Where to Buy&amp;quot; onde encontrei a lista de produtos certificados pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &lt;a href="http://eng.msc.org/html/content_1229.htm" target="_blank"&gt;&amp;agrave; venda em Portugal&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece-me que a Iglo, e a outra marca que vende &amp;quot;merluza&amp;quot; pertencem &amp;agrave;s tais grandes empresas pesqueiras europeias, a primeira como &amp;eacute; do conhecimento geral, e a segunda &amp;eacute; espanhola - a frota pesqueira de &lt;em&gt;nuestros hermanos&lt;/em&gt; &amp;eacute; a maior da europa e uma das maiores do mundo. &lt;br&gt;
Assim, a propria MSC revela-se contradit&amp;oacute;ria: Com tantos &amp;quot;bu&amp;eacute;s&amp;quot;, &amp;quot;algums&amp;quot;, &amp;quot;muitos&amp;quot; e &amp;quot;estimativas&amp;quot; de &amp;quot;cem mil&amp;quot;, s&amp;oacute; nos recomenda a compra de peixe aos grandes &amp;quot;tubar&amp;otilde;es&amp;quot; europeus do sector, coisa que acho muito estranho - pois julgo que a MSC nunca ter&amp;aacute; ido &amp;agrave;s lotas de Sesimbra ou Peniche, entre outras, para nos dizer que comprar peixe congelado &amp;agrave; malta dos Navios-F&amp;aacute;brica, &amp;eacute; melhor do que o proveniente da Faina... estranho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ACUSO esta gente da WWF e da MSC de viver exclusivamente dos ins&amp;iacute;pidos e mal-cheirosos &amp;quot;Fish &amp;amp; Chips&amp;quot; ingleses, Mc Fish's ou barrinhas de peixe industrial para fritar e porcarias assim, se n&amp;atilde;o forem exclusivamente &lt;em&gt;vegans&lt;/em&gt; ou vegetarianos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o foi para isto que Prometeu roubou o fogo para o dar aos Homens, incendiando a eterna busca pelo conhecimento e pela arte dos of&amp;iacute;cios. &lt;br&gt;Nem para que ficassem &amp;agrave; merc&amp;ecirc; destes novos evangelizadores de meia-tijela que me querem a comer Pescada com Batatas ao Murro, Pescada &amp;agrave; Z&amp;eacute; do Pipo, Pescada &amp;agrave; Gomes de S&amp;aacute; ou at&amp;eacute; Pescada &amp;agrave; Braz..&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-115945721500687291?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1271560' title='Pescada &amp;agrave; Braz'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/115945721500687291/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=115945721500687291&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115945721500687291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115945721500687291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/09/pescada-braz.html' title='Pescada &amp;agrave; Braz'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-115927748146917154</id><published>2006-09-26T14:28:00.000+01:00</published><updated>2006-09-26T14:39:08.073+01:00</updated><title type='text'>Fogos</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uma crise de Agnosticismo Temporariamente Permanente&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;Eu honrar a ti? Por qu&amp;ecirc;?&lt;br&gt;Livraste a carga do abatido?&lt;br&gt;Enxugaste por acaso a l&amp;aacute;grima do triste?&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;em&gt;&amp;quot;Prometheus&amp;quot;, Goethe, 1774&lt;/em&gt;&lt;br&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Fogos, estes, os que permitem a ultrapassagem de momentos de crise, que permitem vislumbres de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es em quest&amp;otilde;es vitais, que transmitem a sagacidade de que se alimenta a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o mental, a vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica, o ardor do &lt;em&gt;plot&lt;/em&gt;, s&amp;atilde;o Fogos, estes que incendeiam a fornalha das ideias, onde se fundem e se forjam as estruturas sobre as quais nos aplicamos em tempos seguintes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Fogos, estes que todos temos dentro de n&amp;oacute;s, &amp;eacute; a nossa heran&amp;ccedil;a de Prometeu, pois somos todos &lt;em&gt;prometeus&lt;/em&gt;, que se lixe deus - desculpa l&amp;aacute;, &amp;eacute;s &amp;uacute;til &amp;agrave;s vezes, mas.. n&amp;oacute;s homens temos dentro de n&amp;oacute;s, Fogos!...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-115927748146917154?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/115927748146917154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=115927748146917154&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115927748146917154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115927748146917154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/09/fogos.html' title='Fogos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-115868189207287539</id><published>2006-09-19T17:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T17:09:17.756+01:00</updated><title type='text'>Abstracções</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/picture008.jpg" width="380" height="507"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;... ou formas de liberta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-115868189207287539?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/115868189207287539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=115868189207287539&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115868189207287539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115868189207287539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/09/abstraces.html' title='Abstrac&amp;ccedil;&amp;otilde;es'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-115813974816248498</id><published>2006-09-13T10:28:00.000+01:00</published><updated>2006-11-23T16:13:01.756Z</updated><title type='text'>A Fuga de Deus</title><content type='html'>&lt;p&gt;Se uma exist&amp;ecirc;ncia humana se resumisse a um trajecto delineado por um tubo de g&amp;aacute;s, Deus - na assun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua exist&amp;ecirc;ncia - teria que se tornar num canalizador ex&amp;iacute;mio e psicologicamente preparado para lidar com a derrota frequente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre a botija e o forno, como quem diz entre a Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o Ju&amp;iacute;zo Final, o trajecto &amp;eacute; coberto de fugas, e o Arquitecto v&amp;ecirc;-se reduzido &amp;agrave; fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um tapa-furos aleat&amp;oacute;rio justificando-se - e vitimizando-se - com a trai&amp;ccedil;&amp;atilde;o de L&amp;uacute;cifer. Afinal se um &amp;eacute; Arquitecto, o outro ser&amp;aacute; Engenheiro - como &amp;eacute; do senso comum - pois um desenha e o outro supervisiona a Obra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora se a nossa exist&amp;ecirc;ncia pode ser metaforizada pelo trajecto de A a B num tubo de g&amp;aacute;s, e se assumirmos que Deus existe e &amp;eacute; o Arquitecto, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o passamos mais do que uma Fuga de Deus.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-115813974816248498?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/115813974816248498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=115813974816248498&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115813974816248498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115813974816248498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/09/fuga-de-deus.html' title='A Fuga de Deus'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-115806866959171041</id><published>2006-09-12T14:42:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T02:02:40.626+01:00</updated><title type='text'>Im-puta-ção</title><content type='html'>&lt;p&gt;A responsabilidade &amp;eacute; um termo forte, esplendoroso em peso e medida.&lt;br&gt;
  &amp;Eacute; ponto de partida tanto para pris&amp;otilde;es como para fugas, pois dentro dela aprisiona-se uma mente que eventualmente resolve pontapear as portas e evadir-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando se &amp;quot;im-puta&amp;quot;, faz-se pesar, e como as leis da f&amp;iacute;sica demonstram, por cada for&amp;ccedil;a que exer&amp;ccedil;a uma ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o num sentido, haver&amp;aacute; uma equivalente mas sim&amp;eacute;trica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta simetria existe dentro de n&amp;oacute;s.&lt;br&gt;
  Quanto mais temos de uma coisa, mais nos apetece - eventualmente - outra coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso n&amp;atilde;o acredito em nenhuma das &amp;quot;boas meninas&amp;quot; ou dos &amp;quot;bons rapazes&amp;quot; que por a&amp;iacute; andam.&lt;br&gt;
  Por isso desconfio de gente que se diz s&amp;eacute;ria.&lt;br&gt;
  Por isso tenho relut&amp;acirc;ncia &amp;agrave;s intensas palavras soltas num momento especial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois se por cada for&amp;ccedil;a num sentido, existir&amp;aacute; - eventualmente - a sua sim&amp;eacute;trica, tenho muito medo de um &amp;quot;amo-te&amp;quot; antes de tempo, de um &amp;quot;ser&amp;aacute; muito&amp;quot; antes de &amp;quot;pouco&amp;quot; ter acontecido e pavor de uma jura de perten&amp;ccedil;a indubit&amp;aacute;vel quando ainda nem saboreei o gosto daquilo que &amp;eacute; meu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando h&amp;aacute; &amp;quot;im-puta-&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;, tem-se destas coisas. S&amp;atilde;o significados que com leveza s&amp;atilde;o atirados ao ar na sua verdade do momento, mas cujos ecos que provocam podem ser pesados.&lt;br&gt;
  Se a generalidade das pessoas s&amp;atilde;o leves na &amp;quot;im-puta-&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot; do que atiram para o ar, poucas s&amp;atilde;o aquelas podem fazer prevalecer o que &amp;eacute; belo.&lt;br&gt;
  Porque o belo, esse, tamb&amp;eacute;m se Im-PUTA.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-115806866959171041?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/115806866959171041/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=115806866959171041&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115806866959171041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115806866959171041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/09/im-puta-o.html' title='Im-puta-&amp;ccedil;&amp;atilde;o'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-115763077545624623</id><published>2006-09-07T13:05:00.000+01:00</published><updated>2006-11-20T16:22:31.383Z</updated><title type='text'>Exílios.</title><content type='html'>&lt;p&gt;H&amp;aacute; ideias que chegam ao que aparenta ser um final. Um final cujo saco-de-significados pareceu que se esgotou, como um n&amp;uacute;cleo de motiva&amp;ccedil;&amp;otilde;es que desaparece t&amp;atilde;o naturalmente como surgiu, afinal, podendo representar um ex&amp;iacute;lio ao pr&amp;oacute;prio ex&amp;iacute;lio que as materialize.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas Di&amp;aacute;sporas da mente, nunca desaparecem, transformam-se noutras aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es, noutros disparos, noutras deambula&amp;ccedil;&amp;otilde;es por outras paragens, quer internas, quer circunstanciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso &amp;eacute; que a convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que os Finais podem afinal representar In&amp;iacute;cios, nunca me abandona.&lt;br&gt;
  &amp;Eacute;  tamb&amp;eacute;m por isto que nem os pr&amp;oacute;prios Ex&amp;iacute;lios est&amp;atilde;o &amp;agrave; margem de se exilarem de si pr&amp;oacute;prios.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-115763077545624623?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/115763077545624623/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=115763077545624623&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115763077545624623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/115763077545624623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2006/09/exlios.html' title='Ex&amp;iacute;lios.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111471477667610540</id><published>2005-04-28T19:51:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T19:59:36.680+01:00</updated><title type='text'>O Teorema da Figueira</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; 
  &lt;td&gt;&lt;p&gt;“O medo tomou conta de n&amp;oacute;s. O medo de Espanha. O medo do Leste. O medo da China. Por isso aplaudimos tudo aquilo que nos protege das amea&amp;ccedil;as. Sem perceber que as atitudes defensivas, al&amp;eacute;m de est&amp;uacute;pidas, formam o caminho mais certo para o suic&amp;iacute;dio.” &lt;br&gt;
    S&amp;eacute;rgio Figueiredo&lt;br&gt;&lt;em&gt;Jornal de Neg&amp;oacute;cios &lt;/em&gt;, 27-04-05 &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;in “ Diz-se”, P&amp;uacute;blico, 28 de Abril de 2005.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;O coment&amp;aacute;rio tornou-se h&amp;aacute;bito entre n&amp;oacute;s e instalou-se como um programa permanente, na nossa “rom” pol&amp;iacute;tica e jornal&amp;iacute;stica. A manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o opinativa declarou-se como m&amp;eacute;todo &lt;em&gt;universal &lt;/em&gt; &amp;agrave; revelia da intelig&amp;ecirc;ncia e afectividade do p&amp;uacute;blico-alvo.&lt;br&gt;J&amp;aacute; h&amp;aacute; algum tempo que S&amp;eacute;rgio Figueiredo me suscitava ambival&amp;ecirc;ncias, quer lido, quer ouvido. Ambival&amp;ecirc;ncias, por causa da extrema correc&amp;ccedil;&amp;atilde;o e por aquela ideia de que “ali falta qualquer coisa”, na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus racioc&amp;iacute;nios.&lt;br&gt;
      Pretendendo ordenar estas linhas com uma contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o honesta sobre quem as escreve, come&amp;ccedil;o pela &amp;uacute;ltima ideia desta ambival&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;“Ali falta qualquer coisa”. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;A mim falta-me muito, desde dinheiro, “know-how” para muitas coisas, terminar projectos inacabados, projectar futuros, empreender desejos, lidar bem com passados e mem&amp;oacute;rias inc&amp;oacute;modas... enfim, uma lista extensa de coisas que me faltam, j&amp;aacute; que sou simplesmente humano com defeitos e virtudes.&lt;br&gt;Ali, n&amp;atilde;o sei ao certo o que falta, nunca soube, duvido que venha a saber, n&amp;atilde;o sei quem &amp;eacute; o fulano, de onde ele vem e para onde ele quer ir.&lt;br&gt;
      Por isto mesmo, n&amp;atilde;o sei que valor dar aos seus ju&amp;iacute;zos de valor.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;“Extrema correc&amp;ccedil;&amp;atilde;o”. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Sou frequentemente incorrecto. Admito-o e assumo-o plenamente que frequentemente, s&amp;ecirc;-lo, at&amp;eacute; me d&amp;aacute; uma esp&amp;eacute;cie de prazer cat&amp;aacute;rtico. Olho para os meus projectos dc&amp;iacute;nioe racio passados, e vejo erros, enganos, confus&amp;otilde;es e gralhas em altern&amp;acirc;ncia com momentos em que gosto, que me surpreendo ou que sinto gozo pelo que pensei.&lt;br&gt;Ali, os racioc&amp;iacute;nios s&amp;atilde;o perfeitos, l&amp;iacute;mpidos, engenhosos mas n&amp;atilde;o em demasia, contidos mas incisivos, em suma.. do melhor.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;A Teoria. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Entre variados debates em que S&amp;eacute;rgio Figueiredo participou, recordo-me aqui concretamente daquele que colocou economistas e pol&amp;iacute;ticos dos diversos quadrantes, numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de an&amp;aacute;lise aos resultados das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es passadas de 20 de Fevereiro. Recordo-me dos di&amp;aacute;logos entre Odete Santos e S. F. Chamo aqui tamb&amp;eacute;m a minha mem&amp;oacute;ria da “entrevista” que efectuou mais recentemente a Jos&amp;eacute; Maria Aznar, e dos seus olhos v&amp;iacute;vidos em cada pergunta “correct&amp;iacute;ssima” que lhe endere&amp;ccedil;ava.&lt;br&gt;S&amp;eacute;rgio Figueiredo &amp;eacute; um &lt;em&gt;homo economicus &lt;/em&gt;. Tal como os seus opositores marxistas, pretende avaliar e ordenar a sociedade e a sua economia numa perspectiva cient&amp;iacute;fica em que as caracter&amp;iacute;sticas afectivas e irracionais dos indiv&amp;iacute;duos n&amp;atilde;o entram nas suas equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt;
      Afirmei diversas vezes que o Homem, no seu todo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; de forma alguma um ser cient&amp;iacute;fico. Usa a ci&amp;ecirc;ncia como m&amp;eacute;todo para buscar respostas &amp;agrave;s suas quest&amp;otilde;es ancestrais, necessidades e gostos/luxos/sofistica&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt;
      No texto que encima estas linhas, observa-se uma pervers&amp;atilde;o: a aura de correc&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica a emitir valores. A palavra “est&amp;uacute;pidas”, surge ali como a linha que nos permite desvendar este mist&amp;eacute;rio humano que &amp;eacute; S&amp;eacute;rgio Figueiredo.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Teorema da Figueira. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Efectivamente, com os reduzidos dados que nos s&amp;atilde;o dados, ali a brilhante comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o economicista alterna-se com a emiss&amp;atilde;o de ju&amp;iacute;zos de valor de origem incerta e indefinida.&lt;br&gt;Com Odete Santos, a m&amp;atilde;o ia &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a por uma quest&amp;atilde;o t&amp;atilde;o simples que gere os medos de qualquer pessoa comum: porque n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os sal&amp;aacute;rios mais elevados?&lt;br&gt;
      Com Aznar, ali n&amp;atilde;o cabia nenhum esp&amp;iacute;rito cr&amp;iacute;tico, nem com “Prestige”, interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o n Iraque ou a vergonhosa tentativa de colagem dos atentados de 11 de Mar&amp;ccedil;o &amp;agrave; ETA.&lt;br&gt;
      Os medos do senso comum s&amp;atilde;o est&amp;uacute;pidos, como ali s&amp;atilde;o vaticinados.&lt;br&gt;
      Os empres&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o se prepararam nestes 10 anos que antecederam a entrada da China na OMC, e agora cedem aos medos que os trabalhadores t&amp;ecirc;m com as perspectivas de evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sal&amp;aacute;rios, se na melhor das hip&amp;oacute;teses, n&amp;atilde;o temerem pelos seus empregos.&lt;br&gt;
      Este &amp;eacute; o Teorema da Figueira:&lt;br&gt;
      A economia, que funcione como uma m&amp;aacute;quina.&lt;br&gt;
      A sociedade, que funcione como uma m&amp;aacute;quina de apoio &amp;agrave; economia.&lt;br&gt;
      Todos os problemas resolvem-se ap&amp;oacute;s os reajustes, conclu&amp;iacute;mos por S&amp;eacute;rgio Figueiredo.&amp;lt;br&amp;gt;Tudo o resto, s&amp;atilde;o &lt;em&gt;peanuts &lt;/em&gt; - pensar&amp;aacute; com os seus bot&amp;otilde;es, estupidez - dir-nos-&amp;aacute; publicamente.&lt;br&gt;
      Este &amp;eacute; o resto da divis&amp;atilde;o onde n&amp;atilde;o se incluem os afectos, os medos, as paix&amp;otilde;es ou a humanidade dele pr&amp;oacute;prio. Ramos ressequidos e afastados de uma fonte que brote perto de uma qualquer figueira.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Corol&amp;aacute;rio do Teorema da Figueira.&lt;br&gt;Gosto de ler comentadores, “opinion-makers”, fazedores de “sound-bytes” e opinadores diversos.&lt;br&gt;
      Mas estes tamb&amp;eacute;m precisam de ser comentados, oh se precisam!&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;em&gt;Nota: Concordo com as linhas gerais dos diagn&amp;oacute;sticos, constata&amp;ccedil;&amp;otilde;es e observa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de S&amp;eacute;rgio Figueiredo. N&amp;atilde;o concordo, de facto, com os seus ju&amp;iacute;zos de valor, sem causa expl&amp;iacute;cita, pois n&amp;atilde;o sei quem ele &amp;eacute;, de onde ele vem e para onde quer ele ir, nem com a sua exaspera&amp;ccedil;&amp;atilde;o anti-pedag&amp;oacute;gica com quest&amp;otilde;es t&amp;atilde;o essenciais tal como “porque recebem t&amp;atilde;o baixos sal&amp;aacute;rios muitos portugueses, t&amp;atilde;o altos sal&amp;aacute;rios poucos Portugueses e para onde t&amp;ecirc;m ido os apoios comunit&amp;aacute;rios, onde est&amp;atilde;o?” Por isto mesmo, quando lhe leio um ju&amp;iacute;zo de valor ou emiss&amp;atilde;o afectiva pergunto-me: “Porra, mas quem &amp;eacute; este gajo?”.&lt;br&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Fa&amp;ccedil;a-nos um favor, Sr. Figueiredo: limite-se a ser a m&amp;aacute;quina que defende para todos, e deixe-nos em paz com os “peanuts”. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111471477667610540?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111471477667610540/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111471477667610540&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111471477667610540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111471477667610540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/04/o-teorema-da-figueira.html' title='O Teorema da Figueira'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111471429737713026</id><published>2005-04-28T19:42:00.000+01:00</published><updated>2005-04-28T19:51:37.380+01:00</updated><title type='text'>Demolhar.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; 
  &lt;td&gt;&lt;p&gt;Por vezes interrogo-me do conjunto de sentidos que a vida nos vai trazendo, aparentemente de forma linear, mas esta frequentemente rasgada pela ideia do sonho.&lt;br&gt;
    Esta ideia do sonho, vive ou revive durante o sono, mas igualmente assalta-nos a vig&amp;iacute;lia.&lt;br&gt;O absorto caracteriza-nos externamente o momento em que perdemos a vis&amp;atilde;o num qualquer vislumbre de algo al&amp;eacute;m, ou aqu&amp;eacute;m, do sens&amp;iacute;vel. A subtileza &amp;eacute; tal neste assalto, que facilmente &amp;eacute; substitu&amp;iacute;vel por uma qualquer futilidade.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Esta &amp;aacute;gua de demolha de bacalhau, transposta para fora de n&amp;oacute;s em materializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atitude, &amp;eacute; uma forma simpl&amp;oacute;ria de fuga ao compromisso, e queda em ideias gerais.&lt;br&gt;
      O abstracto d&amp;aacute; a m&amp;atilde;o ao concreto, nesta solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o aquosa de bacalhau, e torna-se muito f&amp;aacute;cil justificarem-se adjectivos como “confian&amp;ccedil;a” ou “lideran&amp;ccedil;a”.&lt;br&gt;
      Esta sopa n&amp;atilde;o fica completa, sem um pouco do verniz do verdete &amp;agrave; bacalhau fora de prazo, que a redund&amp;acirc;ncia nos transmite.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Este “choque tecnol&amp;oacute;gico” &amp;eacute; uma boa ideia.&lt;br&gt;
      N&amp;atilde;o &amp;eacute; uma boa ideia por causa de “ser bom para o pa&amp;iacute;s”. Esta solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o aquosa de sal e bacalhau, n&amp;atilde;o encerra por si s&amp;oacute; a causa, encerra sim uma redund&amp;acirc;ncia de um sujeito que nada tem de melhor para responder &amp;agrave; expectativa exigente que nos envolve.&lt;br&gt;&amp;Eacute; uma boa ideia, sim, porque se tal choque se vier a verificar, trar&amp;aacute; consigo uma profunda altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o no “modus vivendi” dos nossos esp&amp;eacute;cimes protegidos de safios, cartilag&amp;iacute;neos das profundezas, que representam o nosso empres&amp;aacute;rio/gestor-tipo. Tal profunda altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; que envolver tamb&amp;eacute;m o est&amp;iacute;mulo dos assalariados do meio. Passar de acenos promissores para construir “hype” e “leadership” numa equipa de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para objectivos concretos a atingir. Modificar esta vergonhosa “flexibilidade” dos recibos verdes, para uma maior responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ambas partes no alcances dos objectivos, de projecto a projecto, de empresa a empresa e de &amp;acirc;mbito a &amp;acirc;mbito. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que a extens&amp;atilde;o do argumento de que “&amp;eacute; bom (...) porque &amp;eacute; bom” &amp;eacute; indesej&amp;aacute;vel, e ter-se-&amp;aacute; que se alterar rapidamente para uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o causa/efeito nada fraudulenta.&lt;br&gt;
      E porque envolve tantos &amp;acirc;mbitos espec&amp;iacute;ficos que nos interessam a todos, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; aos “nerds”/”cromos”, &amp;eacute; urgente.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Se n&amp;atilde;o, &amp;eacute; mais uma eterna demolha esquecida numa bancada de cozinha desarrumada, com “chefs” e sem ajudantes, com pobres e c&amp;atilde;es &amp;agrave; porta pelos restos e sem clientes e com tachos e sem pratos que &amp;eacute; este nosso pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Assim, sempre que o sonho nos rasga vig&amp;iacute;lia, o estado absorto deve ser o menos duradouro. Deve ser apenas aquela frac&amp;ccedil;&amp;atilde;o de segundo que separa a ideia da ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A vida prolongada do estado absorto &amp;eacute; uma demolha imensa....&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111471429737713026?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111471429737713026/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111471429737713026&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111471429737713026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111471429737713026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/04/demolhar.html' title='Demolhar.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111453467605735345</id><published>2005-04-26T17:54:00.000+01:00</published><updated>2005-04-26T17:57:56.060+01:00</updated><title type='text'>Z.B.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; 
  &lt;td&gt;&lt;p&gt;Z.B. era um rapaz que conheci entre os nossos 6 e 10 anos. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Com a mesma idade que t&amp;iacute;nhamos ent&amp;atilde;o, note-se o pret&amp;eacute;rito perfeito, j&amp;aacute; que n&amp;atilde;o sei se Z.B. ainda tem a mesma idade que eu, frequent&amp;aacute;vamos a mesma escola prim&amp;aacute;ria, a mesma aula e o mesmo professor. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Z.B. era de uma fam&amp;iacute;lia rec&amp;eacute;m-chegada do Norte, do Minho, creio, como tantas outras que migraram naquele fim de d&amp;eacute;cada de setenta. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Z.B. tinha um sotaque que rasgava todas as palavras que claramente denunciava a sua origem. Obviamente que era alvo das cru&amp;eacute;is chacotas cuja mestria infantil acentuava a diferen&amp;ccedil;a. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Z.B. tinha outra particularidade. Era o &amp;uacute;nico que naquela sala de aula chegava com segmentos de rectas obl&amp;iacute;quas, de tonalidades azuladas ou arroxeadas, cheguei a contar mais de 10, cravadas nas suas costas. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Z.B. conhecia de facto e intimamente as texturas da mangueira, do cinto, ou do que fosse que ocorresse na mente do seu pai, sempre que havia necessidade de educar. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Z.B. foi-se tornando conflituoso, com o passar dos anos, na mesma medida em que o seu sotaque se ia reduzindo a um mero brilho em determinadas termina&amp;ccedil;&amp;otilde;es de frase.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Durante alguns anos, nunca mais reencontrei Z.B. Separ&amp;aacute;mo-nos na aula e na escola naquela transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que havia para o “ciclo preparat&amp;oacute;rio que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o o era”, porque era unificado, mas ainda assim o era. V&amp;aacute;-se l&amp;aacute; perceber estas coisas dos gabinetes do ME e da FENPROF., a quem Z.B ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o interessaria: a uns porque n&amp;atilde;o seria ent&amp;atilde;o um facto pol&amp;iacute;tico, a outros porque Z.B. n&amp;atilde;o contribuiria para a sucessiva justi&amp;ccedil;a e aumento dos direitos dos trabalhadores com relativiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responsabilidades e diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do crit&amp;eacute;rio de talento necess&amp;aacute;rio para ensinar. T&amp;iacute;nhamos ent&amp;atilde;o 10 anos.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;O facto &amp;eacute; que em determinado contexto, reencontrei, ou penso que reencontrei Z.B.. Eram os meus 16 anos, e ent&amp;atilde;o fazia quest&amp;atilde;o de ter amizades ou meramente “esferas de contactos” transversais que por vezes meandravam a marginalidade.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Em determinado momento vi ao longe Z.B. com a nota de mil escudos enrolada em canudo sobre uma folha de prata. Cheg&amp;aacute;mos-nos a cruzar mas nunca arranquei o contexto para lhe perguntar “&amp;eacute;s o Z.B.”, pois o referido evitava e tamb&amp;eacute;m o meu contexto de “passagem” n&amp;atilde;o se demorou o suficiente para encontrar a oportunidade.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Mais tarde soube que “fazia” vivendas. Nunca nada mais soube.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Mas nunca me esqueci da viol&amp;ecirc;ncia da mangueira sobre aquele meu colega da prim&amp;aacute;ria em Cascais.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Algo muito distante do “refazer” que pretendem “Morangos com A&amp;ccedil;&amp;uacute;car” e outras novelas da TVI e n&amp;atilde;o s&amp;oacute;, em que familiares se tratam por “voc&amp;ecirc;”. L&amp;aacute; onde as mangueiradas n&amp;atilde;o entram, s&amp;oacute; pode ser uma fraude, e s&amp;oacute; por presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou manifesta reescrita da realidade, se caracteriza como “baseada” em algum ambiente real. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Mais uma vez encontramos a dilet&amp;acirc;ncia entre a Apar&amp;ecirc;ncia que se quer dar de algo, e o que realmente se sucede dentro de portas. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Mais uma vez se comprova as abordagens labregas que t&amp;atilde;o provincianamente fazemos &amp;agrave; nossa realidade.&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Z.B. fica aqui, como muitos fragmentos de mem&amp;oacute;rias que possuo, de muitas pessoas e situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que surgem repentinamente, sabe-se l&amp;aacute; porqu&amp;ecirc;. &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;Talvez por muitos Z.B.'s n&amp;atilde;o s&amp;oacute; por Cascais, como por todo o Portugal, que se iniciam na mangueira ou no cinto e acabam na nota de mil paus enrolada, ou talvez porque as minhas lembran&amp;ccedil;as neste registo n&amp;atilde;o se cinjam meramente a Z.B. &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111453467605735345?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111453467605735345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111453467605735345&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111453467605735345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111453467605735345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/04/zb.html' title='Z.B.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111401730820694855</id><published>2005-04-20T18:09:00.001+01:00</published><updated>2005-04-20T18:22:33.870+01:00</updated><title type='text'>Que Seca!</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;... Expira-se e solta-se, &amp;ldquo;Que Seca!&amp;rdquo;. N&amp;atilde;o do ar &amp;agrave; minha volta nem da fort&amp;iacute;ssima &lt;em&gt;influenza&lt;/em&gt; que me influenciou a &amp;uacute;ltima semana.&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;&amp;Eacute;. Mesmo uma seca!&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;&amp;Eacute; de facto uma grande seca, n&amp;atilde;o a que aflige os agricultores, certos aglomerados populacionais e a minha vontade de tomar duche no ver&amp;atilde;o, mas sim ter-se apenas acesso aos canais dispon&amp;iacute;veis em antena f&amp;iacute;sica pendurada no telhado, e 50% destes transmitirem o casamento de Charles e Camilla.&lt;br&gt;
        Um destes canais apenas mant&amp;eacute;m a linha de continuidade com a sua programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral, baseada no voyeurismo que a moderna solid&amp;atilde;o urbana suscita, confrontando-nos, a n&amp;oacute;s humanos, com o nosso passado cultural alde&amp;atilde;o: em que tudo se sabia, em que a vida alheia se revivia preenchendo-nos os nossos pr&amp;oacute;prios vazios.&lt;br&gt;
        Outro destes canais, que tamb&amp;eacute;m dedicou grande parte da sua programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de S&amp;aacute;bado ao casamento de Carlos e Camila foi a RTP1. N&amp;atilde;o caber&amp;aacute; aqui a este texto a dilig&amp;ecirc;ncia de teorizar e exarar o c&amp;acirc;none de Servi&amp;ccedil;o P&amp;uacute;blico de Televis&amp;atilde;o (SPT), pois outros textos porventura muito mais espertos, enquadrados e &amp;ndash; principalmente - pagos para tal, j&amp;aacute; se ter&amp;atilde;o encarregado disso. Quem quiser que os apanhe.&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;Ora aqui, a dilig&amp;ecirc;ncia regressa ao ar, &amp;agrave; apar&amp;ecirc;ncia. &amp;Agrave; forma como se tenta enquadrar a reden&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste par, nos vestidos dos convivas e nos &lt;em&gt;looks&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;hypes&lt;/em&gt; visuais dos s&amp;uacute;bditos que atenderam &amp;agrave; dita cerim&amp;oacute;nia.&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;O pa&amp;iacute;s assente h&amp;aacute; muito, quase um s&amp;eacute;culo, na matriz republicana vive os contos de fadas, dramas de corte e segredos de alcovas reais dos outros.&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;Se se desse em Portugal, este casamento seria o de (Car)Litos e da (Cami)Lita, de um qualquer Carlitos e Milita, ou um desses &amp;ldquo;nicks&amp;rdquo; t&amp;atilde;o queques como arrepiante na sua pretensa do&amp;ccedil;ura que por c&amp;aacute; se inventam. J&amp;aacute; que por c&amp;aacute; o &amp;ldquo;chique&amp;rdquo; anda de m&amp;atilde;o dada com a &amp;ldquo;esc&amp;aacute;fia&amp;rdquo; dos nomes que lhes inventam, folheie quem desejar uma qualquer revista cor-de-rosa, ou veja uma qualquer Quinta de &amp;rdquo;Debutantes, Aspirantes &amp;amp; Reciclandos&amp;rdquo;.&lt;br&gt;
        Se estes &amp;ldquo;nicks&amp;rdquo; por c&amp;aacute; reflectem o &amp;ldquo;bom&amp;rdquo; gosto dessa gente que nos faz meter a m&amp;atilde;o &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a pela sua originalidade, cultura, actualidade e universalidade (achei que ficava bem aqui, esta &amp;uacute;ltima palavra...), imagine-se o que seria se viv&amp;ecirc;ssemos uma Monarquia: O rei seria o Ditinho (presumindo que seria o D. Duarte, porque tenho as minhas d&amp;uacute;vidas) e a rainha, nesta sequ&amp;ecirc;ncia, seria a Belita (Isabel de qualquer coisa).&lt;br&gt;
      Se por um lado observamos estes nomes, observemos os visuais modificados frequentemente ao n&amp;iacute;vel da faca para ocultar as Verdades Gen&amp;eacute;ticas ou do Envelhecimento.&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;Dizem que para uma pessoa se sentir bem consigo pr&amp;oacute;pria, tem o direito de modificar as suas Verdades como bem entender, inclusive ao n&amp;iacute;vel da faca. &lt;br&gt;
        Por mim tudo bem. Nem c&amp;aacute; estou para julgar.&lt;br&gt;
        Mas com uma Sev&amp;iacute;cia P&amp;uacute;blica de Televis&amp;atilde;o destas, nesta seca de morte que se abateu sobre mim e que originou estas constata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a minha op&amp;ccedil;&amp;atilde;o no dilema &amp;eacute; clar&amp;iacute;ssima:&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;C&amp;aacute; para mim, temos &amp;eacute; que nos sentir bem com os nossos pr&amp;oacute;prios genes, n&amp;atilde;o precisar de modific&amp;aacute;-los ao sabor da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o voyeurismo e o desejo de protagonismo, que nos &amp;eacute; constantemente estimulada.&lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;Seca seria viver sobre esse estigma e mesmo assim, &amp;agrave;s vezes d&amp;aacute;-me para o ju&amp;iacute;zo de valor, paci&amp;ecirc;ncia! &amp;Eacute;, por vezes t&amp;atilde;o saborosa, esta contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o... &lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;Enfim, postulando, uma coisa &amp;eacute; deformarmos as nossas verdades, outra, &amp;eacute; cuidarmos de n&amp;oacute;s pr&amp;oacute;prios ou misturar esses mesmos nossos genes, isto sim, &amp;eacute; outra hist&amp;oacute;ria bem mais interessante...&lt;/p&gt;
      &lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;/td&gt; 
&lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111401730820694855?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111401730820694855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111401730820694855&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111401730820694855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111401730820694855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/04/que-seca_20.html' title='Que Seca!'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111367296404312955</id><published>2005-04-16T18:31:00.000+01:00</published><updated>2005-04-16T18:36:04.046+01:00</updated><title type='text'>Ideias do Caraças (I)</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;“A forma como entornei a &amp;aacute;gua do lava-loi&amp;ccedil;a sobre a minha camisola, ou a mancha da irrealidade sobre a minha segunda pele.” &lt;/p&gt;
      &lt;blockquote&gt;
        &lt;p&gt;-&amp;gt; Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de jovem e promissor artista de 45 anos; &lt;/p&gt;
        &lt;p&gt;-&amp;gt; Caracter&amp;iacute;sticas: um &amp;uacute;nico loop v&amp;iacute;deo em 35 salas; &lt;/p&gt;
        &lt;p&gt;-&amp;gt; Local: Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o perto de si. &lt;/p&gt;
      &lt;/blockquote&gt;      &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;
      &lt;p&gt;“Nasci e morrerei” &lt;/p&gt;
      &lt;blockquote&gt;
        &lt;p&gt;-&amp;gt; Descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Document&amp;aacute;rio; &lt;/p&gt;
        &lt;p&gt;-&amp;gt; Caracter&amp;iacute;sticas: Imagens e depoimentos quer na primeira quer na terceira pessoa tendo como foco a espantosa e ultra-inovadora corrente filos&amp;oacute;fica adjacente ao lema em t&amp;iacute;tulo; &lt;/p&gt;
        &lt;p&gt;-&amp;gt; Local: TV do Estado. &lt;/p&gt;
      &lt;/blockquote&gt;&lt;/td&gt; 
&lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111367296404312955?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111367296404312955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111367296404312955&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111367296404312955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111367296404312955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/04/ideias-do-caraas-i.html' title='Ideias do Cara&amp;ccedil;as (I)'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111227615424132359</id><published>2005-03-31T14:35:00.000+01:00</published><updated>2005-03-31T14:35:54.243+01:00</updated><title type='text'>Elas</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Nunca fui do &amp;quot;diz que disse&amp;quot;, do &amp;quot;segundo x, em espa&amp;ccedil;o A, tal&amp;quot; e muito menos dormi bem com encruzilhadas de refer&amp;ecirc;ncias a artigos baseados em refer&amp;ecirc;ncias e muito menos com saladas afins.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hoje, enquadra-se com o provecto t&amp;iacute;tulo com que Pacheco Pereira cumpre hoje (quinta, 31 de Mar&amp;ccedil;o) a sua obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional no jornal P&amp;uacute;blico.&lt;br&gt; &amp;quot;&lt;a href="http://jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&amp;m=03&amp;d=31&amp;id=13458&amp;sid=1477" target="_blank"&gt;Das mulheres ou apenas de algumas mulheres&lt;/a&gt;&amp;quot; evoca-me toda a salada - mais uma! - recente em torno da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o feminina na pol&amp;iacute;tica, como quem diz, na sociedade em geral.&lt;br&gt; Das quotas, aos governos imagin&amp;aacute;rios femininos, dos sacos azuis ao abuso de poder, de Felgueiras obscena &amp;agrave; Estrela escandalosa, desengane-se o leitor: n&amp;atilde;o pretendo aqui fazer qualquer tipo de manifesto nem contra, nem a favor de metade da ra&amp;ccedil;a humana.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apenas e mais uma vez, um desd&amp;eacute;m.&lt;br&gt; Um desd&amp;eacute;m pela sordidez com que se refere &amp;agrave;s mulheres e &amp;agrave; sua natural participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o feminina na sociedade, com o mesmo tipo de discurso utilizado na integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos emigrantes, dos deficientes, no combate ao racismo, na aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das diferen&amp;ccedil;as (sejam de orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sexual, religi&amp;atilde;o, pol&amp;iacute;ticas, morais, etc..), enfim, de todo um conjunto de quocientes numa sociedade dividida entre o &amp;quot;n&amp;oacute;s&amp;quot; e os &amp;quot;outros&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estes &amp;quot;outros&amp;quot;, s&amp;atilde;o os &amp;quot;Aliens&amp;quot;, os &amp;quot;estranhos&amp;quot;, os &amp;quot;diferentes&amp;quot;, que embora culturalmente se compreenda esta colagem nos emigrantes e afins, custa-me aceitar que Elas se incluam em algum destes quocientes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; verdade que quando acontece conhecer uma Ela que subtilmente me pergunte (e j&amp;aacute; o fizeram!) numa rajada subliminar qual a marca do meu carro, se sou licenciado e em qu&amp;ecirc;, que bens tenho ou o meu escal&amp;atilde;o de IRS, tenho a tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pensar que Ela n&amp;atilde;o faz parte do &amp;quot;n&amp;oacute;s&amp;quot;. E que por isso precisa de direitos especiais que a protejam, &amp;agrave; pobrezita da desprotegida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; verdade que todos &amp;quot;n&amp;oacute;s&amp;quot;, homens ou mulheres, temos as nossas alturas em que nos sentimos desprotegidos. A mim, sinceramente, faz-me confus&amp;atilde;o que esta vis&amp;atilde;o &amp;quot;correcta&amp;quot; de quocientes sociais n&amp;atilde;o perspective que me sinta desprotegido, parece que &amp;quot;por ser gajo, tenho que me aguentar &amp;agrave; bronca sozinho&amp;quot;, e criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para proteger alguma pobrezita desprotegida, se quiser procriar, enfim... ser&amp;aacute; que n&amp;atilde;o &amp;eacute; muito correcto colocar as coisas assim?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O facto &amp;eacute; que me parece que se quisermos falar n'Elas, teremos que falar em &amp;quot;n&amp;oacute;s&amp;quot;.&lt;br&gt; Muito mais e melhor.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111227615424132359?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111227615424132359/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111227615424132359&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111227615424132359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111227615424132359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/elas.html' title='Elas'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111227332228467157</id><published>2005-03-31T13:48:00.000+01:00</published><updated>2005-03-31T13:48:42.286+01:00</updated><title type='text'>Ela</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;Ela chove!&amp;quot;, diz a minha av&amp;oacute;, &amp;quot;Ela, quem?&amp;quot; pergunto-lhe eu de imediato.&lt;br&gt; A resposta sempre foi a mesma, acompanhada do olhar quase incr&amp;eacute;dulo, &amp;quot;Ela, a chuva!&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; o retorno ao que de prim&amp;aacute;rio se me evoca quando se discutem os &amp;acirc;mbitos de Seca Severa ou Seca Extrema.&lt;br&gt; No meio de cr&amp;iacute;ticas &amp;agrave; dial&amp;eacute;ctica entre a pasmaceira no avan&amp;ccedil;o das infra-estruturas adjacentes &amp;agrave; po&amp;ccedil;a do Alqueva, e a prontid&amp;atilde;o do est&amp;aacute;dios dos Euro-Apitos, penso sempre na minha Av&amp;oacute; com os seus dizeres..&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;quot;Chuva em Janeiro, trigo no palheiro&amp;quot;, se a mem&amp;oacute;ria n&amp;atilde;o me falha, acompanhado de um &amp;quot;Oh, mas isto agora j&amp;aacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; assim, j&amp;aacute; nada disto funciona&amp;quot;, diz ela, a minha querida av&amp;oacute;, apontando a falta de canaviais de verdejar nas linhas das serras.&lt;br&gt; H&amp;aacute; pior ainda, que &amp;eacute; quando se instala o sil&amp;ecirc;ncio l&amp;uacute;gubre enquanto passamos pela terra queimada da Beira Baixa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quero tomar duche todos os dias, neste ver&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Quero-a.&lt;br&gt; Quero hoje que Ela chova.&lt;br&gt; Que se danem os fundos de crise, os estados de calamidade e os subs&amp;iacute;dios para as rameiras subsidi&amp;aacute;rias da nossa ruralidade, quais &lt;em&gt;ma&amp;icirc;tresses&lt;/em&gt;, amantes vivendo de pens&amp;otilde;es cedidas por comprometidos, a custo de favores discretos e obscenos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;S&amp;oacute; quero que Ela chova, Oh se quero o meu duche estival.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111227332228467157?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111227332228467157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111227332228467157&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111227332228467157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111227332228467157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/ela.html' title='Ela'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-111227046030048437</id><published>2005-03-31T12:53:00.000+01:00</published><updated>2005-03-31T13:01:00.300+01:00</updated><title type='text'>Vassouradas &amp; Outras Ideias</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Pois &amp;eacute;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Vassourada come&amp;ccedil;ou. Transitoriamente fica esta vers&amp;atilde;o simplificada (designei como 1.9a) enquanto o visual definitivo se ultima em testes e indecis&amp;otilde;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por outro lado, surgem Outras Ideias.&lt;br&gt; No que pretende ser uma desavergonhada clivagem de &amp;acirc;mbitos.&lt;br&gt; Entre as minhas &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/" target="_self"&gt;Di&amp;aacute;sporas&lt;/a&gt;&lt;br&gt; e o que se passa no &lt;a href="http://omeuenclave.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Meu Enclave&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-111227046030048437?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://omeuenclave.blogspot.com/' title='Vassouradas &amp; Outras Ideias'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/111227046030048437/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=111227046030048437&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111227046030048437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/111227046030048437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/vassouradas-outras-ideias.html' title='Vassouradas &amp; Outras Ideias'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110985283205796565</id><published>2005-03-03T12:21:00.000Z</published><updated>2005-03-03T12:33:08.986Z</updated><title type='text'>Excepção</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Correm estes dias mornos de intensidade e g&amp;eacute;lidos de temperatura, e l&amp;aacute; por vezes tenho que me alongar no trabalho um pouco pela noite dentro.&lt;br&gt; &amp;Eacute; certo que mais uma vez me deite na minha pequena cama vazia como tem sido h&amp;aacute;bito nestes &amp;uacute;ltimos e longos meses, e a TV fica a minha companhia para quando o sono tarda em chegar, ou quando a mente se perde noutro tipo de Di&amp;aacute;sporas fazendo-me dar voltas no leito.&lt;br&gt; E com essa frequ&amp;ecirc;ncia, A Dois torna-se na minha companheira, na presen&amp;ccedil;a que continua presente enquanto fecho o olho e vai chegando o obl&amp;iacute;vio das ansiedades.&lt;br&gt; Foi sendo assim que pela altura da abertura involunt&amp;aacute;ria do olho, de manh&amp;atilde;, quando o Jo&amp;atilde;o Pestana come&amp;ccedil;a a desvanecer-se, que comecei a aperceber-me de algo gradualmente.&lt;br&gt; As manh&amp;atilde;s, n'A Dois, come&amp;ccedil;am com a rubrica infantil Zig-Zag, pelas 7.30. Foi assim que dei com &lt;a href="http://www.galaro.com/" target="_blank"&gt;A Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute;&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Inicialmente a surpresa pela toque de bizarria na performance dos actores, surgiu misturada por um certo pasmar pelos temas pedag&amp;oacute;gicos, e muito interessantes at&amp;eacute; para um adulto, que escolhiam.&lt;br&gt; Ora trata-se de uma fam&amp;iacute;lia que evoca galinhas soberba e bestialmente humanizadas. E os humanos, esses at&amp;eacute; no pormenor revelam tremores e detalhes muito av&amp;iacute;colas.&lt;br&gt; Pela segunda vez que apanhei &lt;a href="http://www.galaro.com/" target="_blank"&gt;A Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute;&lt;/a&gt; na abertura matinal dos olhos, fiquei deveras impressionado pela caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de personagens e pela solidez que me transparecia de toda a ideia adjacente ao programa. Pela boa produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o que sugeria. Pelos meios t&amp;eacute;cnicos correctamente utilizados. Pela sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que estariam a tratar o p&amp;uacute;blico infantil como deve ser, e n&amp;atilde;o como inferiores intelectuais.&lt;br&gt; Feita a pesquisa, encontro o sintom&amp;aacute;tico texto numa caixa, na p&amp;aacute;gina da &lt;a href="http://www.rtp.pt/" target="_blank"&gt;RTP&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;A Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute; &amp;eacute; um programa di&amp;aacute;rio com finalidades educativas, art&amp;iacute;sticas, culturais e informativas. De forma divertida, recorrendo &amp;agrave; fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; reportagem, &amp;agrave; literatura ou &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, a Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute; leva todas as crian&amp;ccedil;as ao mundo da cultura, do ambiente, do desporto, da ci&amp;ecirc;ncia e novas tecnologias, criando universos m&amp;aacute;gicos e abrindo novos caminhos de conhecimento.&lt;br&gt; A Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute; &amp;eacute; constitu&amp;iacute;da por cinco personagens que cobrem cinco grandes &amp;aacute;reas do desenvolvimento das crian&amp;ccedil;as. O Pai Galar&amp;oacute; &amp;eacute; o rei das artes pl&amp;aacute;sticas e trabalhos manuais. A M&amp;atilde;e Biquita &amp;eacute; uma galinha super-ecol&amp;oacute;gica. Faz tudo para proteger o ambiente e todos os bichinhos.&lt;br&gt; O filho mais velho, o Pinto Pitit&amp;atilde;o &amp;eacute; um inventor ousado e conhecedor do mundo da ci&amp;ecirc;ncia e das novas tecnologias. Com o Pinto Pinote o desporto e a aventura v&amp;atilde;o estar no ar e a Pinta Pitita vai explorar o campo cultural.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Originalidade, Sonhos, Mist&amp;eacute;rios do nosso Mundo ou Tudo se transforma, s&amp;atilde;o s&amp;oacute; alguns exemplos dos temas que v&amp;atilde;o ser abordados pela Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute; e que nos fazem conhecer o trabalho &amp;ldquo;super-interessante&amp;rdquo; de diferentes profissionais e escolas, ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es em defesa do ambiente, actividades ao ar livre, os mais diferentes desportos, espa&amp;ccedil;os culturais, programas de ci&amp;ecirc;ncia, novas tecnologias, ateliers para crian&amp;ccedil;as... Novidades, surpresas, roteiros, passagem de conhecimento de uma forma divertida, misteriosa e cheia de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o, v&amp;atilde;o estar na ordem do dia, num espa&amp;ccedil;o que vai revelar o que de melhor se faz para as crian&amp;ccedil;as e por crian&amp;ccedil;as!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;A Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute; &amp;eacute; um dos primeiros programas infantis da nossa televis&amp;atilde;o inteiramente portugu&amp;ecirc;s, ou seja, ideia original, argumento e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional.&amp;quot;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Efectuada uma visita ao s&amp;iacute;tio da internet d'&lt;a href="http://www.galaro.com/" target="_blank"&gt;A Fam&amp;iacute;lia Galar&amp;oacute;&lt;/a&gt;, procurei, procurei e procurei por aquela maligna &amp;quot;marca&amp;quot; com as iniciais &amp;quot;MC&amp;quot; que parece que atesta o profissionalismo das artes performativas de c&amp;aacute; da prov&amp;iacute;ncia.... e nada!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Trata-se de uma excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o. De gente que por sinal trabalha muito e bem, e efectuou um produto muito v&amp;aacute;lido, positivista, e sem choramingos. Da caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao guarda-roupa, do conceito &amp;agrave; solidez e credibilidade dos personagens, do site &amp;agrave; flexibilidade com que oferecem idas &amp;agrave;s escolas, em resumo, a tudo.&lt;br&gt; Tinha que fazer esta nota.&lt;br&gt; &amp;Eacute; pois, uma excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br&gt; E a seguir..&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110985283205796565?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110985283205796565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110985283205796565&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110985283205796565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110985283205796565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/excepo.html' title='Excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110976418152774678</id><published>2005-03-02T11:49:00.000Z</published><updated>2005-03-02T11:50:59.760Z</updated><title type='text'>Pois...</title><content type='html'>A desordem é por vezes espessa, o sangue fluido e lancinante naquilo que invade.&lt;br&gt;
Haverá porquês que devem ser definidos.&lt;br&gt;
Haverá porquês que devem ser encerrados numa caixa cuja chave seja contínua e repetidamente deitada ao mar.&lt;br&gt;
O mergulho pela chave, esse, é redentor.&lt;br&gt;
É sabor...&lt;br&gt;
É Pois...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110976418152774678?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110976418152774678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110976418152774678&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110976418152774678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110976418152774678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/pois.html' title='Pois...'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110972064521137495</id><published>2005-03-01T23:42:00.000Z</published><updated>2005-03-01T23:44:05.213Z</updated><title type='text'>Pormenores.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; momentos assim.&lt;br&gt; Descasca-se uma batata para o jantar enquanto se analisa determinado c&amp;oacute;digo, para determinado trabalho.&lt;br&gt; O som ecoa firme, mas falso pela falta de um dos graves Monitor Audio, pobremente compensados.&lt;br&gt; A falta do &amp;ldquo;online&amp;rdquo; toca-me em algo inconsciente, prim&amp;aacute;rio, como se estivesse em terra sem &amp;aacute;gua nem electricidade. Socorro-me do Teletexto quando a ansiedade por alguma not&amp;iacute;cia, ou por uma qualquer navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o electr&amp;oacute;nica se torna insuport&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aguda da consci&amp;ecirc;ncia do &amp;ldquo;cromo&amp;rdquo; em que me tornei, que sou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; assim em &amp;lsquo;Fringes&amp;rsquo;, &amp;eacute; bom, &amp;eacute; terno, &amp;eacute; onde parece que qualquer pecadilho encontra a sua reden&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110972064521137495?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110972064521137495/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110972064521137495&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110972064521137495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110972064521137495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/pormenores.html' title='Pormenores.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110972030520849002</id><published>2005-03-01T23:35:00.000Z</published><updated>2005-03-01T23:38:25.230Z</updated><title type='text'>Que vitória?</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Que derrota?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Passou uma semana sobre as recentes elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; Para muitos, suspeito que uma maioria, &amp;eacute; altura de fazer o luto do per&amp;iacute;odo esfuziante que se viveu, formalizar mentalmente um regresso &amp;agrave; normalidade das perspectivas recentradas nos resultados observados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que vit&amp;oacute;ria?&lt;br&gt; &amp;ldquo;(...) &amp;Eacute; bom, porque &amp;eacute; uma boa pol&amp;iacute;tica para o pa&amp;iacute;s (...)&amp;rdquo; (S&amp;oacute;crates)&lt;br&gt; Aos vitoriosos, aguarda-os o gume pacientemente afiado da expectativa, pois o vazio do Objectivo foi desequilibrado pela plenitude da Inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que derrota?&lt;br&gt; &amp;ldquo;(...) Isto s&amp;atilde;o coisas s&amp;eacute;rias (...)&amp;rdquo; (Bag&amp;atilde;o F&amp;eacute;lix)&lt;br&gt; Aos perdedores cai-lhes o &amp;oacute;nus do efeito da leviandade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ana Drago e companhia agradecem-lhes, a ambos, pois asseguram-lhes futuros e projec&amp;ccedil;&amp;otilde;es garantidas naquilo que mais sabem fazer, quando os discursos de veludo se afastarem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afinal, que vit&amp;oacute;ria, que derrota?&lt;br&gt; Na linha do que aqui escrevi no dia das pr&amp;oacute;prias elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, foi a derrota em toda a linha de um sentido de humor mordaz dos portugueses, que preferiram dizer aos pol&amp;iacute;ticos profissionais algo como: &amp;ldquo;&amp;Eacute; a vossa &amp;uacute;ltima oportunidade!&amp;rdquo;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As duas frases acima retidas, s&amp;atilde;o as que mais me fazem o sentido de resumo das &amp;lsquo;discuss&amp;otilde;es&amp;rsquo; assistidas neste per&amp;iacute;odo que findou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A proposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;oacute;gica de S&amp;oacute;crates, n&amp;atilde;o lhe fica bem, nem a nenhuma engenharia, simplesmente porque a f&amp;oacute;rmula universal do &amp;ldquo;Verdadeiro_1 implica Verdadeiro_2&amp;rdquo; dilui por aborrecimento qualquer interesse intelectual, porque sem validar as veracidades de Verdadeiro_1 e de Verdadeiro_2, respectiva e independentemente, n&amp;atilde;o se pode estabelecer a implica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; O valor de Bag&amp;atilde;o F&amp;eacute;lix, ilustra o devaneio dos valores que se instalou &amp;agrave; direita. Se adoptarmos o mesmo racioc&amp;iacute;nio seria o mesmo que dizer: &amp;ldquo;Agora_&amp;eacute;_a_s&amp;eacute;rio_1 implica Agora_&amp;eacute;_a_s&amp;eacute;rio_2&amp;rdquo;, mas como a veracidade de Agora_&amp;eacute;_a_s&amp;eacute;rio_1 implicaria que antes fosse verdadeira a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;Nada_disto_&amp;eacute;_s&amp;eacute;rio implica ...&amp;rdquo;...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;....&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A discuss&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica ser&amp;aacute; assim nos pr&amp;oacute;ximos anos, especulo: &lt;br&gt; A:&amp;ldquo;&amp;Eacute; bom, porque &amp;eacute; uma boa pol&amp;iacute;tica para o pa&amp;iacute;s!&amp;rdquo;&lt;br&gt; B: &amp;ldquo;Mas isto s&amp;atilde;o coisas s&amp;eacute;rias!&amp;rdquo;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O mote est&amp;aacute; dado.&lt;br&gt; Seguir-se-&amp;aacute; a festa da dan&amp;ccedil;a entre &amp;ldquo;o que &amp;eacute; Bom&amp;rdquo; e &amp;ldquo;o que &amp;eacute; S&amp;eacute;rio&amp;rdquo;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Considero que perdemos todos em toda a linha. &lt;br&gt; A come&amp;ccedil;ar no respeito pela intelig&amp;ecirc;ncia das pessoas que se procuram informar, e a acabar pelas altas expectativas entretanto criadas.&lt;br&gt; Que n&amp;atilde;o ajudam.&lt;br&gt; De forma alguma.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110972030520849002?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110972030520849002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110972030520849002&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110972030520849002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110972030520849002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/03/que-vitria.html' title='Que vit&amp;oacute;ria?'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110892053567141953</id><published>2005-02-20T17:27:00.000Z</published><updated>2005-02-20T17:28:55.673Z</updated><title type='text'>Domingueiros</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Hoje &amp;eacute; um dos Dias Mais Domingueiros que se pode observar em Portugal.&lt;br&gt; Os carros deambulam com mais de um ocupante pelas ruas das cidades, vilas e campos, vagorosamente, entre casas, caf&amp;eacute;s ou esplanadas e mesas de voto.&lt;br&gt; O sil&amp;ecirc;ncio l&amp;uacute;gubre j&amp;aacute; acontece desde que se iniciou o t&amp;atilde;o propalado &amp;quot;per&amp;iacute;odo de reflex&amp;atilde;o&amp;quot; previsto no regulamento eleitoral.&lt;br&gt; Na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social sente-se o vazio abrupto do contraste com as &amp;uacute;ltimas semanas.&lt;br&gt; O estardalha&amp;ccedil;o que antecedeu este Domingo saturadamente Domingueiro deixa neste &amp;quot;per&amp;iacute;odo de reflex&amp;atilde;o&amp;quot; ainda mais ru&amp;iacute;do: sei l&amp;aacute; porqu&amp;ecirc;, mas no c&amp;eacute;rebro parece-me que se cria algo para contrariar esta s&amp;uacute;bita invers&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Como reflexo, tenho uma vontade terr&amp;iacute;vel de que os resultados de logo, transportem um humor subtil e profundo proporcional &amp;agrave; seriedade que este acto eleitoral representa para os anos vindouros deste Pa&amp;iacute;s.&lt;br&gt; Seria de rir perdidamente, como uma lufada de esperan&amp;ccedil;a depois deste sil&amp;ecirc;ncio de funeral que se vive hoje (durante o dia!, logo &amp;agrave; noite os vencedores far&amp;atilde;o das suas..) que os resultados tra&amp;iacute;ssem as expectativas de todos: sublinho de todos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seria um sinal de um humor bestial por parte dos portugueses, um resultado tal que por exemplo obrigasse um PS relativo com acordos com os dois (2!) partidos &amp;agrave; sua esquerda. Ou de um PSD relativo sem no entanto, uma direita suficiente para se afirmar.&lt;br&gt; Atrevo-me a especular que seriam os cen&amp;aacute;rios mais favor&amp;aacute;veis &amp;agrave; t&amp;atilde;o falada &amp;quot;estabilidade&amp;quot;. A estabilidade real, onde se tem no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es funcionam e de que os conte&amp;uacute;dos program&amp;aacute;ticos realmente s&amp;atilde;o implementados e discutidos nas suas metodologias (pol&amp;iacute;ticas) e n&amp;atilde;o no objecto dos egos que os defendem. Porque uma dupla fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cuidados permite um pouco mais a que n&amp;atilde;o se brinque, suponho. E a economia n&amp;atilde;o precisa que sejam sempre os mesmos, como um Mobutu, precisa &amp;eacute; que as coisas funcionem e que as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam assumidas at&amp;eacute; ao fim! Isto sim, &amp;eacute; Estabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por &amp;uacute;ltimo, regresso ao tal per&amp;iacute;odo de reflex&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Uma reflex&amp;atilde;o, apoia-se sobre a raz&amp;atilde;o. Sobre estrat&amp;eacute;gias. Sobre elementos que racionalmente consigamos processar para avaliar se nos s&amp;atilde;o convenientes, ou n&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Nunca se apoia sobre &amp;quot;o que &amp;eacute; mau&amp;quot; ou &amp;quot;o que &amp;eacute; bom&amp;quot;.&lt;br&gt; Estou de facto farto que me justifiquem conte&amp;uacute;dos program&amp;aacute;ticos com a express&amp;atilde;o &amp;quot;porque &amp;eacute; uma pol&amp;iacute;tica boa para o pa&amp;iacute;s&amp;quot; e argumentos id&amp;ecirc;nticos. Causa-me severas n&amp;aacute;useas procurar saber porque raz&amp;otilde;es querem fazer isto ou aquilo e s&amp;oacute; encontrar argumentos deste tipo: &amp;quot;porque &amp;eacute; bom!&amp;quot;; &amp;quot;porque &amp;eacute; uma boa pol&amp;iacute;tica para o pais!&amp;quot;. Ofendem-me a intelig&amp;ecirc;ncia, como se achassem que existe surpresa com o facto dos autores de determinada ideia acharem-na boa!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por estas e por outras, a este per&amp;iacute;odo de reflex&amp;atilde;o ignobilmente l&amp;uacute;gubre, como se de um funeral das ideias se tratasse, deveria seguir-se um resultado de morrer a rir. Um resultado que escandalizasse os que contam com os fatos domingueiros do voto, e que acabasse com a fraude que &amp;eacute; o apelo dogm&amp;aacute;tico daquilo &amp;quot;que &amp;eacute; bom&amp;quot; aos indecisos.&lt;br&gt; Para que de uma vez por todas, deixe de existir este sentimento Domingueiro e fatalista num dia de Elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que reflecte o vazio que se instalou na nossa consci&amp;ecirc;ncia colectiva.&lt;br&gt; Um vazio como sentia em adolescente, depois de uma farra de S&amp;aacute;bado &amp;agrave; noite.&lt;br&gt; No Domingo.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110892053567141953?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110892053567141953/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110892053567141953&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110892053567141953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110892053567141953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/02/domingueiros.html' title='Domingueiros'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110845710417980533</id><published>2005-02-15T08:44:00.000Z</published><updated>2005-02-15T08:49:23.893Z</updated><title type='text'>Sangue de Festa</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; anos, havia um ensaio sobre um palco imenso, com uma mesa enorme no seu centro. &lt;br&gt; Uma mesa desenhada e concebida para umas Bodas que mais tarde foram a cena num dos espect&amp;aacute;culos da &amp;eacute;poca local de ent&amp;atilde;o, at&amp;eacute; pela divis&amp;atilde;o opinativa que suscitou. Ocupei uma pequena parte na montagem que iria ser vista, e uma parte um pouco maior na engrenagem que a sustentava e aos bastidores.&lt;br&gt; A referida pe&amp;ccedil;a foi a cena e em todas as repeti&amp;ccedil;&amp;otilde;es havia um momento muito espec&amp;iacute;fico e especial, talvez at&amp;eacute; pelo que nela Lorca bebia em ra&amp;iacute;zes comuns, nestas Bodas, e pela minha posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o espectante neste preciso instante, que nunca me esqueci e que sempre me recordo da alegria terna que me suscitava. Era o momento de se preparar as mesas e ultimar os preparativos para as Bodas que se seguiriam.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estas vozes que se elevavam no ar, levam-me directamente a natais, p&amp;aacute;scoas e anivers&amp;aacute;rios da minha inf&amp;acirc;ncia, nos quais m&amp;atilde;e, av&amp;oacute;, bisav&amp;oacute; e porventura tia, se uniam nos preparativos e cujas vozes e mais simples ru&amp;iacute;dos de afazeres acalmavam a minha ent&amp;atilde;o incipiente masculinidade irasc&amp;iacute;vel. Fosse na az&amp;aacute;fama das filhoses, dos bolos e biscoitos, do bucho cujo cheiro era percept&amp;iacute;vel pelo subtil aroma do cominho, do paio, da sopa de feij&amp;atilde;o, das saladas, do p&amp;atilde;o, do bolo torto, das picas, ou at&amp;eacute; da tola sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da eventualidade de presentes secretos, estas vozes de az&amp;aacute;famas sussurradas e apenas quebradas por aquele pedido mais expresso reviveram-se durante aquele espect&amp;aacute;culo.&lt;br&gt; Hoje, lembrei-me disto com tal intensidade... &lt;br&gt; Ao ver a repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o da segunda s&amp;eacute;rie de &amp;quot;Six Feet Under&amp;quot; em que m&amp;atilde;e e filha, incaracteristicamente, deixam as tarefas para mais tarde e v&amp;atilde;o almo&amp;ccedil;ar fora, para depois irem ao museu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apercebi-me que muito do onde venho &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m o para onde quero ir.&lt;br&gt; Um dia quero voltar a ouvir estas vozes ternas que acalmam a minha masculinidade porventura irasc&amp;iacute;vel, mas j&amp;aacute; n&amp;atilde;o incipiente. De forma alguma. &lt;br&gt; E tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; n&amp;atilde;o sendo as vozes as origens, mas sim resultado de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Agrave;s vozes daquela festa naquele espect&amp;aacute;culo, aquele obrigado que nunca foi dito, pois foram sem o saberem, e para mim, um verdadeiro Sangue. De Festa.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110845710417980533?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110845710417980533/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110845710417980533&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110845710417980533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110845710417980533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/02/sangue-de-festa.html' title='Sangue de Festa'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110743956611405061</id><published>2005-02-03T13:59:00.000Z</published><updated>2005-02-03T14:06:06.113Z</updated><title type='text'>CP</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;Oh, minha Am&amp;eacute;rica, minha doce terra achada!&amp;quot;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em &amp;quot;O Anatomista&amp;quot;(1997), Federico Andahazi conduz Mateus Reinaldo Colombo - um verdadeiro Homem da Renascen&amp;ccedil;a! - na sua Di&amp;aacute;spora em busca da sua &amp;quot;doce terra achada&amp;quot;, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do seu hom&amp;oacute;nimo Crist&amp;oacute;v&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Este Homem da Renascen&amp;ccedil;a, &amp;eacute; um homem muito completo, que complementa o fulgor da busca do conhecimento e o brilho da criatividade, com os impulsos do amor e da libido, determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o objectivada pelo grande mist&amp;eacute;rio que constitu&amp;iacute;a a localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o anat&amp;oacute;mica da &amp;quot;chave do amor feminino&amp;quot;.&lt;br&gt; Esta &amp;eacute; sem d&amp;uacute;vida uma das muitas Di&amp;aacute;sporas a que a mente e o afecto conduziram diversos personagens ao longo da hist&amp;oacute;ria, um daqueles mist&amp;eacute;rios que tem tanto de sedutor como de alien&amp;iacute;gena.&lt;br&gt; Trago aqui este livro neste momento, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; pelo grande gosto que tive em o ler e que tenho em lhe aceder pela mem&amp;oacute;ria, mas tamb&amp;eacute;m pelo ambiente que vivemos.&lt;br&gt; Circundam-nos debates, boatos, bocas e uma materializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da infelicidade cr&amp;oacute;nica que o Fado Portugu&amp;ecirc;s t&amp;atilde;o bem canta, numa busca colectiva pela &amp;quot;chave do amor de Portugal&amp;quot; que se torna quase &amp;eacute;pica.&lt;br&gt; A moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a competitividade - entre outros factores que se tornaram adjectivos - assemelham-se aos moinhos que se transformam em gigantes para um Dom Quixote em busca da sua Dulcineia, o denominado peso do Estado num p&amp;eacute;rfido e malvado Adamastor Camoniano, e no fundo, a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no fundo de cada um de n&amp;oacute;s de que &amp;quot;os outros&amp;quot; s&amp;atilde;o os Velhos do Restelo, agravando a aus&amp;ecirc;ncia de brilho de viver neste pa&amp;iacute;s que apesar de pequeno, &amp;eacute; invejavelmente ensolarado, bonito e dotado de uma imparidade no seu paradoxo entre variedade e uniformidade. Dessem este cantinho a uns holandeses ou a uns irlandeses, e oh!, como eles achariam imediatamente o seu &amp;quot;amor veneris&amp;quot;...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Este momento que vivemos &amp;eacute; verdadeiramente m&amp;aacute;sculo. &lt;br&gt; &amp;Eacute; de uma fragilidade m&amp;aacute;scula, como um homem que de repente se apercebe que n&amp;atilde;o consegue localizar exactamente a &amp;quot;chave do amor&amp;quot; anat&amp;oacute;mica da sua amante.&lt;br&gt; Ao contr&amp;aacute;rio de Mateus Reinaldo Colombo, a generalidade dos Portugueses n&amp;atilde;o parece querer impor um brilho de criatividade e avidez de conhecimento em busca da sua Am&amp;eacute;rica colectiva e individual, pois pesam em demasia a sua amargura sobre a doce terra que pisam.&lt;br&gt; Esfregam em busca, oh se esfregam inconsequentemente... em busca do Clit&amp;oacute;ris Portugu&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110743956611405061?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110743956611405061/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110743956611405061&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110743956611405061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110743956611405061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/02/cp.html' title='CP'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110700714510597833</id><published>2005-01-29T13:56:00.000Z</published><updated>2005-01-29T13:59:05.106Z</updated><title type='text'>Slice of Life</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Foi algo que me ocorreu, assim simplesmente.&lt;br&gt; Retirado das fitas de banda magn&amp;eacute;tica embrulhadas e enrodilhadas no fundo da minha mem&amp;oacute;ria, com 16 anos de voltas pelas espirais que em que a mente tomba ou ascende, descobri aquela pequena fatia de vida que em tanto vitalizou a dualidade entre a crueza daquilo que se transp&amp;otilde;e, a pung&amp;ecirc;ncia do que se idealiza e a t&amp;eacute;nue linha entre o bom e o mau.&lt;br&gt; Slice of Life &amp;eacute; arrancada de l&amp;aacute; do fundo onde as coisas parecem perdidas e de repente vivem, ofuscantemente ocultas nas actualidades.&lt;br&gt; Slice of Life &amp;eacute; um espregui&amp;ccedil;ar morno de bem-estar, &amp;eacute; uma tens&amp;atilde;o que dura um micro-segundo, &amp;eacute; toda a virtude de desvirtua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tradicional que um ouvido pode apreciar. Nem que seja uma vez na vida.&lt;br&gt; A mim, h&amp;aacute; cerca de 16 anos foi uma das in&amp;uacute;meras coisas que condicionou a forma como abordo o ouvido. &lt;br&gt; E o sonho. &lt;br&gt; O sonho de dizer tanto suave e terna, como guturalmente - mas sempre de inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o vincada - a outrem que o objective: &lt;br&gt; I am your Slice of Life.&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110700714510597833?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=10:0m4zefbkhgf6' title='Slice of Life'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110700714510597833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110700714510597833&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110700714510597833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110700714510597833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/01/slice-of-life.html' title='Slice of Life'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110657672451815740</id><published>2005-01-24T14:17:00.000Z</published><updated>2005-01-24T14:25:24.516Z</updated><title type='text'>Uma Questão de Burros</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;A Comiss&amp;atilde;o Europeia elaborou um quadro de apoio financeiro ao Burro Mirand&amp;ecirc;s.&lt;br&gt; Diversos sectores nacionais aplaudiram a iniciativa real&amp;ccedil;ando o esfor&amp;ccedil;o de conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais uma ra&amp;ccedil;a de uma esp&amp;eacute;cie amea&amp;ccedil;ada, depois de j&amp;aacute; h&amp;aacute; alguns anos que terem sido criados mecanismos de apoio comunit&amp;aacute;rio ao Burro Ib&amp;eacute;rico, outra ra&amp;ccedil;a amea&amp;ccedil;ada, especialmente em contextos de agricultura tradicional e/ou biol&amp;oacute;gica contemplados na &amp;uacute;ltima reforma da PAC.&lt;br&gt; Diversos analistas apostam fortemente na possibilidade da Comiss&amp;atilde;o Europeia criar em breve um fundo de apoio ao abate do Burro Portugu&amp;ecirc;s - vulgarmente conhecido como Chico Esperto - cujas quotas em territ&amp;oacute;rio Continental e na Regi&amp;atilde;o Aut&amp;oacute;noma da Madeira, excederam largamente a capacidade de absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mercado nacional (excedent&amp;aacute;rio) e comunit&amp;aacute;rio (deficit&amp;aacute;rio).&lt;br&gt; Fontes junto da Comiss&amp;atilde;o Europeia indicam uma forte mas subtil oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte do Comiss&amp;aacute;rio Europeu, todavia encurralado pela press&amp;atilde;o dos membros da sua equipa. A mesma fonte garante que existe um forte lobby em Estrasburgo e em Bruxelas que visa travar a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste plano de abate ao Burro Portugu&amp;ecirc;s apontando como exemplo os s&amp;uacute;bito acr&amp;eacute;scimo de financiamentos de associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es trans-europeias de protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vida animal e o surgimento de uma nova rede de protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o das minorias contemplativas da pobreza de esp&amp;iacute;rito.&lt;br&gt; Um membro da sociedade semi-secreta conhecida como Ordem do Grande Desenrascan&amp;ccedil;o Geral e Silencioso das Coisas (OGDGSC), que preferiu manter o anonimato, refere que os apoios que t&amp;ecirc;m vindo a receber para travar esta medida, t&amp;ecirc;m superado todas as expectativas qualitativas e quantitativas, muito al&amp;eacute;m das ajudas log&amp;iacute;sticas e financeiras tradicionais de todo o espectro do sector pol&amp;iacute;tico nacional, indicando que conta com o apoio da generalidade do sector privado que ganhou um novo f&amp;ocirc;lego financeiro com as deslocaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es em massa para a &amp;Aacute;sia e Europa de Leste. A OGDGSC nega por&amp;eacute;m qualquer envolvimento com a empresa LMS &amp;ndash; Last Minute Solutions, sediada no offshore da Madeira que tem sido apontada como o interface dos financiamentos deste lobby. Segundo este membro, a referida sociedade n&amp;atilde;o tem qualquer interesse em fragilizar a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Comiss&amp;aacute;rio Europeu.&lt;br&gt; Em Estrasburgo, as movimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos bastidores do Parlamento Europeu (PE), indicam uma in&amp;eacute;dita solidariedade inter-partid&amp;aacute;ria dos representantes nacionais ao ponto, segundo fontes, de os deputados do CDS-PP admitirem votar favoravelmente uma proposta que o Bloco de Esquerda (BE) pretende apresentar, que visa uma recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Comiss&amp;atilde;o de aumentar as quotas do Burro Portugu&amp;ecirc;s no mercado europeu e financiar uma campanha europeia de sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e toler&amp;acirc;ncia ao Chico Esperto. As mesmas fontes referem que o principal argumento do BE se centra na necessidade escoamento de algo que em Portugal se tornou amplamente excedent&amp;aacute;rio, um argumento que parece recolher simpatia junto dos sectores do PE mais euro-c&amp;eacute;pticos.&lt;br&gt; No espa&amp;ccedil;o nacional, em plena campanha eleitoral, um prudente sil&amp;ecirc;ncio &amp;eacute; o que mais se faz ouvir em todos os quadrantes pol&amp;iacute;ticos, embora diversos analistas apontem o facto da iniciativa de protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Burro Mirand&amp;ecirc;s, ter sido planeada sem o cen&amp;aacute;rio de elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es estar em cima da mesa.&lt;br&gt; O dossier Burro Portugu&amp;ecirc;s promete ser um tema quente para o pr&amp;oacute;ximo governo &amp;ndash; qualquer que seja a sua cor pol&amp;iacute;tica - j&amp;aacute; que segundo informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de &amp;uacute;ltima hora, diversos cientistas, economistas e empres&amp;aacute;rios portugueses na Di&amp;aacute;spora pretendem pressionar a Comiss&amp;atilde;o Europeia a acelerar o plano de abate do conhecido Chico Esperto estando dispostos a considerar positiva a limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta medida ao territ&amp;oacute;rio continental.&lt;br&gt; Contactadas, diversas associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es c&amp;iacute;vicas das principais cidades do Pa&amp;iacute;s, manifestaram preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo poss&amp;iacute;vel aumento de excrementos de Burro nas cal&amp;ccedil;adas, jardins e espa&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos, se os moradores dos bairros hist&amp;oacute;ricos confirmarem a poss&amp;iacute;vel tend&amp;ecirc;ncia de juntar ao c&amp;atilde;o um Burro Mirand&amp;ecirc;s nos seus apartamentos. Todavia, as associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es contactadas s&amp;atilde;o un&amp;acirc;nimes quanto &amp;agrave; inevitabilidade a curto prazo de um aumento significativo de excrementos do Chico Esperto, ou seja, do Burro Portugu&amp;ecirc;s.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110657672451815740?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110657672451815740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110657672451815740&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110657672451815740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110657672451815740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/01/uma-questo-de-burros.html' title='Uma Quest&amp;atilde;o de Burros'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110604398324342095</id><published>2005-01-18T10:23:00.000Z</published><updated>2005-01-18T10:26:23.243Z</updated><title type='text'>Solos</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Saio do &amp;quot;Buraco&amp;quot; esta manh&amp;atilde;, com o fim de comprar a&amp;ccedil;&amp;uacute;car para o indispens&amp;aacute;vel produto da bodum que toda a santa manh&amp;atilde; tomo.&lt;br&gt; Subo o labirinto-catacumba da sa&amp;iacute;da da toca, atravesso o hall do vetusto pr&amp;eacute;dio de funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es manuelinas e restaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o pombalina, alinho-me pela ruela t&amp;atilde;o portuguesa e invade-me imediatamente o ru&amp;iacute;do ensurdecedor de uma trituradora de lixo.&lt;br&gt; Estacionada &amp;agrave; porta de um pequeno pr&amp;eacute;dio, igualmente antigo, com as suas varandas f&amp;eacute;rreas esverdeadas, funcion&amp;aacute;rias camar&amp;aacute;rias alimentam-na de objectos e sacos v&amp;aacute;rios que trazem de algures de l&amp;aacute; de cima.&lt;br&gt; Verifico o carro, ali estacionado atr&amp;aacute;s do hospital, pois ontem foi noite de Segunda Feira e hoje &amp;eacute; dia de Feira da Ladra, n&amp;atilde;o fosse o diabo tec&amp;ecirc;-las: n&amp;atilde;o me apetecia nada ter um vidro partido neste fim do m&amp;ecirc;s, pelo que tive que sossegar o esp&amp;iacute;rito.&lt;br&gt; Regresso, e na compra do a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, cortando o ru&amp;iacute;do da trituradora com a voz, pergunto a quem geralmente sabe de tudo: quem precisou de um cami&amp;atilde;o inteiro para tirar o lixo de casa?&lt;br&gt; O indiv&amp;iacute;duo, era andrajoso, com quilos de roupa velha por cima de um aspecto que l&amp;aacute; no fundo poderia ter sido de outra pessoa outrora. &lt;br&gt; Ter&amp;aacute; estudado, diz-se, e que tamb&amp;eacute;m ter-se-&amp;agrave; dedicado &amp;agrave; fotografia, e que ter&amp;aacute; iniciado uma carreira profissional que se afiguraria brilhante, n&amp;atilde;o fosse ter algo acontecido que associado &amp;agrave; ocorr&amp;ecirc;ncia da morte da m&amp;atilde;e deixou-lhe uma marca que nunca mais o abandonou.&lt;br&gt; Passou a viver entre escombros de lixo coleccionado e acumulado durante mais de duas d&amp;eacute;cadas.&lt;br&gt; Hoje, com pouco mais de cinquenta anos foi colocado num lar.&lt;br&gt; &amp;Eacute; o triste ep&amp;iacute;teto de um universo a solo, com os objectos, afectos e territ&amp;oacute;rios deste mundo fechado sobre si mesmo, materializados no lixo apanhado e coleccionado.&lt;br&gt; Presto-lhe esta homenagem, pois causa-me receio esta solid&amp;atilde;o alheia em que se vive, quando n&amp;atilde;o se v&amp;ecirc; que se est&amp;aacute; fechado em intermin&amp;aacute;veis &amp;quot;loops&amp;quot; de di&amp;aacute;sporas das ideias e das emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; Estes Universos a Solo causam-me mesmo muito medo.&lt;br&gt; E quem diz que n&amp;atilde;o causa, ou mente ou se engana a si pr&amp;oacute;prio.&lt;br&gt; Ou ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o sei, ora... &lt;br&gt; ... &amp;agrave;s vezes, a pung&amp;ecirc;ncia das coisas leva-me a pensar que n&amp;atilde;o saberei mesmo nada, nada, nada...&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110604398324342095?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110604398324342095/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110604398324342095&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110604398324342095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110604398324342095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/01/solos.html' title='Solos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110597382424469939</id><published>2005-01-17T14:54:00.000Z</published><updated>2005-01-17T14:58:36.116Z</updated><title type='text'>Comptas..</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; coisas &amp;ndash; como Portugueses - em que somos definitivamente especialistas..&lt;br&gt; Uma das mais paradigm&amp;aacute;ticas em que somos os &amp;ldquo;melhores do mundo&amp;rdquo;, &amp;eacute; a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquilo que promove a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em trapalhada, como um v&amp;eacute;u que desce cobrindo as incompet&amp;ecirc;ncias e incongru&amp;ecirc;ncias humanas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quantas vezes n&amp;atilde;o se ouve, ao longo da &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, que a culpa de determinada coisa &amp;eacute; do &amp;ldquo;sistema inform&amp;aacute;tico&amp;rdquo;, tal e qual como se dissesse que ter&amp;aacute; sido a &amp;ldquo;vontade de Deus&amp;rdquo;, ou do &amp;ldquo;Diabo &amp;agrave;&amp;rsquo;tentar ali atr&amp;aacute;s da porta&amp;rdquo; ou de outro qualquer malvado mafarrico, coitado, que leva com as culpas em cima de algo que nem na b&amp;iacute;blia se concebia: a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cruel e fria de dados ao servi&amp;ccedil;o dos humanos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O recente circo da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores, revela-o da forma mais desumana poss&amp;iacute;vel, numa interdisciplinaridade de trapalhada, mau profissionalismo, pura incompet&amp;ecirc;ncia e cru desrespeito pela intelig&amp;ecirc;ncia das pessoas. &lt;br&gt; Sinteticamente, se o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o cumpriu os prazos previstos contratualmente para a entrega dos dados &amp;agrave; empresa, esta deveria ter rescindido imediatamente com justa causa o contrato a que estava vinculada. Por isto mesmo, a responsabilidade pertence a uns, pela incompet&amp;ecirc;ncia habitual da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, e a outros, pelo manifesto mau profissionalismo e incapacidade de se protegerem a si pr&amp;oacute;prios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se recuarmos um ano, observamos que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o anunciou que publicaria &amp;agrave;s 00 horas de tal dia os resultados da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores de ent&amp;atilde;o. O sistema falhou, encravou, e o respons&amp;aacute;vel disse ent&amp;atilde;o em v&amp;aacute;rias entrevistas, exultante e vibrante, que se tinha tido &amp;ldquo;hits&amp;rdquo; na ordem das centenas de milhar por hora, portanto, &amp;ldquo;era natural que o sistema inform&amp;aacute;tico n&amp;atilde;o funcionasse como normalmente&amp;rdquo;. Ora, ou somos todos muito parvos, ou a empresa que desenvolveu o sistema n&amp;atilde;o fez o pai nosso de qualquer produto antes de ser lan&amp;ccedil;ado: &amp;ldquo;Unit test cases&amp;rdquo;, &amp;ldquo;System Tests&amp;rdquo; e &amp;ldquo;Global System Tests&amp;rdquo; antecipando as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas esperadas em tal situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A culpa? Mais um vez &amp;eacute; do &amp;ldquo;Sistema Inform&amp;aacute;tico&amp;rdquo; e n&amp;atilde;o de quem o fez, ou de quem contratou quem o fez.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Recuemos ainda mais um par de anos, e relembremos os atrasos nos reembolsos do IRS e de pagamentos da Seguran&amp;ccedil;a Social. Depois de milh&amp;otilde;es de euros gastos durante mais de uma d&amp;eacute;cada na informatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os do estado, a responsabilidade, ent&amp;atilde;o, diluiu-se mais uma vez devido ao &amp;ldquo;Sistema Inform&amp;aacute;tico&amp;rdquo;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Avancemos at&amp;eacute; ao passado recente.&lt;br&gt; Observamos S&amp;oacute;crates reunido com alguns &amp;ldquo;chef&amp;otilde;es&amp;rdquo; hi-tech num claro sinal de querer relan&amp;ccedil;ar a aposta nas &amp;ldquo;Novas Tecnologias&amp;rdquo;, com os calafrios &amp;oacute;bvios quando o vimos muito proximamente do CEO da Pararede (Para qu&amp;ecirc;.....???).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A aposta que se avizinha, n&amp;atilde;o &amp;eacute; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais do mesmo: Implementa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Sistemas decididos em jantaradas por pessoas sem qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para tal. J&amp;aacute; que S&amp;oacute;crates &amp;eacute; t&amp;atilde;o opinativo, dir&amp;aacute; ele se prefere Linux ao Mac OS X, ou o OpenOffice ao Microsoft Office? Seria mais uma trapalhada em que provavelmente diria que gosta do MS-DOS do Mac, e em que talvez parafraseasse algum autor no seu livrinho de bolso de cita&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; Especula&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; parte, o facto &amp;eacute; que o PS absteve-se na vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="http://www3.parlamento.pt/PLC/Iniciativa.aspx?ID_Ini=19247" target="_blank"&gt;Projecto de Lei 126/IX/1&lt;/a&gt; (o link &amp;eacute; um excelente exemplo de um r&amp;aacute;pido e bom sistema inform&amp;aacute;tico &amp;quot;&amp;agrave; la Estado&amp;quot;, como se tem feito: &amp;eacute; lentinho, mas com persist&amp;ecirc;ncia a p&amp;aacute;gina aparecer-lhe-&amp;agrave;..!).&lt;br&gt; E ainda n&amp;atilde;o se ouviu S&amp;oacute;crates quanto ao que pretende fazer com o software livre.&lt;br&gt; Ainda n&amp;atilde;o se sabe se o PS pretende aproveitar a poupan&amp;ccedil;a de v&amp;aacute;rios milh&amp;otilde;es de euros - t&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios - com a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do uso do OpenOffice, por exemplo, em detrimento das pesad&amp;iacute;ssimas licen&amp;ccedil;as pagas a companhias como a Microsoft, Pararede (Para qu&amp;ecirc;..???) e afins.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;S&amp;atilde;o este tipo de Comptas Obscuras que me assustam.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para saber mais, se tiver pachorra e interesse:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ansol.org/" target="_blank"&gt;http://www.ansol.org/&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.openoffice.org/" target="_blank"&gt;http://www.openoffice.org/&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://sourceforge.net/" target="_blank"&gt;http://sourceforge.net/&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://freshmeat.org/" target="_blank"&gt;http://freshmeat.org/&lt;/a&gt;&lt;br&gt; &lt;a href="http://slashdot.org/" target="_blank"&gt;http://slashdot.org/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;e &lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;q=open+source&amp;meta=" target="_blank"&gt;muitos outros&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.openoffice.org/screenshots/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.openoffice.org/screenshots/ooo11/ooowin/OOo_writer_print_screen_002.jpg" alt="Screen do OpenOffice" width="400" height="372" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110597382424469939?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110597382424469939/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110597382424469939&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110597382424469939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110597382424469939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/01/comptas.html' title='Comptas..'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110500724579481583</id><published>2005-01-06T10:23:00.000Z</published><updated>2005-01-06T10:27:25.793Z</updated><title type='text'>Dois Milho E Bum.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;A quadra que finda formalmente no Dia de Reis, entre outros factores, constituiu uma &amp;oacute;ptima desculpa para um descanso predominantemente offline.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Esta quadra &amp;eacute; factualmente reduzida a uma mescla pr&amp;eacute;-natal&amp;iacute;cia de sedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com aquele ar fino e frio que chega &amp;agrave; cidade, com as suas multid&amp;otilde;es misturadas nas montras tem&amp;aacute;ticas, ilumina&amp;ccedil;&amp;otilde;es f&amp;aacute;licas e extravagantes, o fumo das castanhas assadas, as entradas e sa&amp;iacute;das cont&amp;iacute;nuas das lojas, os coment&amp;aacute;rios dispersos sobre aquela pe&amp;ccedil;a ou aquele brinquedo, os grupos de pessoas que se passeiam para verem e serem vistos, a baba no canto da boca dos operadores de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em suma, um leve toque de nostalgia, simbolizada por um velhote de barbas brancas de roupa tingida a vermelho-coca-cola tal, que se neste pa&amp;iacute;s nevasse como em outros, seria uma Quadra de Fazer Chorar as Pedrinhas da Cal&amp;ccedil;ada.&lt;br&gt; D&amp;aacute;-se um descanso com as evoca&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos valores familiares recheados de farrapos de papel-fantasia dispersos, e das contas &amp;agrave; vida, e aguarda-se e combina-se a festa da mudan&amp;ccedil;a de algarismo no n&amp;uacute;mero que in&amp;uacute;meras vezes ser&amp;aacute; escrito durante o ano. &lt;br&gt; Na ressaca dessa paz da compra e amor da oferta, Bum.&lt;br&gt; Afinal teria sido mais uma daquelas cat&amp;aacute;strofes que s&amp;oacute; acontecem aos outros l&amp;aacute; distantes.&lt;br&gt; &amp;quot;Eh-p&amp;aacute;, aquilo foi mesmo duro!&amp;quot; - comenta-se em surdina.&lt;br&gt; De repente todos somos um Voltaire horrorizado com o terramoto, maremoto e inc&amp;ecirc;ndio de Lisboa de 1775, o tal &amp;quot;castigo de Deus&amp;quot;. Mas aqueles por l&amp;aacute; n&amp;atilde;o tinham a orgia do ouro, que segundo consta, se derreteu da talha dourada que todo o santo nobre e burgu&amp;ecirc;s teria na sua casa em Lisboa, na &amp;eacute;poca, e que correu em regatos pelas ruas incandescentes, dividindo os esfor&amp;ccedil;os de salvamento para poder ser recolhido e levado para o &amp;uacute;nico cadinho intacto ap&amp;oacute;s o desastre de Lisboa.&lt;br&gt; Estes n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m ouro a apanhar, nem destro&amp;ccedil;os a valorizar para pagar reconstru&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Dur&amp;atilde;o Barroso elevou hoje a ajuda Europeia para 1500 milh&amp;otilde;es de euros.&lt;br&gt; Aos quais se acrescentam 1000 milh&amp;otilde;es de euros, numa linha de cr&amp;eacute;dito gerida pelo Banco Europeu de Investimentos.&lt;br&gt; Onde andam os EUA, excepto pelas poucas centenas de &lt;em&gt;marines&lt;/em&gt; e helic&amp;oacute;pteros, que calhavam estar por perto num porta-avi&amp;otilde;es? &lt;br&gt; O &lt;em&gt;cowboy&lt;/em&gt; viu-se transformado em coiote?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por c&amp;aacute;, entra-se no novo ano numa divis&amp;atilde;o entre o pren&amp;uacute;ncio m&amp;iacute;stico do &amp;quot;fim disto tudo&amp;quot;, e mais uma vez, perde-se uma oportunidade de sensibiliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e reflex&amp;atilde;o metodol&amp;oacute;gica para altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturais e necess&amp;aacute;rias quer no planeamento e conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Lisboa, quer na protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil. N&amp;atilde;o queremos, mais dia menos dia, ser alvo desta caridade. Ou queremos?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por muito que custe, este Dois Mil e Cinco, soa-me mais a Dois Milho e Bum.&lt;br&gt; Milho para os Pardais.&lt;br&gt; Bum para os de sempre. &lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110500724579481583?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110500724579481583/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110500724579481583&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110500724579481583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110500724579481583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2005/01/dois-milho-e-bum.html' title='Dois Milho E Bum.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110349649664102286</id><published>2004-12-19T22:46:00.000Z</published><updated>2004-12-19T22:48:16.643Z</updated><title type='text'>O Rei está morto. Viva o Rei!</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;O 25 de Abril est&amp;aacute; morto. Viva a Esquerda!&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110349649664102286?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110349649664102286/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110349649664102286&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110349649664102286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110349649664102286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/o-rei-est-morto-viva-o-rei.html' title='O Rei está morto. Viva o Rei!'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110263031466029725</id><published>2004-12-09T22:02:00.000Z</published><updated>2004-12-09T22:11:54.660Z</updated><title type='text'>Imaturos em Incubadoras</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;ou, &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/segmentos.html" target="_blank"&gt;Morais Segmentos&lt;/a&gt; (II)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No meio do ru&amp;iacute;do - n&amp;atilde;o comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o - estridente que t&amp;ecirc;m feito alguns dos membros deste governo, pelo que na pele sentem do Despedimento Colectivo por Justa Causa, teria que obviamente surgir, o &lt;em&gt;Te&amp;oacute;rico&lt;/em&gt;.&lt;br&gt; O &lt;em&gt;Te&amp;oacute;rico&lt;/em&gt;, de moralidades segmentadas e dispersas ao sabor daqueles &lt;em&gt;vaipes&lt;/em&gt; que lhe d&amp;atilde;o em determinadas circunst&amp;acirc;ncias, &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1210404&amp;idCanal=21" target="_blank"&gt;vem classificar a decis&amp;atilde;o do Despedimento, como de imatura&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; N&amp;atilde;o ser&amp;aacute; certamente em idade, pois de consist&amp;ecirc;ncia o Te&amp;oacute;rico ser&amp;aacute; bem mais jovem: tese que tem a sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu &lt;em&gt;Croupier-mor&lt;/em&gt;, que deu a m&amp;atilde;o da &amp;quot;incubadora&amp;quot; e do eterno &lt;em&gt;Dodot&lt;/em&gt; em que se rev&amp;ecirc; quando as coisas correm mal.&lt;br&gt; Certamente que ser&amp;aacute; t&amp;atilde;o jovem e imberbe, que n&amp;atilde;o se recordar&amp;aacute; de outros governos ca&amp;iacute;dos, pontualmente, &amp;eacute; certo, pela Europa nos &amp;uacute;ltimos dec&amp;eacute;nios. Desde a It&amp;aacute;lia, cuja &amp;quot;horr&amp;iacute;vel instabilidade&amp;quot; (aos olhos destes &lt;em&gt;Te&amp;oacute;ricos&lt;/em&gt;) n&amp;atilde;o a impede de ser integrante do G7 (ou G8, ou G1 &amp;amp; Partners), ou at&amp;eacute; de outros exemplos noutros pa&amp;iacute;ses europeu, por motivos diversos. O que tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; de assinalar, &amp;eacute; o &lt;em&gt;timming&lt;/em&gt; fant&amp;aacute;stico que o &lt;em&gt;Te&amp;oacute;rico&lt;/em&gt; escolheu, j&amp;aacute; que incidiu na altura mais tranquila, mon&amp;oacute;tona, pastosa e aborrecida da pol&amp;iacute;tica nacional, para berrar de l&amp;aacute; do fundo da sua incubadora.&lt;br&gt; Como se n&amp;atilde;o bastasse, ainda se desdisse, como um mi&amp;uacute;do a discutir num jogo das escondidas: &lt;br&gt; &amp;quot;Eu vi-te!&amp;quot; &lt;br&gt; &amp;quot;N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o! N&amp;atilde;o me viste!&amp;quot;&lt;br&gt; &amp;quot;Vi-te sim!&amp;quot;&lt;br&gt; &amp;quot;N&amp;atilde;o me viste! O que viste foi o reflexo do sol naquele carro, que fez sombra sobre aquele senhor &amp;agrave; janela, que foi projectada sobre a cal&amp;ccedil;ada e fez-te pensar, com a tua miopia e estrabismo, que me viste!&amp;quot;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de redundante &amp;eacute; inconsequente?&lt;br&gt; N&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o s&amp;oacute; apenas &amp;eacute; repetitivo, como tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; na &amp;quot;incubadora&amp;quot; deste tipo de mentalidade e postura de quem pensa que pode teorizar por d&amp;aacute; c&amp;aacute; aquela palha.&lt;br&gt; Por isto mesmo, &amp;eacute; mais um exemplo de moralidades dispersas ao acaso, sem rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o, m&amp;eacute;todo ou principio, meio e fim: S&amp;atilde;o mais &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/segmentos.html" target="_blank"&gt;Morais Segmentos&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; A tese da incubadora, reveste-se ent&amp;atilde;o de toda a raz&amp;atilde;o: A incubadora &amp;eacute; para os imaturos, e de facto &amp;eacute; cedo para se lhes dar estaladas. &lt;br&gt; &amp;Eacute; sim tempo de manda-los para casa, e ver se por l&amp;aacute; pela  casa deles, algu&amp;eacute;m lhes d&amp;aacute; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110263031466029725?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1210404&amp;idCanal=21' title='Imaturos em Incubadoras'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110263031466029725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110263031466029725&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110263031466029725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110263031466029725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/imaturos-em-incubadoras.html' title='Imaturos em Incubadoras'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110262971180742414</id><published>2004-12-09T21:56:00.000Z</published><updated>2004-12-09T22:01:51.806Z</updated><title type='text'>Mentalidades</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Por vezes h&amp;aacute; imagens que chocam, quadros que nos tocam ou situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que nos marcam.&lt;br&gt; A for&amp;ccedil;a desse choque, toque ou dessa marca, &amp;eacute; directamente proporcional ao que de alien&amp;iacute;gena reveste o que observamos. Mas tamb&amp;eacute;m o pode ser, relativamente &amp;agrave; recorr&amp;ecirc;ncia de que nos apercebemos existir, num insight inesperado, de uma imagem, de um quadro ou de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; No metro, hoje, tive uma viv&amp;ecirc;ncia destas.&lt;br&gt; Ao observar um indiv&amp;iacute;duo a dialogar com o vazio, apercebi-me de que quase todos os dias observo algu&amp;eacute;m a falar sozinho pelas ruas de Lisboa, principalmente no metro.&lt;br&gt; Confidencio que &amp;eacute; um quadro que me assusta, n&amp;atilde;o por ter medo de &amp;quot;malucos&amp;quot; ou &amp;quot;desequilibrados&amp;quot;, mas pela frequ&amp;ecirc;ncia com que os observo e pela ideia que me d&amp;aacute;, que quando aquela t&amp;eacute;nue linha entre sanidade e a insanidade &amp;eacute; transposta, a solid&amp;atilde;o parece ser absoluta.&lt;br&gt; &amp;Eacute; um quadro que tamb&amp;eacute;m me preocupa. Suponho que teremos todos os nossos pequenos desequil&amp;iacute;brios, depress&amp;otilde;es, paran&amp;oacute;ias, tra&amp;ccedil;os disto e daquilo.. mas quando se come&amp;ccedil;a a observar quase todos os dias pessoas que falam sozinhas na via ou transportes p&amp;uacute;blicos, numa &amp;eacute;poca em que h&amp;aacute; dias para tudo, para o HIV, Cancro, contra isto e contra aquilo, v&amp;iacute;timas de tal e de tal ou a favor de W e de Z, estes parecem-me os esquecidos, e os que sofrem de conjunturas menos vis&amp;iacute;veis for&amp;ccedil;am-se por se esquecerem a si pr&amp;oacute;prios.&lt;br&gt; Principalmente porque as suas particularidades daqueles, assim vis&amp;iacute;veis, escondem nos restantes rostos an&amp;oacute;nimos que observamos nos mesmos locais, as depress&amp;otilde;es, manias e depend&amp;ecirc;ncias m&amp;uacute;ltiplas (&amp;aacute;lcool, drogas, anti-depressivos, comprimidos ou outras), para n&amp;atilde;o mencionar as que n&amp;atilde;o conhe&amp;ccedil;o nem fa&amp;ccedil;o ideia.&lt;br&gt; A vergonha e a escravatura sob Apar&amp;ecirc;ncia, inibem algo t&amp;atilde;o simples como um pedido de ajuda, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; facilitado pelas mentalidades que rodeiam os meandros dos h&amp;aacute;bitos de sa&amp;uacute;de.&lt;br&gt; &amp;Eacute; preocupante observar que com tantas IPSS's proliferantes por este pa&amp;iacute;s, com tantos programas de apoio a serem desenvolvidos em tantas direc&amp;ccedil;&amp;otilde;es, uma t&amp;atilde;o crucial - a da Sa&amp;uacute;de Mental - seja varrida para debaixo dos tapetes onde caminhamos exibindo for&amp;ccedil;adamente as marcas de perfei&amp;ccedil;&amp;atilde;o que caracterizam um estilo de vida aceit&amp;aacute;vel no imagin&amp;aacute;rio comum.&lt;br&gt; Uma cultura social que d&amp;ecirc; a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e resposta eficaz &amp;agrave;s necessidades da Sa&amp;uacute;de Mental, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; tira da solid&amp;atilde;o esta gente cujo mundo colide com o nosso pudor, como tamb&amp;eacute;m, talvez, contribua para a preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de muitos dos outros problemas que nos afectam como um todo, entre eles, a criminalidade violenta, viol&amp;ecirc;ncia dom&amp;eacute;stica, crimes sexuais, etc.&lt;br&gt; &amp;Eacute; mais uma vez triste, verificar que tal como &amp;quot;a SIDA &amp;eacute; s&amp;oacute; para os outros&amp;quot;, a doen&amp;ccedil;a mental, seja ela de que &amp;acirc;mbito for, tamb&amp;eacute;m o parece ser. &lt;br&gt; Apenas parece.&lt;br&gt; Empiricamente, tenho a certeza que a verdade &amp;iacute;ntima e obscura &amp;eacute; outra, e se pudesse coligir incid&amp;ecirc;ncias talvez esses Dias Internacionais Das Coisas Esquecidas (preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o rodovi&amp;aacute;ria, tabaco, mulher, viol&amp;ecirc;ncia dom&amp;eacute;stica, paz, crian&amp;ccedil;a e afins) passassem todos para segundo plano, face &amp;agrave;s estat&amp;iacute;sticas macabras que porventura se apresentassem.&lt;br&gt; D&amp;aacute;-me ideia que o mundo da Doen&amp;ccedil;a Mental, &amp;eacute; talvez todos os mundos, o mais solit&amp;aacute;rio. Seja pelo enclausuramento ou perda da consci&amp;ecirc;ncia, pela vergonha e escravatura da Apar&amp;ecirc;ncia ou pela simples inexist&amp;ecirc;ncia de uma m&amp;atilde;o que ajude e conforte.&lt;br&gt; E na TV, n&amp;atilde;o vejo uma sequer refer&amp;ecirc;ncia, an&amp;uacute;ncios ou campanhas sobre estas muitas Pessoas que Falam Sozinhas na Rua.&lt;br&gt; Humanit&amp;aacute;rios? &lt;br&gt; Onde andam os pios personagens das causas humanit&amp;aacute;rias?&lt;br&gt; Onde? Como se escreve?&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110262971180742414?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110262971180742414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110262971180742414&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110262971180742414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110262971180742414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/mentalidades.html' title='Mentalidades'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110234865503178342</id><published>2004-12-06T15:39:00.000Z</published><updated>2004-12-06T21:24:54.090Z</updated><title type='text'>Bocas</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A L&amp;iacute;ngua &amp;eacute; o primeiro dos nossos afectos (...)&amp;rdquo; entrou-me pela paz e quietude de &lt;em&gt;Fringes&lt;/em&gt; adentro com o anuncio de F&amp;aacute;tima Campos Ferreira no &amp;acirc;mbito do seu pr&amp;oacute;ximo Pr&amp;oacute;s e Contras.&lt;br&gt;
         Pois &amp;eacute; bem verdade, e n&amp;atilde;o poderia estar mais correcta, FCF, ao afirma-lo. &lt;br&gt; Se-lo-&amp;aacute; na medida das paix&amp;otilde;es de cada um, em que cada qual coloca a boca onde mais gosta revelando assim as suas express&amp;otilde;es de paix&amp;atilde;o que, sendo mais ou menos obscuras e venham de onde vierem, ser&amp;atilde;o sempre honestas.&lt;br&gt; Isto da boca ir &amp;agrave; paix&amp;atilde;o, ou do objecto de paix&amp;atilde;o ser levado &amp;agrave; boca, &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o de referenciais, sempre relativos ao m&amp;eacute;todo de observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Como povo, gostamos muito das denominadas &amp;ldquo;bocas&amp;rdquo;, por tudo e por nada, e o meio de excel&amp;ecirc;ncia desta express&amp;atilde;o, entre n&amp;oacute;s, &amp;eacute; o futebol.&lt;br&gt; A bola, por c&amp;aacute;, arrasa pazes, contradiz paix&amp;otilde;es, transfigura personalidades, elege e destitui des&amp;iacute;gnios com uma rapidez t&amp;atilde;o impressionante quanto a facilidade com que se processa.&lt;br&gt; Num momento, &amp;eacute;-se rei, her&amp;oacute;i ou refer&amp;ecirc;ncia, e no outro, um vulgar criminoso, miser&amp;aacute;vel e odioso.&lt;br&gt; Pinto da Costa, quer se goste, quer n&amp;atilde;o se goste, &amp;eacute; uma refer&amp;ecirc;ncia na nossa cultura do &amp;ldquo;por a boca&amp;rdquo;. Seja em trombones, seja sob a forma de dedos em feridas, PC sempre elegeu a palavra, produto directo da boca, como o seu meio privilegiado de defesa, numa mestria estrat&amp;eacute;gica em que transformou num meio de ataque t&amp;atilde;o eficaz como g&amp;eacute;lido nos resultados que apresenta, principalmente desde aquele j&amp;aacute; distante epis&amp;oacute;dio determinante do WC das Antas.&lt;br&gt; &amp;Eacute; assim que vejo no dia da not&amp;iacute;cia da sua deten&amp;ccedil;&amp;atilde;o habilmente evitada, uma jovem adepta loira, bonita, de sotaque pr&amp;oacute;prio, a defender na Televis&amp;atilde;o que o envolvimento de PC nas investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es denominadas Apito Dourado, se deve ao facto do FCP ter passado a liderar a tabela classificativa. Revelou evidentemente como a boca se cola ao h&amp;aacute;bito. E n&amp;atilde;o querendo questionar a moralidade dos h&amp;aacute;bitos da dita da jovem, cabe-me no entanto com perplexidade, referenciar aqui esta observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: A facilidade com que no h&amp;aacute;bito, mesmo quando o FCP n&amp;atilde;o precisa de se comparar com os rivais, as bocas obedecem &amp;agrave; trilha da usualidade vitimista.&lt;br&gt; Parece algo que est&amp;aacute; na moda nos dias de hoje, disfar&amp;ccedil;ar inaptid&amp;otilde;es ou podres com a recorr&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; vitimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mesmo que desnecessariamente. Ser&amp;aacute; que afinal a &lt;i&gt;v&amp;iacute;tima&lt;/i&gt; est&amp;aacute; na moda, e que nos tornaremos, mais dia menos dia, numa sociedade de &lt;i&gt;v&amp;iacute;timas&lt;/i&gt; sempre a mandar bocas?&lt;br&gt; Sendo a l&amp;iacute;ngua o primeiro dos nossos afectos, segundo FCF, a boca &amp;eacute; o seu primeiro ve&amp;iacute;culo. E de uma personalidade recheada de bocas no seu curriculum como PC, n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; de forma alguma de espantar que se lhe descubram h&amp;aacute;bitos secretos e menos virtuosos. O mesmo aconteceu a outros dirigentes entretanto revelados como os seus arqui-inimigos (coincid&amp;ecirc;ncia de proximidade?), pelo livro que PC editou denominado com tal ant&amp;iacute;tese que n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; deixar de ser mais uma boca: o t&amp;iacute;tulo &amp;ldquo;Largos dias t&amp;ecirc;m cem anos&amp;rdquo; &amp;eacute; t&amp;atilde;o et&amp;eacute;reo e de um naif pr&amp;oacute;-po&amp;eacute;tico de tal forma doloroso, que se contradiz diletantemente e com as caracter&amp;iacute;sticas vorazes, destruidoras e impiedosas da carreira do &lt;em&gt;&amp;Aacute;tila&lt;/em&gt; do desporto profissional portugu&amp;ecirc;s, como atestar&amp;atilde;o as suas conquistas intensivamente descritas no editado.&lt;br&gt; Se levarmos a s&amp;eacute;rio a frase de FCF, conclu&amp;iacute;mos que a boca &amp;eacute; o primeiro ve&amp;iacute;culo da express&amp;atilde;o da nossa paix&amp;atilde;o. Mas tamb&amp;eacute;m, se se levar a s&amp;eacute;rio o presente caso de PC, torna-se em lei universal o s&amp;aacute;bio prov&amp;eacute;rbio popular:&lt;br&gt; Pela boca morre o peixe.&lt;br&gt; Veremos.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110234865503178342?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110234865503178342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110234865503178342&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110234865503178342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110234865503178342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/bocas.html' title='Bocas'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110234723572982923</id><published>2004-12-06T15:32:00.000Z</published><updated>2004-12-06T21:38:07.403Z</updated><title type='text'>Zonas</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; zonas onde o pensamento vai em que a distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o valor e o vazio &amp;eacute; quase inexistente. Campos onde a raz&amp;atilde;o se confunde com a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e em que ambas se encontram dispersas, amalgamadas uma na outra. &amp;Aacute;reas onde pequenas vontades surgem, pequenas estrat&amp;eacute;gias s&amp;atilde;o elaboradas, pequenas satisfa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o obtidas e a soma destas sucess&amp;otilde;es de acontecimentos sem pressa, sem press&amp;atilde;o, nem avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ju&amp;iacute;zo algum, fundamentam uma coes&amp;atilde;o assaz interessante l&amp;aacute; no fundo de n&amp;oacute;s, onde as coisas importantes se definem. Esta coes&amp;atilde;o poderia dar pelo nome de paz, se n&amp;atilde;o comportasse tamb&amp;eacute;m as suas guerrilhas deliciosas.&lt;br&gt; Esta coes&amp;atilde;o poderia tamb&amp;eacute;m dar pelo nome de serenidade, se naquela zona tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o existissem os tumultos pr&amp;oacute;prios dos fulgores de paix&amp;otilde;es.&lt;br&gt; H&amp;aacute; zonas onde tomar uma decis&amp;atilde;o de fundo, elaborar uma estrat&amp;eacute;gia vital ou saborear um P&amp;atilde;o de Mafra podem ter o mesmo sabor, como podem n&amp;atilde;o ter.&lt;br&gt; H&amp;aacute; campos onde Apar&amp;ecirc;ncia pode contar mas n&amp;atilde;o serve efectivamente para nada.&lt;br&gt; H&amp;aacute; s&amp;iacute;tios de onde os acontecimentos que fluem s&amp;atilde;o observados &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia, onde n&amp;atilde;o h&amp;aacute; partido, clube, estrato nem deveres e direitos inerentes t&amp;ecirc;m lugar &amp;agrave; exist&amp;ecirc;ncia que n&amp;atilde;o decidamos que existam.&lt;br&gt; Lugares onde quem escreveu, desenhou ou criou fosse o que fosse, n&amp;atilde;o ultrapassa o valor do seu resultado.&lt;br&gt; H&amp;aacute; zonas onde a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai, e o &amp;ldquo;coolness&amp;rdquo; de uma actividade n&amp;atilde;o &amp;eacute; induzido, pr&amp;eacute; fabricado ou concebido.&lt;br&gt; H&amp;aacute; zonas onde a ideia de hora de ponta passa absolutamente &amp;agrave; margem da sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da raz&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Uma dessas zonas, &amp;eacute; Fringes.&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110234723572982923?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110234723572982923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110234723572982923&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110234723572982923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110234723572982923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/zonas_06.html' title='Zonas'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110209285931567983</id><published>2004-12-03T16:52:00.000Z</published><updated>2004-12-03T17:08:42.333Z</updated><title type='text'>Bloco de Estrada</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;p&gt;H&amp;aacute; algum tempo que n&amp;atilde;o visitava o &lt;a href="http://bloco.org" target="_blank"&gt;S&amp;iacute;tio&lt;/a&gt; oficial do Bloco de Esquerda, confesso que por um misto de desinteresse ap&amp;aacute;tico e visceral por &amp;quot;cassetes&amp;quot;, sejam quais forem, e de tempo efectivo para o fazer.&lt;br&gt; Depois de deixar que o applet se iniciasse (desagradam-me sempre estes javazinhos quando n&amp;atilde;o se percebem muito bem para que servem, e que gastam RAM e recursos do CPU), reparei em algo digno de nota &lt;a href="http://www.bloco.org/index.php?option=news&amp;task=viewarticle&amp;sid=1106" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; De volta &amp;agrave; p&amp;aacute;gina, desta vez com o Firefox que se d&amp;aacute; melhor com javinhas do que o Safari, volto a olhar para a Campanha contra o fim das Scut's.&lt;br&gt; Confesso que passei 30 anos da minha vida sem conduzir, a utilizar transportes p&amp;uacute;blicos e s&amp;oacute; agora estou prestes a entrar na liberdade c&amp;oacute;moda da automobilidade.&lt;br&gt; Pode ser uma perspectiva condicionante &amp;eacute; certo. Mas n&amp;atilde;o me parece justo, que por cada vez que pague um IVA contribua para algu&amp;eacute;m andar comodamente numa estrada que teve que ser constru&amp;iacute;da com recurso a project finance.&lt;br&gt; &amp;Eacute; certo que por cada auto-estrada e via reservada ou equiparada a auto-estrada que seja alvo de tal investimento, dever&amp;aacute; existir alternativa vi&amp;aacute;vel para o tr&amp;acirc;nsito regional.&lt;br&gt; Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; certo que me saquem os dinheiro dos impostos para outros curtirem a comodidade, como se da compra de uma casa para outros habitarem se tratasse, com recurso ao or&amp;ccedil;amento de estado.&lt;br&gt; Ainda dentro do &amp;acirc;mbito da esquerda, onde estar&amp;aacute; a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza nesta posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Bloco?&lt;br&gt; Da mesma forma que Lisboa e Porto, para n&amp;atilde;o mencionar outras cidades, deveriam ter a entrada de autom&amp;oacute;veis particulares taxada da mesma forma que o &amp;quot;Red&amp;quot; Ken aplicou com sucesso em Londres, defendo o mesmo para as viagens por auto-estrada: S&amp;atilde;o s&amp;oacute; para quem pode.&lt;br&gt; Este estado de dimens&amp;atilde;o do autom&amp;oacute;vel particular na vida do dia-a-dia sabemos todos que &amp;eacute; presentemente insustent&amp;aacute;vel por v&amp;aacute;rias raz&amp;otilde;es, quer de natureza ecol&amp;oacute;gicas e energ&amp;eacute;ticas quer de ordenamento.&lt;br&gt; Sempre fui um defensor irredut&amp;iacute;vel do comboio como meio de transporte de carga e de pessoas, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada a fazer..&lt;br&gt; Mas o que quer este bloco, composto por uma esquerda-chic j&amp;aacute; muito habituada ao autom&amp;oacute;vel para tudo, com esta campanha?&lt;br&gt; Que se continue a pagar as auto-estradas com o dinheiro de todos os contribuintes, em benef&amp;iacute;cio dos utilizadores?&lt;br&gt; Argumentar-me-iam com os efeitos nas empresas e neg&amp;oacute;cios, quando o papelinho da portagem &amp;eacute; contabilizado para efeitos fiscais?&lt;br&gt; Argumentar-me-iam com a aus&amp;ecirc;ncia de determinados percursos alternativos de via p&amp;uacute;blica decente, ent&amp;atilde;o porque uma campanha t&amp;atilde;o gen&amp;eacute;rica que n&amp;atilde;o menciona em nada essas car&amp;ecirc;ncias?&lt;br&gt; &amp;Eacute; mais uma Apar&amp;ecirc;ncia distante da subst&amp;acirc;ncia, perigosamente sustentada na ideia de que &amp;quot;a esquerda &amp;eacute; que sabe o que &amp;eacute; justo para os seres humanos&amp;quot;. &lt;br&gt; Ora, at&amp;eacute; concebo e poderei eventualmente concordar que a esquerda se auto-proclame como a guardi&amp;atilde; da liberdade, o que n&amp;atilde;o concebo s&amp;atilde;o aproxima&amp;ccedil;&amp;otilde;es populistas e descaradamente mentirosas &amp;agrave; ca&amp;ccedil;a do voto descontente, por mais apelativos e originais que sejam os grafismos e as campanhas.&lt;p&gt;Mas enfim... todo e qualquer militante do BE lá deve ser bem mais inteligente do que eu...&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110209285931567983?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110209285931567983/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110209285931567983&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110209285931567983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110209285931567983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/bloco-de-estrada.html' title='Bloco de Estrada'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110209015623915315</id><published>2004-12-03T15:58:00.000Z</published><updated>2004-12-03T16:09:16.240Z</updated><title type='text'>Fronteiras Marginais</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Quem se desloque ao &lt;a href="http://www.ps.pt/" target="_blank"&gt;S&amp;iacute;tio&lt;/a&gt; oficial do Partido Socialista, depara-se com um rect&amp;acirc;ngulo com dois cantos curvos. Esta semelhan&amp;ccedil;a com o logotipo da TVI, parece-me efectivamente casual, mas nunca inocente.&lt;br&gt; &amp;Eacute; a entrada do &amp;quot;per&amp;iacute;odo socr&amp;aacute;tico&amp;quot; do PS, que j&amp;aacute; visualmente toca num qualquer e obscuro neur&amp;oacute;nio do inconsciente condicion&amp;aacute;vel, pela associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o anteriormente descrita.&lt;br&gt; &amp;Eacute; a ascens&amp;atilde;o definitiva do PS &amp;agrave; conquista da Apar&amp;ecirc;ncia, como meio e fim, ap&amp;oacute;s a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta como m&amp;eacute;todo por Guterres nos idos de 1995.&lt;br&gt; Pode-se adivinhar que o veludo &amp;eacute;pico de Vangelis de meios-homens dialogantes, ceder&amp;aacute; o espa&amp;ccedil;o a um humanismo estridente-quase-hist&amp;eacute;rico socr&amp;aacute;tico numa salada de frutas digna da TVI.&lt;br&gt; Estou absolutamente convicto de que a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;quot;moeda m&amp;aacute;&amp;quot;, n&amp;atilde;o visa &amp;uacute;nica e exclusivamente Santana, mas sim tamb&amp;eacute;m o seu antigo companheiro de coment&amp;aacute;rios de servi&amp;ccedil;o.&lt;br&gt; Esta nova gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o socialista, &amp;quot;fracturante&amp;quot; na embalagem, foi angariada ao som de Nirvana em Espa&amp;ccedil;os + na 24 de Julho, &amp;agrave; boleia dos Estados Gerais, e durante a caminhada triunfal de 1995 tal como durante os anos posteriores pelo mel do poder. Para n&amp;atilde;o mencionar &amp;quot;Ruinas&amp;quot; que decerto n&amp;atilde;o existiram exclusivamente no Estoril.&lt;br&gt; Este rosto socr&amp;aacute;tico que se d&amp;aacute; ao PS, &amp;eacute; um paralelismo t&amp;atilde;o preocupante como a senda de Narciso de Santana, se n&amp;atilde;o o for ainda mais por causa da Apar&amp;ecirc;ncia de esquerda que o tinge.&lt;br&gt; Algumas diferen&amp;ccedil;as certamente que se sobrep&amp;otilde;em: as teias de cumplicidades estar&amp;atilde;o muito mais s&amp;oacute;lidas, e de certeza que alguns hist&amp;oacute;ricos socialistas n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o t&amp;atilde;o cr&amp;iacute;ticos como os seus equivalentes PSD.&lt;br&gt; Mas este cheirinho a TVI &amp;eacute; preocupante. &lt;br&gt; Soa-me a mais do mesmo, da mesma moeda outra face, e o que me assusta &amp;eacute; a falta de coes&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica no relacionamento com o eleitorado. A pedagogia necess&amp;aacute;ria &amp;agrave; pol&amp;iacute;tica n&amp;atilde;o se reduz a cita&amp;ccedil;&amp;otilde;es e refer&amp;ecirc;ncias sortidas e ao acaso de ilustres pensadores j&amp;aacute; h&amp;aacute; muito idos, mas sim com uma efectiva elucida&amp;ccedil;&amp;atilde;o junto do eleitor num exerc&amp;iacute;cio transparente de fundamenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; Estas &amp;quot;Novas Fronteiras&amp;quot; soam a mais do mesmo em clonagem defeituosa dos Estados Gerais: Uma Apar&amp;ecirc;ncia a ser imediatamente descartada com uma tomada de posse.&lt;br&gt; Assim, o per&amp;iacute;odo socr&amp;aacute;tico pede, sem qualquer credibilidade, que se gastem de novo energias mentais a participar num f&amp;oacute;rum, quando do anterior, os resultados ainda hoje s&amp;atilde;o aplic&amp;aacute;veis.&lt;br&gt; S&amp;oacute;crates deveria, se fosse uma personalidade pouco dada &amp;aacute;s Apar&amp;ecirc;ncias e que estimasse subst&amp;acirc;ncia nos seus objectivos, primeiro que tudo:&lt;br&gt; - Explicar transparentemente o que aconteceu aos resultados dos Estados Gerais;&lt;br&gt; - Explicar como &amp;eacute; que n&amp;atilde;o acontecer&amp;aacute; o mesmo desta vez;&lt;br&gt; - Explicar porque n&amp;atilde;o dever&amp;iacute;amos desconfiar.&lt;br&gt; Como isto n&amp;atilde;o ir&amp;aacute; acontecer, e como este f&amp;oacute;rum n&amp;atilde;o passar&amp;aacute; de uma vers&amp;atilde;o em adulto-adolescente de Espa&amp;ccedil;os + salpicada de excep&amp;ccedil;&amp;otilde;es aqui e ali, ter&amp;aacute; tudo a haver com a semelhan&amp;ccedil;a casual de Apar&amp;ecirc;ncia cuja descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o iniciou este post.&lt;br&gt; As &amp;quot;Novas Fronteiras&amp;quot; de S&amp;oacute;crates, ser&amp;atilde;o em subst&amp;acirc;ncia e na dist&amp;acirc;ncia que o separa de Santana, meras Fronteiras Marginais.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110209015623915315?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110209015623915315/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110209015623915315&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110209015623915315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110209015623915315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/fronteiras-marginais.html' title='Fronteiras Marginais'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110208108034812194</id><published>2004-12-03T13:33:00.000Z</published><updated>2004-12-03T14:49:15.156Z</updated><title type='text'>Despedimentos</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Estabilidade&lt;br&gt; do Lat.&amp;nbsp;&lt;em&gt;stabilitate&lt;/em&gt;&lt;br&gt; s. f.,&lt;br&gt; qualidade de est&amp;aacute;vel;&lt;br&gt; const&amp;acirc;ncia;&lt;br&gt; persist&amp;ecirc;ncia;&lt;br&gt; perman&amp;ecirc;ncia;&lt;br&gt; firmeza;&lt;br&gt; seguran&amp;ccedil;a;&lt;br&gt; solidez.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estabilidade &amp;eacute; algo que nesta semana que finda, faz todo o sentido abordar. Julgo pertinente seccionar as perspectivas de estabilidade em duas distintas.&lt;br&gt; Uma primeira, relaciona o conceito com a imutabilidade, const&amp;acirc;ncia, firmeza e afins, de forma directa e simplista. Neste caso, estabilidade significar&amp;aacute; a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um estado de coisas num sistema, mesmo que erros persistam e h&amp;aacute;bitos descabidos se perpetuem.&lt;br&gt; Numa segunda perspectiva, ser&amp;aacute; o funcionamento din&amp;acirc;mico das vari&amp;aacute;veis de um sistema, previamente regulamentadas pelos fundamentos deste.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Numa curta observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o retrospectiva, a presen&amp;ccedil;a da palavra estabilidade no di&amp;aacute;logo pol&amp;iacute;tico portugu&amp;ecirc;s surge com recorr&amp;ecirc;ncia como argumenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da direita contra a esquerda. Desde a segunda metade dos anos 80, a palavra instabilidade surge por iner&amp;ecirc;ncia no apelo ao voto contra a esquerda. O mesmo aconteceu nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 1995, pelos vistos infrutiferamente. Nestes &amp;uacute;ltimos quatro meses, a palavra regressou novamente, de ambos os sectores, embora com ligeirezas diferentes. Mas afinal que estabilidade &amp;eacute; esta com que determinados agentes insistem?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A primeira perspectiva &amp;eacute; a mais f&amp;aacute;cil, portanto, a que tem mais probabilidades Aparentes de se propagar na &amp;quot;massa eleitoral&amp;quot;. A ideia de que umas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas devem sancionar custe o que custar uma determinada maioria at&amp;eacute; ao fim do mandato &amp;eacute; assim veiculada como defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estabilidade.&lt;br&gt; A segunda perspectiva, &amp;eacute; a mais dif&amp;iacute;cil, j&amp;aacute; que carece de maior an&amp;aacute;lise e exerc&amp;iacute;cio mental por parte de cada indiv&amp;iacute;duo desta dita &amp;quot;massa eleitoral&amp;quot;, que recorrente e predominantemente foge da matem&amp;aacute;tica, quanto mais de avaliar e correlacionar vari&amp;aacute;veis que interfiram nos seus destinos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A primeira ideia, &amp;eacute; por exemplo, a que parcialmente sancionou um Mobutu que garantiu cerca de tr&amp;ecirc;s d&amp;eacute;cadas de &amp;quot;estabilidade&amp;quot; no pa&amp;iacute;s que descendeu do antigo Congo Belga. &amp;Eacute; tamb&amp;eacute;m a que serviu para legitimar em Apar&amp;ecirc;ncia um Suharto, aos olhos dos Australianos. Os exemplos, seriam infind&amp;aacute;veis.&lt;br&gt; Foi com esta primeira ideia de estabilidade que Santana Lopes desde cedo chamou a si uma pretensa legitimidade para governar, ap&amp;oacute;s ter sido escolhido atrav&amp;eacute;s de tricas de corte modernas. Foi ainda no &amp;acirc;mbito desta primeira ideia, com que Sampaio deu a sua anu&amp;ecirc;ncia a Santana, mas que trazia em &lt;em&gt;attachment&lt;/em&gt; a estrat&amp;eacute;gia de deixa-lo percorrer o caminho de Narciso e definhar  na vingan&amp;ccedil;a de Eco atrav&amp;eacute;s de N&amp;eacute;mesis. &lt;br&gt; Aqui, vemos um pouco mais do que Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; Pode-se sem d&amp;uacute;vida afirmar que a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estabilidade, como qualquer conceito criado pelos humanos, n&amp;atilde;o est&amp;aacute; acima das estrat&amp;eacute;gias de poder que estes desenrolam. Por isto mesmo o sistema, atrav&amp;eacute;s da constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, partilha poderes e investe responsabilidades. Recordemos um governo que caiu na Holanda, recentemente, e ningu&amp;eacute;m se atreve a classificar aquele pa&amp;iacute;s de inst&amp;aacute;vel. A estabilidade din&amp;acirc;mica, por princ&amp;iacute;pio, comporta a chamada dos decisores (eleitores) para decis&amp;otilde;es (elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es), sempre que os mecanismos consagrados o accionem. Esta din&amp;acirc;mica demonstra que afinal em Portugal j&amp;aacute; h&amp;aacute; pol&amp;iacute;tica madura, goste-se dos protagonistas ou n&amp;atilde;o, mas demonstra principalmente que a linha entre uma estabilidade &amp;agrave; Mobutu e uma ideia madura ainda &amp;eacute; muito t&amp;eacute;nue nas mentes portuguesas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sampaio soube com dilig&amp;ecirc;ncia segurar-se na segunda ideia de estabilidade para desenvolver a sua agenda pol&amp;iacute;tica, sob os ausp&amp;iacute;cios de uma Apar&amp;ecirc;ncia marginalmente aceit&amp;aacute;vel e acoplada &amp;agrave; primeira ideia, mas sem d&amp;uacute;vida muito mais habilidosa que a do estridente Santana. S&amp;atilde;o efectivamente fibras diferentes, as de um que visualiza a estabilidade de forma din&amp;acirc;mica, e as de outro que se assenta exclusivamente em Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para mim, uma convoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; sempre um sinal de estabilidade e maturidade democr&amp;aacute;tica. Seja quantas vezes forem precisas. O contr&amp;aacute;rio &amp;eacute; que levantaria sempre d&amp;uacute;vidas e interroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, e me faria sentir mais pr&amp;oacute;ximo da &amp;quot;estabilidade&amp;quot; do Zaire de Mobutu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Resta pesar o facto da estrat&amp;eacute;gia de Sampaio ter sa&amp;iacute;do cara aos contribuintes e &amp;agrave; paci&amp;ecirc;ncia de muitos Portugueses, demasiado cara para o que resultou num mero e h&amp;aacute; muito adivinhado Despedimento Colectivo por Justa Causa.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110208108034812194?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110208108034812194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110208108034812194&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110208108034812194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110208108034812194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/12/despedimentos.html' title='Despedimentos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110164478018510900</id><published>2004-11-28T13:21:00.000Z</published><updated>2004-11-28T15:54:52.193Z</updated><title type='text'>Automatismos</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Um dia, num futuro distante, uns seres de um qualquer planeta perdido na gal&amp;aacute;xia, conseguiram chegar &amp;agrave;s estrelas.&lt;br&gt; Conseguiram elaborar m&amp;eacute;todos de transporte virtualmente instant&amp;acirc;neos, que lhes permitem alcan&amp;ccedil;ar qualquer ponto do Universo.&lt;br&gt; O impacto deste conhecimento transformou profundamente a sociedade destes seres. Individualmente, transformaram-se numa organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de arque&amp;oacute;logos e exploradores dispersos, de planeta em planeta, de sistema em sistema, explorando e catalogando o que havia.&lt;br&gt; Um dia um destes seres, solit&amp;aacute;rio, chega a um planeta azul a que outrora os seus habitantes entretanto desaparecidos chamaram de Terra.&lt;br&gt; Deambulou pelas ru&amp;iacute;nas de cidades, de instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es, fez levantamentos geol&amp;oacute;gicos que lhe permitiram perspectivar as v&amp;aacute;rias etapas de desenvolvimento e evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes estranhos seres que se auto-classificavam de humanos.&lt;br&gt; Observou espantado como tinham sobrevivido a in&amp;uacute;meros riscos e transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao longo de mil&amp;eacute;nios.&lt;br&gt; Ainda mais espantado, analisou detalhadamente implantes industriais, edif&amp;iacute;cios e equipamentos ainda funcionais com auto-manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o automatizada ainda em processamento.&lt;br&gt; Constatou que estes seres teriam entrado em decl&amp;iacute;nio pela lassid&amp;atilde;o e lux&amp;uacute;ria permitidas pela completa cibernetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as infra-estruturas. Estas, ap&amp;oacute;s milhares de anos de os criadores terem desaparecido, ainda laboravam.&lt;br&gt; Na cataloga&amp;ccedil;&amp;atilde;o intensiva do planeta, descobriu um canto com algo de ins&amp;oacute;lito.&lt;br&gt; Uma cidade que teria dado pelo nome de &amp;quot;Lesboa&amp;quot;, anteriormente &amp;quot;Lisboa&amp;quot; depois de &amp;quot;Olissipus&amp;quot;, de uma zona chamada &amp;quot;Pert'gal&amp;quot;, anteriormente &amp;quot;Portugal&amp;quot; depois de &amp;quot;Lusit&amp;acirc;nia&amp;quot; que pertencia &amp;agrave; zona &amp;quot;&amp;Ecirc;urea&amp;quot;, anteriormente &amp;quot;Europa&amp;quot; depois de &amp;quot;Imp&amp;eacute;rio Romano&amp;quot;.&lt;br&gt; O ins&amp;oacute;lito dessa cidade, nos seus arredores, era uma infra-estrutura &amp;uacute;nica, &amp;iacute;mpar na cataloga&amp;ccedil;&amp;atilde;o efectuada at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Tinha elementos contradit&amp;oacute;ria e aparentemente mistos da era pr&amp;eacute;-cibern&amp;eacute;tica para a frente.&lt;br&gt; E continuava funcional.&lt;br&gt; Um espa&amp;ccedil;o decorado por bandeiras vermelhas, onde se reuniam aut&amp;oacute;matos aleat&amp;oacute;rios das tarefas de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das infra-estruturas. Sentavam-se alinhados e ordenados, fixando um p&amp;uacute;lpito onde se sentavam elementos dos seus pares.&lt;br&gt; O espanto deste viajante intensificou-se com a constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que era uma elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; De que havia comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es nesta elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o que apontavam inimigos em todo o lado. Ainda.&lt;br&gt; Sobre o desaparecimento dos criadores e reajustes &amp;agrave; nova situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nada.&lt;br&gt; Este fen&amp;oacute;meno deu entrada na Enciclop&amp;eacute;dia destes seres arque&amp;oacute;logos e viajantes, como sendo o mais imut&amp;aacute;vel e perp&amp;eacute;tuo alguma vez encontrado at&amp;eacute; &amp;agrave; data.&lt;br&gt; Tendo atravessado eras de transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas, permaneceu sempre isolado, embora embebido, dos processos externos.&lt;br&gt; Este fen&amp;oacute;meno que justificou uma reuni&amp;atilde;o in&amp;eacute;dita in loco das c&amp;uacute;pulas dirigentes destes seres do espa&amp;ccedil;o, tinha uns estranhos s&amp;iacute;mbolos de instrumentos da era agr&amp;iacute;cola e pr&amp;eacute;-industrial desta ra&amp;ccedil;a desaparecida.&lt;br&gt; Este fen&amp;oacute;meno que permaneceu alheio a tudo, e permanecia inclusive alheio &amp;agrave; presen&amp;ccedil;a destes seres que o observavam at&amp;oacute;nitos, tinha em determinada altura, substitu&amp;iacute;do os seres vivos que o compunham por aut&amp;oacute;matos operacionais das infra-estruturas sem que se fizesse notar qualquer diferen&amp;ccedil;a. &lt;br&gt; Algo nunca antes documentado por estes viajantes que trataram de o descrever pormenorizadamente na sua Enciclop&amp;eacute;dia Universal.&lt;br&gt; A estrutura dava pelo nome de &lt;a href="http://www.pcp.pt/" target="_blank"&gt;PCP&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; O &amp;acirc;mbito apelidava-se de &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209508" target="_blank"&gt;Congresso&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110164478018510900?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.pcp.pt/' title='Automatismos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110164478018510900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110164478018510900&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110164478018510900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110164478018510900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/automatismos.html' title='Automatismos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110157309616634973</id><published>2004-11-27T16:18:00.000Z</published><updated>2004-11-27T16:31:36.166Z</updated><title type='text'>Blog &amp; Fame</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Blog &amp;amp; Fame,&lt;/p&gt; &lt;p&gt;ou Fama(&amp;ccedil;&amp;otilde;es) e Blog(ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es). &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Confesso que depois materializar este blog, comecei a olhar um pouco em volta a ver o que se escrevia, ou como se diz na g&amp;iacute;ria dos entendidos, se &amp;quot;blogava&amp;quot;.&lt;br&gt; Confesso tamb&amp;eacute;m, que com a minha experi&amp;ecirc;ncia de internet e de todo um &amp;quot;Digital Lyfestyle&amp;quot; a que os ossos e os m&amp;uacute;sculos do p&amp;atilde;o me induzem, e ao qual a minha vertente de &lt;i&gt;slahsdotter/nerd&lt;/i&gt; contribui activamente, nunca tinha ligado muito ao fen&amp;oacute;meno blog.&lt;br&gt; Confesso tamb&amp;eacute;m que o presente &amp;eacute; meramente um exerc&amp;iacute;cio ego&amp;iacute;sta de me dar a conhecer e a determinadas perspectivas que me ocorrem, com o fim, no fundo, de comunicar. N&amp;atilde;o &amp;eacute; exactamente um daqueles espa&amp;ccedil;os de discuss&amp;atilde;o abertos, portanto quem venha com essa ideia Linda &amp;amp; Maravilhosa das Aberturas Universais &amp;agrave; Discuss&amp;atilde;o, desengane-se: este &amp;eacute; para quem gosta, para quem tenha pachorra, ou para quem n&amp;atilde;o tenha melhor que fazer do que aturar as minhas Di&amp;aacute;sporas. N&amp;atilde;o &amp;eacute; nem pretende ser um &amp;quot;blogo-jornal&amp;quot;, um &amp;quot;tele-blog&amp;quot;, ou qualquer refer&amp;ecirc;ncia que seja para quem quer que seja.&lt;br&gt; Confesso tamb&amp;eacute;m que a qualidade e diversidade tamb&amp;eacute;m me surpreendeu. H&amp;aacute; blogs que considero efectivamente a anos luz, em quantifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o distancial de interesse humano, do que por exemplo se passa no actual parlamento ou em muitos jornais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Confesso tamb&amp;eacute;m, que um dos que mais me interessou foi o &lt;a href="http://arcabuz.net/" target="_blank"&gt;Arcabuz&lt;/a&gt;. &lt;br&gt; Por v&amp;aacute;rios motivos, mesmo que n&amp;atilde;o concorde com algumas opini&amp;otilde;es expressas, ou que ache desnecess&amp;aacute;ria a discuss&amp;atilde;o do Casamentos Gay como abordagem &amp;agrave; discuss&amp;atilde;o essencial da Liberdade e da Moral no que toca aos problemas da Humanidade neste &amp;acirc;mbito (sem efectivamente querer desvaloriza-la e &amp;agrave; sua import&amp;acirc;ncia para os interessados, mas desculpem l&amp;aacute;, eu n&amp;atilde;o sou e vejo muitos outros problemas mais priorit&amp;aacute;rios e mais abrangentes e n&amp;atilde;o creio que os casamentos gay tal como os direitos animais sejam as muletas necess&amp;aacute;rias e urgentes ao desenvolvimento da ideia de se ser humano na actualidade), ou ainda que n&amp;atilde;o goste de alguns exerc&amp;iacute;cios de &amp;quot;coment&amp;aacute;rios de servi&amp;ccedil;o&amp;quot;, respeito-o(s) bastante e visito-o(s) frequentemente, por exemplo, muito mais do que a figura paternal da bloguidade portuguesa que todos sabem qual &amp;eacute;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi l&amp;aacute; que me apercebi de uma &lt;a href="http://arcabuz.net/arquivo/2004/11/index.html#000330" target="_blank"&gt;discuss&amp;atilde;o&lt;/a&gt; sobre uma certa &amp;quot;lei dos blogs&amp;quot; no que toca &amp;agrave;s poss&amp;iacute;veis responsabilidades civis de eventuais infrac&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direitos &amp;agrave; imagem, difama&amp;ccedil;&amp;otilde;es e afins e me fez reflectir um pouco sobre esta mat&amp;eacute;ria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&amp;atilde;o tendo nem querendo ter queda para legislador, interpretador ou interveniente n&amp;atilde;o me interessa se existir&amp;aacute; ou n&amp;atilde;o mais uma rid&amp;iacute;cula tentativa legislativa de condicionamento de conte&amp;uacute;dos de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. J&amp;aacute; me sobra ser juiz de mim pr&amp;oacute;prio. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Parece-me pertinente avisar o visitante da minha Di&amp;aacute;spora, de que entra na minha privacidade. &lt;br&gt; Como se sentasse ao meu lado para me &amp;quot;ouvir&amp;quot;, para conversar comigo. &lt;br&gt; Ou quer, ou n&amp;atilde;o quer. &lt;br&gt; Se n&amp;atilde;o quiser, esteja &amp;agrave; vontade. &lt;br&gt; Se quiser, esteja tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; vontade. &lt;br&gt; Quem aqui vem conhece-me directa ou indirectamente.&lt;br&gt; Quem aqui calhar pode, se vier por bem, conhecer-me.&lt;br&gt; Se se sentir eventualmente difamado, desculpe-me alguma coisa, mas disse-o em privado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ou teremos um dia legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma qualquer &amp;quot;Central de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot; para aplicar microfones nos bares, caf&amp;eacute;s, casas privadas, entre amantes, amigos, borgas, etc. ...?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Obrigado, Arcabuz, por me fazer ocorrer esta ideia, que originar&amp;aacute; um EULA/Disclaimer/Declina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Responsabilidade inclu&amp;iacute;do no necessitado &amp;quot;lifting&amp;quot; visual que est&amp;aacute; para breve, quando me der para isso!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;P&amp;ecirc;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110157309616634973?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110157309616634973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110157309616634973&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110157309616634973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110157309616634973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/blog-fame.html' title='Blog &amp; Fame'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110131709433118319</id><published>2004-11-24T17:24:00.000Z</published><updated>2004-11-25T22:32:30.910Z</updated><title type='text'>Mais Astrais!</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt; &amp;gt; &amp;quot;Eu quero que o pa&amp;iacute;s v&amp;aacute; subindo no seu astral!&amp;quot; Estas palavras de Santana Lopes, proferidas do p&amp;uacute;lpito no discurso de encerramento do &amp;uacute;ltimo congresso do PPD-PSD-PSL, s&amp;atilde;o o que se chama um grito de alma. N&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;quot;Cogito ergo sum&amp;quot;, nem &amp;quot;I have a dream&amp;quot;, mas cada na&amp;ccedil;&amp;atilde;o produz o que produz. No nosso caso &amp;eacute; mais bolos.&lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1208564&amp;idCanal=106" target="_blank"&gt; (...) &lt;/a&gt;&amp;lt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; bom saber que n&amp;atilde;o sou s&amp;oacute; eu que n&amp;atilde;o me deixo encantar pelos dotes comunicativos e sedutores de PSL..&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110131709433118319?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1208564&amp;idCanal=106' title='Mais Astrais!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110131709433118319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110131709433118319&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110131709433118319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110131709433118319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/mais-astrais.html' title='Mais Astrais!'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110121540907479999</id><published>2004-11-23T13:55:00.000Z</published><updated>2004-11-23T13:23:44.930Z</updated><title type='text'>E os agressores?</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Esta hist&amp;oacute;ria da viol&amp;ecirc;ncia contra mulheres, &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209036&amp;idCanal=95" target="_blank"&gt;tresanda&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Tresanda porque &amp;eacute; mais uma discuss&amp;atilde;o feita sem m&amp;eacute;todo nem abordagem &amp;agrave; profundidade do problema, repleta de interessados/as em fazer carreira na pseudo-filantropia, e recorrente &amp;agrave; &amp;quot;chapa 5&amp;quot; da opress&amp;atilde;o do acto, ao inv&amp;eacute;s de o procurar prevenir e solucionar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A viol&amp;ecirc;ncia tem sempre dois intervenientes, cada um dos quais, nunca se pode abordar isoladamente um do outro nesta din&amp;acirc;mica relacional.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Temos a v&amp;iacute;tima e o agressor envolvidos numa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seja qual for. &lt;br&gt; Naturalmente que a pr&amp;eacute;-v&amp;iacute;tima n&amp;atilde;o &amp;eacute; inerte e neutra no processo que se desenrola at&amp;eacute; &amp;agrave; agress&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Naturalmente que o pr&amp;eacute;-agressor deveria poder conter os seus impulsos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/violencia1.jpg" width="366" height="100"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como se pode verificar nesta din&amp;acirc;mica, uma viol&amp;ecirc;ncia activa existe sempre acompanhada de uma correspondente passiva. &amp;Eacute; um &amp;quot;equil&amp;iacute;brio&amp;quot; entre os dois intervenientes no processo, com variados &amp;acirc;mbitos presentes que ajudam a construir a circunst&amp;acirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/violencia2.jpg" alt="ambito" width="366" height="223"&gt;&lt;br&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sem pretens&amp;atilde;o de fabricar uma verdade universal, parece razo&amp;aacute;vel intervir no processo onde ele se desenrola quebrando o ciclo de agress&amp;atilde;o/aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o eterniza e o protege das consequ&amp;ecirc;ncias e responsabilidades.&lt;br&gt; Mais uma Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br&gt; &lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/violencia3.jpg" alt="discussao actual" width="366" height="56"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br&gt; A presente discuss&amp;atilde;o &amp;agrave; volta da viol&amp;ecirc;ncia sobre as mulheres incide sobre a inibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s da censura social do momento do processo em que se passa da G&amp;eacute;nese dos Impulsos Agressivos &amp;agrave; Concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br&gt; &lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/violencia4.jpg" alt="discussao necessaria" width="366" height="59"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br&gt; A discuss&amp;atilde;o inexistente ganharia outra dimens&amp;atilde;o se incidisse sobre a inibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do passo anterior: aquele em que se come&amp;ccedil;a a formar a G&amp;eacute;nese do Impulso de Agress&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por isto mesmo, os meios que s&amp;atilde;o empregados na protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o da v&amp;iacute;tima seriam muito mais eficazes se o fossem na ajuda ao agressor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;S&amp;atilde;o apenas ideias com um pouco de ci&amp;ecirc;ncia do oitavo ano, n&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso muito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; que o agressor tamb&amp;eacute;m precisa de ajuda. &amp;Eacute; se calhar o que mais precisa. &lt;br&gt; Onde est&amp;atilde;o as linhas gratuitas para o agressor pedir ajuda?&lt;br&gt; Onde est&amp;atilde;o os centros de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o da agress&amp;atilde;o a que o agressor deveria recorrer?&lt;br&gt; Onde est&amp;atilde;o os an&amp;uacute;ncios de, por exemplo, uma mulher aos berros e o homem a levantar a m&amp;atilde;o, de repente aperceber-se do que vai fazer e ao inv&amp;eacute;s de concretizar poder telefonar para uma linha amiga que lhe estenda a m&amp;atilde;o?&lt;br&gt; Quando param estas imagens angustiantes das mulheres maltratadas, cheias de hematomas, banais no meio das carnificinas de toda a viol&amp;ecirc;ncia gratuita da televis&amp;atilde;o, e se transmite uma imagem de esperan&amp;ccedil;a?&lt;br&gt; Quando se aplicar&amp;aacute; s&amp;oacute; um pouquinho de ci&amp;ecirc;ncia - n&amp;atilde;o &amp;eacute; preciso muita - e se parar&amp;aacute; com estes fadinhos pseudo-filantr&amp;oacute;picos?&lt;br&gt; Quando se parar&amp;aacute; com as sucessivas campanhas negativas e se optar&amp;aacute; por campanhas positivas, ou estas est&amp;atilde;o reservadas exclusivamente ao consumo?&lt;br&gt; E os agressores, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o pessoas como todos n&amp;oacute;s?&lt;br&gt;P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110121540907479999?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209036&amp;idCanal=95' title='E os agressores?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110121540907479999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110121540907479999&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110121540907479999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110121540907479999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/e-os-agressores.html' title='E os agressores?'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110088968308079862</id><published>2004-11-19T18:34:00.000Z</published><updated>2004-11-19T18:53:04.546Z</updated><title type='text'>Marocas, o Profeta.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;A chamada Gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Abril, de um modo lato, tem-se encontrado um pouco &amp;agrave; margem de uma reflex&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica end&amp;oacute;gena, mais culturalmente enriquecedora do que se deixada para os historiadores depois de desaparecida, dispersa pelas campas, jazigos e homenagens p&amp;oacute;stumas e conciliat&amp;oacute;rias.&lt;br&gt; E bem que P&amp;ecirc; precisa!&lt;br&gt; Entre a esquiva a uma discuss&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria e abrangente sobre o que se passou desde h&amp;aacute; 30 anos, e o desprezo pelos inconsequentes lamentos de certos sectores sobre as nacionaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, expropria&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, descoloniza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e afins, &amp;eacute;-nos prevista uma orfandade segura para o futuro.&lt;br&gt; O lama&amp;ccedil;al 24-D &amp;eacute; uma consequ&amp;ecirc;ncia directa, fazendo-nos intrigante e repetidamente relembrar aquela velha m&amp;aacute;xima de Malatesta: &amp;quot;O fascismo far-vos-&amp;aacute; amar a democracia&amp;quot;. Os extremos ideologicamente vazios mas perigosos, formam-se &amp;agrave; sua volta com o terreno f&amp;eacute;rtil de 30 anos passados de quase-nulidade de desenvolvimento e moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o quer educacional, quer c&amp;iacute;vica.&lt;br&gt; Quero dizer com isto que desdenho as conquistas de Abril? N&amp;atilde;o, mas sem d&amp;uacute;vida que as des-sacralizo(!), pois essa revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o apesar de gira, oprime-me e sufoca-me, com o esvaziar das discuss&amp;otilde;es com argumentos comparativos a uma outra Senhora da qual fa&amp;ccedil;o parca ideia. Curiosamente, todos pactuaram com essa minha pobre ideia, j&amp;aacute; que uns colocaram repetidamente o 25-A para o final dos programas de hist&amp;oacute;ria no liceu, e outros deixaram que isso acontecesse. Talvez por falso consenso? N&amp;atilde;o sei. O facto &amp;eacute; que este hiato tem vindo a permitir &amp;agrave;s gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que frequentaram as escolas da d&amp;eacute;cada de oitenta para c&amp;aacute;, que se distanciem da base da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica de um povo ou entidade cultural: &lt;br&gt; De ONDE VIMOS, para contextualizar o ONDE ESTAMOS e nos ajudar permanentemente a criar o para ONDE QUEREMOS IR.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/18_schematicsa.jpg" alt="tri_t_xyz" width="366" height="276"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Se encararmos uma correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica entre estas tr&amp;ecirc;s vari&amp;aacute;veis interconstringentes, veremos que:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;1) Se asfixiamos ou sobrevalorizamos a presen&amp;ccedil;a do passado na cultura, alteramos significativamente o contexto de presente e o fluxo das ideias para o futuro.&lt;br&gt; 2) Se n&amp;atilde;o criamos nem desenvolvemos ideias para o futuro, o contexto de presente torna-se sup&amp;eacute;rfluo e reduzido ao acess&amp;iacute;vel e imediato. O passado &amp;eacute; ent&amp;atilde;o ainda mais reduzido, ou ent&amp;atilde;o desproporcionalmente sobrevalorizado como compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos vazios socio-culturais.&lt;br&gt; 3) Se o presente n&amp;atilde;o &amp;eacute; participado nem contextualizado de uma forma clara e realista, os subsequentes desequil&amp;iacute;brios do passado e do futuro fazem-se sentir.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estes equil&amp;iacute;brios t&amp;atilde;o caros aos Portugueses na sua j&amp;aacute; longa hist&amp;oacute;ria, repetem-se de uma forma intrigante. E repetiram-se novamente ap&amp;oacute;s a orgia de discuss&amp;atilde;o dos ver&amp;otilde;es quentes (foi s&amp;oacute; um? risos...), com alguns ecos idiossincr&amp;aacute;ticos que duraram poucos mais lustros, mas de repente, olhando os sucessivos presentes que formam o meu passado, fico com a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que &amp;eacute; &amp;quot;preciso enterrar o passado&amp;quot;. O da outra Senhora, e o do 25-Abril, excepto no que toque &amp;agrave;s cerim&amp;oacute;nias, homenagens, e palhinhas para se comprar mais uma casa no Algarve.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;M&amp;aacute;rio Soares tem toda a raz&amp;atilde;o quando fala em &amp;quot;&lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1208792&amp;idCanal=21" target="_blank"&gt;revoltas descontroladas&lt;/a&gt;&amp;quot;. &lt;br&gt; Mas n&amp;atilde;o se processam como ele as concebe. &lt;br&gt; Estas revoltas j&amp;aacute; est&amp;atilde;o em curso, quer com o veludo narcisista (ou narc&amp;iacute;sico?) do assalto ao poder como materializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vida por parte de gente que nunca fez outra coisa, nem acerca da qual se lhes conhece compet&amp;ecirc;ncias fora dos exerc&amp;iacute;cios de poder/vontade de poder, quer com as tais &amp;quot;minorias descontroladas&amp;quot;, estas pseudo-direitas e pseudo-esquerdas de Apar&amp;ecirc;ncia em detrimento de seriedade na discuss&amp;atilde;o do PARA ONDE QUEREMOS IR.&lt;br&gt; Estas revoltas j&amp;aacute; est&amp;atilde;o em curso com a pasmaceira de 24-D &amp;eacute;bria em pseudo-classes m&amp;eacute;dia e alta, fechadas no presente imediato do consumismo, no passado conformista do &amp;quot;j&amp;aacute; fomos os melhores&amp;quot; e num futuro vago entre a Europa e a Am&amp;eacute;rica sem se perceber no que &amp;eacute; que afinal Portugal se pode diferenciar.&lt;br&gt; Estas revoltas ter&amp;atilde;o eventualmente direito a prolongamento, quando os filhos destes 24-D n&amp;atilde;o tiverem pudor em questiona-los e &amp;agrave;s raz&amp;otilde;es de os terem posto neste mundo cada vez mais complexo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Este M&amp;aacute;rio Soares tem a raz&amp;atilde;o no target da sua cr&amp;iacute;tica.&lt;br&gt; Mas como a &amp;aacute;gua da chuva, falha o algeroz e derrama-se do telhado, mas indo sempre acabar na sargeta.&lt;br&gt; D&amp;ecirc; por onde der.&lt;br&gt; Sempre foi assim este tipo de sabedoria, a que acerta nos resultados por caminhos que n&amp;atilde;o passaram pela cabe&amp;ccedil;a do pr&amp;oacute;prio nem de ningu&amp;eacute;m. &lt;br&gt; A Sabedoria dos Profetas.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110088968308079862?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1208792&amp;idCanal=21' title='Marocas, o Profeta.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110088968308079862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110088968308079862&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110088968308079862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110088968308079862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/marocas-o-profeta.html' title='Marocas, o Profeta.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110062572897662415</id><published>2004-11-16T17:21:00.000Z</published><updated>2004-11-16T17:22:08.976Z</updated><title type='text'>Taxis</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Nas m&amp;uacute;ltiplas vezes que utilizo taxis nas minhas desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quando se proporciona, gosto de ouvir o que o povo diz acerca deste ou daquele assunto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A par dos Porteiros, os Taxistas encontrar-se-&amp;atilde;o entre aqueles que lidam com um maior leque de contactos transversais na sociedade, traduzindo-se numa particular multiplicidade de recolha de opini&amp;otilde;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando &amp;eacute; conveniente, fa&amp;ccedil;o uma pergunta simples:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;quot;O Sr. confiaria o governo a uma pessoa que liga mais ao que os outros dizem dele do que a qualquer outra coisa?&amp;quot;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A resposta &amp;eacute; sempre, um rotundo &amp;quot;N&amp;atilde;o Senhor!&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afinal veremos em 2006, se ser&amp;atilde;o apenas mais uns t&amp;iacute;midos e caracter&amp;iacute;sticos luso-queixumes inconsequentes.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110062572897662415?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110062572897662415/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110062572897662415&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110062572897662415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110062572897662415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/taxis.html' title='Taxis'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110062564135741708</id><published>2004-11-16T17:12:00.000Z</published><updated>2004-11-17T12:38:10.190Z</updated><title type='text'>Ecos</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Ecos (I)&lt;br&gt; Naquele &amp;quot;Vilar de Perdizes de Barcelos&amp;quot;, aquela sucess&amp;atilde;o de imagens que antecederiam o discurso do &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der dos Astrais Luminosos&amp;quot;, desde a sua inf&amp;acirc;ncia &amp;agrave; sua c&amp;acirc;ndida adolesc&amp;ecirc;ncia, fotografias a preto e branco enternecedoras e aparentemente legitimadas por um certo &amp;quot;ar documental&amp;quot; prepararam e condicionaram os olhos postos sobre o encerramento do dito Congresso, aconchegando os cora&amp;ccedil;&amp;otilde;es perme&amp;aacute;veis a tanto excesso de maravilha.&lt;br&gt; Imagens sortidas sobre o &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der dos Astrais Luminosos&amp;quot; durante esta escandalosa auto-deifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mostram-no enlevado e contidamente radiante com este derramar cont&amp;iacute;nuo, repetido e obsceno do seu Eu sobre toda a gente. Embevecido por se rever como tanto gosta no esp&amp;iacute;rito dos outros, infinitamente gratos pelo &amp;quot;Astral Luminoso&amp;quot; emanado pelo seu &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der&amp;quot;, sublimou-se secreta e intimamente por toda a gente estar a pensar em si.&lt;br&gt; Seguiu-se efectivamente o tal discurso da &amp;quot;Eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Astral&amp;quot;.&lt;br&gt; Ora veja-se o &lt;a href="http://www.psd.pt/images/topo1.jpg" target="_blank"&gt;cabe&amp;ccedil;alho&lt;/a&gt; oficial dos agregados do &amp;quot;Vilar de Perdizes de Barcelos&amp;quot;. Ora atente-se a todos os elementos gr&amp;aacute;ficos imag&amp;eacute;ticos no dito &lt;a href="http://www.psd.pt/" target="_blank"&gt;S&amp;iacute;tio&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Assinale-se a escabrosa paridade apenas diminu&amp;iacute;da pelos canais alfa de transpar&amp;ecirc;ncias de S&amp;aacute;-Carneiro (&amp;agrave; esquerda do dito, coincid&amp;ecirc;ncia?), bem como a omnipresen&amp;ccedil;a do &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der dos Astrais Luminosos&amp;quot; por todos os elementos gr&amp;aacute;ficos em que o pobre do Designer conseguiu colocar. &lt;br&gt; Por tudo isto, nota-se muito que a &amp;quot;Perfumada Emana&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Grande L&amp;iacute;der Radioso dos Astrais Luminescentes&amp;quot; soa muito a homenagem p&amp;oacute;stuma precoce.&lt;br&gt; No meu entender, as homenagens constantes e cont&amp;iacute;nuas desta forma, costumam assinalar grandes feitos de ilustres personagens que desapareceram, ou que por conquistas &amp;iacute;mpares obtidas s&amp;atilde;o reconhecidas por algum organismo mais neutro (um nobel, algo assim..).&lt;br&gt; Neste mesmo meu entender, tal auto-devo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der do Astral Incadescentemente Luminoso&amp;quot; pretende recolher a gl&amp;oacute;ria que intimamente a sua parca auto-estima saber&amp;aacute; que n&amp;atilde;o recolher&amp;aacute; na posteridade. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Algu&amp;eacute;m me saber&amp;aacute; apontar um &amp;quot;Grande e Glorioso Feito&amp;quot; deste &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der do Astral Celestial&amp;quot;? &lt;br&gt; Um que seja!&lt;br&gt; Um que se eleve ao n&amp;iacute;vel de outros conseguidos por personagens t&amp;atilde;o discretos como M&amp;aacute;rio Soares ou Alvaro Cunhal, at&amp;eacute; Cavaco Silva e gente desta craveira?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os imediatos s&amp;atilde;o para ser vividos no aqui e agora. &lt;br&gt; Este &amp;quot;Grande L&amp;iacute;der de Astrais Celestiais Irradiantes sobre o Humilde Povo Portugu&amp;ecirc;s&amp;quot; tem uma grande necessidade de recolher os Frutos do Ego, antes da Conquista. &lt;br&gt; &amp;Eacute; como uma conquista numa noite de discoteca. &lt;br&gt; &amp;Eacute; o &amp;quot;tudo imediato&amp;quot; e no &amp;quot;agora&amp;quot;. &lt;br&gt; S&amp;atilde;o mais &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/segmentos.html" target="_blank"&gt;Segmentos&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; &amp;Eacute; a necessidade de se ver fora de si pr&amp;oacute;prio, reflectido na sua individualidade emanada sobre o colectivo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;PS: Eu de facto estava a &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1208485)" target="_blank"&gt;VER&lt;/a&gt; o Contra-Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que foi interrompido no Domingo &amp;uacute;ltimo. E ria-me como h&amp;aacute; muito n&amp;atilde;o me ria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ecos(II)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A lenda de Eco e Narciso &amp;eacute; reveladora.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portugal, a come&amp;ccedil;ar pelo PSD-vis&amp;iacute;vel, transforma-se lenta e serenamente no Charco De &amp;Aacute;gua Prateada no qual Narciso viu o seu reflexo pelo qual se apaixonou, no qual definhou e morreu nascendo a flor hom&amp;oacute;nima no seu lugar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os Portugueses transformam-se numa Eco, como ecos que repetidamente soam por nenhures na necessidade de se valorizarem na sua identidade, que esmorecem contra a ess&amp;ecirc;ncia definhante do Narciso apaixonado por si pr&amp;oacute;prio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Da flor eventualmente resultante, talvez os reformados do norte europeu aproveitem  os resourts &amp;amp; condom&amp;iacute;nios, casinos, casas de alterne, campos de golfe, &lt;a href="http://jornal.publico.pt/publico/2004/11/14/LocalLisboa/LL01.html" target="_blank"&gt;corridas de cavalos&lt;/a&gt; e um ou outro jogo de futebol.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quem sabe se N&amp;eacute;mesis n&amp;atilde;o far&amp;aacute; a propaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu h&amp;aacute;lito g&amp;eacute;lido atrav&amp;eacute;s de &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/24-d.html" target="_blank"&gt;24-D&lt;/a&gt; despertos(!), ou mais &amp;agrave; frente, dos meus/teus/nossos/seus filhos?&lt;br&gt; Alea Jacta Est.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110062564135741708?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110062564135741708/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110062564135741708&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110062564135741708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110062564135741708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/ecos.html' title='Ecos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110060787313794372</id><published>2004-11-16T13:24:00.000Z</published><updated>2004-11-16T12:43:07.570Z</updated><title type='text'>Astrais</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Ainda n&amp;atilde;o h&amp;aacute; muito tempo, algo de astral, seria efectivamente uma considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de natureza m&amp;iacute;stica. &lt;br&gt; Quais viagens ou mapas astrais, evocaria sempre uma eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o subliminar, espiritual por defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, movida por proto-pensamentos irregulares e muito dispersos. Segmentos e farrapos de ideias que quase que se formam e que nesse limite, prontamente se diluem na salada que todos temos dentro, nuns algures de profundeza vari&amp;aacute;vel de indiv&amp;iacute;duo para indiv&amp;iacute;duo.&lt;br&gt; Desde o permitir a obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pequenas satisfa&amp;ccedil;&amp;otilde;es explicando Apar&amp;ecirc;ncia inexplic&amp;aacute;vel, ao fundamentar proto-decis&amp;otilde;es, os destinos dos Portugueses foram astralmente sancionados em Barcelos, como se o tivessem sido em Vilar de Perdizes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Desde aquela salada do &amp;quot;Bairro Alto Astral&amp;quot; que esta perspectiva se revela preocupante. Ora &amp;quot;Bairro Alto Astral&amp;quot; soa a ant&amp;oacute;nimo de &amp;quot;Profundeza de T&amp;uacute;nel Demon&amp;iacute;aco&amp;quot;, dualidade duvidosa de equil&amp;iacute;brio sombrio, ao que acrescentando &amp;quot;Nossa Senhora de F&amp;aacute;tima, chegue para l&amp;aacute; o Prestige e mande-o para o Hades de Espanha&amp;quot;, ainda coloca qualquer percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o racional e sistematizada ainda mais terrificada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Primeiro Ministro conseguiu legitimar-se numa extraordin&amp;aacute;ria sess&amp;atilde;o esp&amp;iacute;rita em que esconjurou aqueles indiv&amp;iacute;duos que durante o meu crescimento faziam pol&amp;iacute;tica, embora n&amp;atilde;o concordando, traziam subst&amp;acirc;ncia e racionalidade ao debate, como se de malignos e in&amp;iacute;quos seres extra-f&amp;iacute;sicos se tratassem. Se as palavras deste evocassem efectivamente a alma do malgorado S&amp;aacute;-Carneiro, provavelmente S (Santana Lopes) estaria a construir a sua casa de poder sobre um cemit&amp;eacute;rio &amp;iacute;ndio, tal e qual &lt;i&gt;Poltergeist&lt;/i&gt;. Esta &amp;eacute; uma daquelas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que quase d&amp;aacute; pena que n&amp;atilde;o funcione como alguns dizem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O facto &amp;eacute; que ao pedir aos portugueses, mais uma vez, um Alto Astral, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; demonstra que temos um ser absolutamente demod&amp;eacute; e pretensioso de que est&amp;aacute; na &amp;quot;crista da onda&amp;quot;, mas tamb&amp;eacute;m escarnece ignobilmente dos afectos da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o desgastada de repetidos erros e faltas de respeito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O &amp;quot;Alto Astral&amp;quot; que S pede aos Portugueses, &amp;eacute; mais revistas cor-de-rosa. &amp;Eacute; pedir-lhes que sem embrenhem mais em Currais de Celebridades &amp;amp; Proto-Celebridades-Arranjadas no escrit&amp;oacute;rio do Tom&amp;aacute;s.&lt;br&gt; Este &amp;quot;Alto Astral&amp;quot;, pede que os Portugueses se fiem na Virgem.&lt;br&gt; Pede ainda que caso prefiram, consultem os servi&amp;ccedil;os da fada Maya.&lt;br&gt; Pede ainda a outro sector significativo, que fa&amp;ccedil;am viagens at&amp;eacute; aos Himalaias, resourts nas Cara&amp;iacute;bas ou uma qualquer capital europeia, para se afastarem desta pocilga de gente que vive na dualidade entre o voto e o dinheiro do contribuinte. &lt;br&gt;Alto Astral &amp;agrave; la carte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mais do que misticismo, esoterismo-&amp;agrave;-Kapital ou f&amp;eacute;, atiram-nos com uma aut&amp;ecirc;ntica Salada para os olhos.&lt;br&gt; O pior &amp;eacute; que n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma Salada C&amp;oacute;smica, onde eventualmente se misturaria um pouco de tudo, de Zen, Budismo, Judaico-Cristianismo, animismo afro-brasileiro, lendas c&amp;eacute;lticas, etc..&lt;br&gt; &amp;Eacute; uma Salada de imund&amp;iacute;cies que tresanda em todos os seus &lt;i&gt;flavours&lt;/i&gt;.&lt;br&gt; Uma salada de narcisismos.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110060787313794372?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110060787313794372/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110060787313794372&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060787313794372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060787313794372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/astrais.html' title='Astrais'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110060776679290726</id><published>2004-11-16T13:20:00.000Z</published><updated>2004-11-16T12:22:46.793Z</updated><title type='text'>24-D</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Fa&amp;ccedil;o aqui um extracto da ideia de 24-D, pois julgo-o pertinente, neste momento. &lt;p&gt;Origem.&lt;br&gt; 24-D foram 24 votos que faltaram, de pessoas que poderiam ter participado, mas que escolheram n&amp;atilde;o o fazer. Com a premissa do &amp;quot;Eles nunca fazem nada&amp;quot;, &amp;quot;s&amp;atilde;o todos os mesmos&amp;quot; e afinidades, demitiram-se da decis&amp;atilde;o, da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas n&amp;atilde;o da sua responsabilidade. S&amp;atilde;o, de facto, respons&amp;aacute;veis. &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004_10_01_diasporapolitica_archive.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt; est&amp;atilde;o mais detalhes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Caracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; 24-D, hoje t&amp;ecirc;m algo entre os 20 e os 35 anos.&lt;br&gt; 24-D s&amp;atilde;o a base mais jovem do segmento populacional melhor formado, preparado e com maior margem de progress&amp;atilde;o nos seus objectivos.&lt;br&gt; 24-D t&amp;ecirc;m, em m&amp;eacute;dia, estudos acima do Secund&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(Des)Magnetiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; 24-D s&amp;atilde;o os &amp;quot;24-simb&amp;oacute;licos&amp;quot; que n&amp;atilde;o votaram daquela vez.&lt;br&gt; 24-D t&amp;ecirc;m, quando muito, um cart&amp;atilde;o de uma jota partid&amp;aacute;ria, bafiento, no tempo daquele(s) amigo(s) do(s) carro ou da mota.&lt;br&gt; 24-D Nunca discutiram ou questionaram os modelos pedag&amp;oacute;gicos na faculdade.&lt;br&gt; 24-D Resignaram-se com decis&amp;otilde;es notoriamente de Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; 24-D Foram para o Algarve no no dia do referendo &amp;agrave; Lei do Aborto. Mas se necessitarem, recorrem a uma cl&amp;iacute;nica clandestina.&lt;br&gt; 24-D Nunca reflectiram sobre regionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; 24-D Acham &amp;quot;engra&amp;ccedil;adinho&amp;quot; o Saudita da Madeira, resignam-se e pagam-lhe as brincadeiras com alguns impostos aos quais n&amp;atilde;o conseguem fugir.&lt;br&gt; 24-D N&amp;atilde;o participam em actos de afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica, isso &amp;eacute; para os &amp;quot;comunas&amp;quot;.&lt;br&gt; 24-D T&amp;atilde;o pouco participam em estruturas pol&amp;iacute;ticas, &amp;quot;isso &amp;eacute; para os que n&amp;atilde;o querem fazer nada&amp;quot;.&lt;br&gt; 24-D Est&amp;atilde;o-se nas tintas para a justi&amp;ccedil;a, at&amp;eacute; d&amp;aacute; jeito o atraso dos tribunais para n&amp;atilde;o terem que pagar as multas de tr&amp;acirc;nsito.&lt;br&gt; 24-D Escandalizam-se mais com Carlos Cruz, do que com a Madeira, Jardim de bel&amp;eacute;m, Monsanto, Intendente, Martim Moniz, Parque Eduardo VII, Cais do Sodr&amp;eacute;, p&amp;aacute;ginas de classificados do Correio da Manh&amp;atilde;, Mea Culpa, afins e enfins.&lt;br&gt; 24-D J&amp;aacute; foram a Londres, Paris, Barcelona e outras cidades, mas nunca pensaram que a sua cidade poderia ter a mesma auto-estima, muito menos participar neste sentido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Polariza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; 24-D S&amp;atilde;o os maiores respons&amp;aacute;veis pelo decr&amp;eacute;scimo de qualidade da Pol&amp;iacute;tica portuguesa.&lt;br&gt; 24-D E o seu alheamento permite a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Apar&amp;ecirc;ncias &amp;agrave;s defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es de decis&amp;otilde;es e suas execu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em suma,&lt;br&gt; 24-D S&amp;atilde;o os maiores respons&amp;aacute;veis pela sucess&amp;atilde;o e repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de erros estrat&amp;eacute;gicos aparentemente tomados pelos titulares dos cargos correspondentes: 24-D, permitem-no.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110060776679290726?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110060776679290726/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110060776679290726&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060776679290726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060776679290726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/24-d.html' title='24-D'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110060747497928720</id><published>2004-11-16T13:09:00.000Z</published><updated>2004-11-16T12:17:54.980Z</updated><title type='text'>Os Túneis do Sexo (II)</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Impot&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; Impot&amp;ecirc;ncia do interior de seres que conjuram e tramam urdiduras de Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; Impot&amp;ecirc;ncia em se apresentar consist&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; Impot&amp;ecirc;ncia em se SER consist&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.psd.pt/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.partido-popular.pt/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.ps.pt/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.bloco.org/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Impot&amp;ecirc;ncia em se ser flex&amp;iacute;vel.&lt;br&gt; &lt;a href="http://pcp.pt/index2.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Impot&amp;ecirc;ncias dos esp&amp;iacute;ritos, compensadas pela Gra&amp;ccedil;a de Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; Por Apar&amp;ecirc;ncia, Lisboa &amp;eacute; como uma vi&amp;uacute;va de guerra, de casa pilhada.&lt;br&gt; Violada.&lt;br&gt; At&amp;eacute; &amp;agrave; cave.&lt;br&gt; Gigantescos t&amp;uacute;neis existem na mente dos Lisboetas. Simplesmente para receberem os gigantescos falos com que os narcisos compensam as suas impot&amp;ecirc;ncias.&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.psd.pt/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, porque Apar&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; o fim.&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.partido-popular.pt/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, porque Apar&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; o meio.&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.ps.pt/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, porque meios e fins confundem-se.&lt;br&gt; &lt;a href="http://www.bloco.org/" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, porque &amp;eacute; Apar&amp;ecirc;ncia de ant&amp;iacute;tese.&lt;br&gt; &lt;a href="http://pcp.pt/index2.html" target="_blank"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, porque &amp;eacute; ant&amp;iacute;tese de Apar&amp;ecirc;ncia. &lt;p&gt;E os Lisboetas recebem os falos repetidamente.&lt;br&gt; Estes entram em Lisboa pelos T&amp;uacute;neis do Sexo que os narcisos abrem ou deixam que se abra.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o T&amp;uacute;neis que convergem todos numa direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;br&gt; 24-D.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110060747497928720?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110060747497928720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110060747497928720&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060747497928720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060747497928720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/os-tneis-do-sexo-ii.html' title='Os T&amp;uacute;neis do Sexo (II)'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-110060693920348561</id><published>2004-11-16T13:05:00.000Z</published><updated>2004-11-16T12:56:10.166Z</updated><title type='text'>Beirute</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o, nunca fui a Beirute. &lt;p&gt;Soube da exist&amp;ecirc;ncia do L&amp;iacute;bano ainda em Paris. Virava-se a d&amp;eacute;cada do sete para o oito, e na confus&amp;atilde;o de senegaleses, turcos, tunisinos, iranianos, argelinos, franceses, portugueses, italianos, chineses, japoneses, irlandeses, ingleses, suecos, holandeses e alem&amp;atilde;es, de cada qual tenho a Mem&amp;oacute;ria do nome, conheci duas Libanesas cujo nome n&amp;atilde;o me recordo. Foi a minha primeira associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao L&amp;iacute;bano, petrificada na minha mem&amp;oacute;ria pelo carinho que aquelas duas irradiavam sobre o ser pequeno de seis anos rec&amp;eacute;m-completos.&lt;br&gt; Sorrisos daqueles, vemos poucos ao longo dos anos, pelo que marcam.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Durante o Mundial-82, em Espanha, entre o Naranjito e o Zico, mais tarde a torcer pelo Platini contra os Italianos, vejo um telejornal.&lt;br&gt; Beirute.&lt;br&gt; Avi&amp;otilde;es Israelitas deitam bolas de fogo, parecem foguetes l&amp;aacute; no alto. De imediato as imagens mudam para filas de crian&amp;ccedil;as da minha idade a chorar, pr&amp;eacute;dios a derrocar, paredes a tombar e aquelas crian&amp;ccedil;as e as suas m&amp;atilde;es, sempre a chorar.&lt;br&gt; Nunca me esqueci de Beirute.&lt;br&gt; Desde aquele telejornal, os Israelitas bombardeiam aqueles sorrisos memor&amp;aacute;veis que guardei at&amp;eacute; hoje de Paris.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje, mesmo depois de ter lido &lt;a href="http://www.zmag.org/chomsky/talks/9103-media-control.html" target="_blank"&gt;&amp;quot;Media Control - The Spectacular Achievments of Propaganda&amp;quot;&lt;/a&gt; ainda n&amp;atilde;o me conformo quando afinal o que eu vi foram crian&amp;ccedil;as a chorar com os bombardeamentos, e Israel na eterna vitamiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que explora imoralmente at&amp;eacute; &amp;agrave; medula, heran&amp;ccedil;a de fornos enormes e chuveiros que n&amp;atilde;o deitavam &amp;aacute;gua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dizia o outro, que antes de se ser Crist&amp;atilde;o, &amp;eacute;-se Judeu. O Velho testamento &amp;eacute; o mesmo. O Novo &amp;eacute; um acrescento, com a consequente amplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do espectro de interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mois&amp;eacute;s, &amp;eacute; t&amp;atilde;o Judeu como Crist&amp;atilde;o, &amp;eacute; t&amp;atilde;o deles como meu, que aqui nascido nesta teia cultural, n&amp;atilde;o fui &amp;agrave; Pia. Por alguma raz&amp;atilde;o se fala em Judaico-Cristianismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda hoje, aqueles avi&amp;otilde;es Israelitas bombardeia-me aqueles sorrisos.&lt;br&gt; Sabra e Chatila ficavam no L&amp;iacute;bano. Os que l&amp;aacute; morreram n&amp;atilde;o eram de l&amp;aacute;.&lt;br&gt; Arafat andava em Beirute. Mas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o era de l&amp;aacute;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Povo Judeu, fala na sua Di&amp;aacute;spora milenar. N&amp;oacute;s os Portugueses, muito devemos a essa mesma Di&amp;aacute;spora, embora a tendo maltratado, esta diluiu-se em n&amp;oacute;s e de alguma forma contribui para o que somos, para bem e para mal. Tendo em conta toda a burguesia Judaica, Espinosas e afins, considero hoje os Judeus como um povo em quase tudo europeu.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Mas hoje, em Di&amp;aacute;spora, est&amp;atilde;o os Palestinos expulsos das suas terras ap&amp;oacute;s a chegada &amp;quot;daqueles europeus&amp;quot; depois daquela guerra que eles l&amp;aacute; fizeram.&lt;br&gt; Hoje em Di&amp;aacute;spora est&amp;atilde;o os Libaneses, de Libreville a Lisboa, de Paris a Los Angeles. Por causa daqueles &amp;quot;europeus&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Israel de hoje em dia, &amp;eacute; muito distante da gl&amp;oacute;ria de David ou da justi&amp;ccedil;a de Salom&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Assemelha-se mais &amp;agrave; corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Her&amp;oacute;des, e &amp;agrave; cat&amp;aacute;strofe da Lib&amp;eacute;ria. O dinheiro artificialmente l&amp;aacute; injectado e a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de justi&amp;ccedil;a faz com que todos os restantes sejam Os Outros na sua casa.&lt;br&gt; Os Europeus, a mal ou a bem, esses, conseguiram destruir um Muro. E v&amp;atilde;o destruindo mais Muros entre eles.&lt;br&gt; Aqueles &amp;quot;europeus&amp;quot;, v&amp;atilde;o construindo a m&amp;atilde;e de todos os Muros, as pris&amp;otilde;es de todas as pris&amp;otilde;es.&lt;br&gt; &lt;i&gt;La vitimization oblige!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em Beirute aqueles avi&amp;otilde;es bombardearam aqueles sorrisos de que nunca me esquecerei.&lt;br&gt; Em Beirute, aquele M&amp;aacute;rio passou o Cerco, o Muro.&lt;br&gt; Em Beirute, o mundo conheceu Arafat.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fica bem!&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-110060693920348561?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/110060693920348561/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=110060693920348561&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060693920348561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/110060693920348561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/beirute.html' title='Beirute'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109996077708200143</id><published>2004-11-09T01:36:00.000Z</published><updated>2004-11-09T00:43:00.386Z</updated><title type='text'>"Os Outros" / "The Others"</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Ou, As Americanas(II).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; o apelo sem d&amp;oacute; dos Americanos &amp;agrave;s Americanas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As Americanas s&amp;atilde;o tramadas: S&amp;oacute; aceitam Americanos.&lt;br&gt; As Americanas regozijam-se quando s&amp;atilde;o participadas.&lt;br&gt; As Americanas adoram ser agitadas.&lt;br&gt; As Americanas ainda gostam mais de agitar.&lt;br&gt; As Americanas adoram ser maravilhosas.&lt;br&gt; As Americanas adoram ser populares.&lt;br&gt; As Americanas s&amp;atilde;o &lt;i&gt;cheer leaders&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As Americanas, s&amp;atilde;o elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; As Elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es Americanas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&amp;oacute;s, os restantes, vivemos na casa alheia.&lt;br&gt; Casa do casal Americanos e Americanas.&lt;br&gt; Sobranceira a prados verdes, com uma propriedade em redor, a casa em estilo Vitoriano tem a da serventia acoplada. E as dos rendeiros.&lt;br&gt; Mas curiosamente, o burburinho desta casa &amp;eacute; feito por poucos.&lt;br&gt; Pelas Americanas e Pelos Americanos.&lt;br&gt; Pela criadagem.&lt;br&gt; E poucos mais.&lt;br&gt; Que estranho que cortinas aparecem abertas quando estavam fechadas.&lt;br&gt; Que m&amp;oacute;veis surjam deslocados de onde foram irrepreensivelmente arrumados.&lt;br&gt; Que esp&amp;eacute;cie de &lt;i&gt;Poltergeist&lt;/i&gt;, este, que se forma nesta propriedade!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&amp;oacute;s, ai de n&amp;oacute;s, uns tais de 80% fantasmag&amp;oacute;ricos que apenas pairam como fogo f&amp;aacute;tuo sobre As Americanas, as tais Elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&lt;br&gt; Somos meramente &lt;br&gt; &lt;strong&gt;Os Outros&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109996077708200143?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109996077708200143/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109996077708200143&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109996077708200143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109996077708200143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/os-outros-others.html' title='&quot;Os Outros&quot; / &quot;The Others&quot;'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109995958458835133</id><published>2004-11-09T01:17:00.000Z</published><updated>2004-11-09T00:20:55.600Z</updated><title type='text'>As Americanas.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Sinto e penso-me mesmo com falta de imagina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e originalidade para falar, comentar, opinar ou arranjar uma posta que seja, de pescada ou de bacalhau, para me referir &amp;agrave;s Americanas. &lt;p&gt;As Americanas deram tes&amp;atilde;o ao mundo inteiro.&lt;br&gt; Provocaram intumesc&amp;ecirc;ncias, nos cinco continentes.&lt;br&gt; Nas televis&amp;otilde;es, as &lt;i&gt;hardons&lt;/i&gt; viris brilhavam.&lt;br&gt; As femininas p&amp;aacute;lpebras &amp;iacute;ntimas, aquosamente humoradas, pulsavam.&lt;br&gt; Cada sondagem, arrastava comentadores e comentadoras numa euforia sem paralelo desde os Beatles.&lt;br&gt; O &lt;i&gt;gang bang&lt;/i&gt; reprimido atravessou o Atl&amp;acirc;ntico, o Pac&amp;iacute;fico, a fronteira com o M&amp;eacute;xico e desdobrou-se em m&amp;uacute;ltiplas ondas pelo mundo inteiro.&lt;br&gt; Tantas quantas &lt;i&gt;hardons&lt;/i&gt;.&lt;br&gt; Tantas quantas femininas p&amp;aacute;lpebras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quase todo o mundo tentou mendigar discreta e libidinosamente &amp;agrave;s Americanas que apareceram pela TV, pelos jornais, pelas r&amp;aacute;dios, pela Internet em jeito de omnipresen&amp;ccedil;a e omnival&amp;ecirc;ncia:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Deixas-me introduzir o meu voto na ranhura da tua urna?&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109995958458835133?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109995958458835133/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109995958458835133&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109995958458835133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109995958458835133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/as-americanas.html' title='As Americanas.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109994036193279160</id><published>2004-11-08T18:56:00.000Z</published><updated>2004-11-08T19:33:59.106Z</updated><title type='text'>A Memória.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Tinha um ano e poucos picos.&lt;br&gt; Subia a encosta da antiga arriba da linha do Estoril.&lt;br&gt; N&amp;atilde;o me apetecia andar. &lt;br&gt; Subir naquele esfor&amp;ccedil;o desde a Esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Monte Estoril at&amp;eacute; ao local atr&amp;aacute;s de uma cortina sombria onde me dizem ter vivido, era um supl&amp;iacute;cio.&lt;br&gt; Era uma Di&amp;aacute;spora de um ser de colo.&lt;br&gt; Fiz birra.&lt;br&gt; Segurava um Corneto de Morango.&lt;br&gt; Parti o cone empastelado de derretimento na m&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Fiz Pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mais birra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Viro-me para tr&amp;aacute;s, fito o sol poente sobre a enorme boca do mar que mais tarde vim a conhecer como Barra do Tejo Ou Mais Al&amp;eacute;m.&lt;br&gt; Vejo um barco enorme: Petroleiro? Cargueiro? N&amp;atilde;o interessa, mas era muito, muito cor de laranja.&lt;br&gt; Era o mesmo barco,&lt;br&gt; o tal que pouco meses mais tarde chamaria de Co'b'ianja Ba'co.&lt;br&gt; Era o mesmo barco,&lt;br&gt; Indubitavelmente.&lt;br&gt; Era o mesmo barco,&lt;br&gt; que durante anos eu procurava pela janela da Linha.&lt;br&gt; Era o mesmo barco,&lt;br&gt; que de tempos a tempos reencontrava quando ia pela m&amp;atilde;o de uma origem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi aquele barco que me fixou o acre seco do Sal do Guincho, do Sal da Gal&amp;eacute;, as cintil&amp;acirc;ncias daqueles sonhos no &lt;a href="http://www.wim-wenders.com/movies/movies_spec/untiltheendoftheworld/untiltheendoftheworld.htm" target="_blank"&gt;Deserto Australiano&lt;/a&gt;, aqueles brilhos doirados do Sol nas pequenas ondas no Tejo, e nas ondas das dunas do mar de areia de Dune. Aut&amp;ecirc;ntico sil&amp;iacute;cio liquefeito. &lt;br&gt; Cada um daqueles pequenos brilhos pr&amp;oacute;prios do mar calmo de fim de tarde de ver&amp;atilde;o, cuja exist&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; t&amp;atilde;o breve como absorta, &amp;eacute; uma part&amp;iacute;cula naquele fulgor plano do formigueiro do peito com que o orgasmo dificilmente compete.&lt;br&gt; Aqueles tra&amp;ccedil;os aloirados de fim de tarde que descem como estrelas cadentes sobre a individualidade da mais pequena crista da menor das ondas, s&amp;oacute; t&amp;ecirc;m p&amp;aacute;reo com os que descem sobre um rosto de afecto.&lt;br&gt; Sobre um rosto levemente acobreado.&lt;br&gt; Aquele Sol alaranjado, aquele Co'b'ianja Ba'co, polarizam-me as pulsa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e tornam-me ofegante, n&amp;atilde;o por falta de ar mas por dispensar o peso da respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e pela dispers&amp;atilde;o naquele manto de ondas.&lt;br&gt; Aquele Co'b'ianja Ba'co sempre cortou a respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aquele Sol alaranjado sempre aplacou qualquer consterna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e eu sempre peneirei a minha vida naquela rede cintilante sobre o mar da fim de tarde de ver&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Sempre me revi naquele rosto desenhado, acobreado e doirado de textura de mar, sempre lhe pungi a minha resplandec&amp;ecirc;ncia de Verdade, sempre lhe dilu&amp;iacute; Apar&amp;ecirc;ncia, naquele &lt;br&gt; Co'b'ianja Ba'co Sob o Sol Alaranjado, Ao Fim Da tarde de Ver&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; aquele mundo que nunca deixou de existir na minha Verdade, pois estou sempre na Barra do Tejo Ou Mais Al&amp;eacute;m.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Era o mesmo barco, aquele que sempre me transportou.&lt;br&gt; Nas subidas a p&amp;eacute; por encostas de arribas, entre a vida, essa, e as mar&amp;eacute;s.&lt;br&gt; Entre a estreita faixa de areia e l&amp;aacute;, o alto, onde as coisas, dizem, acontecem.&lt;br&gt; Entre a Barra do Tejo Ou Mais Al&amp;eacute;m e l&amp;aacute; o alto do Monte Estoril atr&amp;aacute;s da cortina sombria da Mem&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Mem&amp;oacute;ria tem este valor, este fulgor, este alcance e esta Verdade.&lt;br&gt; Centra-se na vontade, na birra.&lt;br&gt; Na Di&amp;aacute;spora, na Pol&amp;iacute;tica, o afecto &amp;eacute; Origens...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; este mesmo, o barco!&lt;br&gt; Este em que me transporto &lt;br&gt; na Di&amp;aacute;spora, na Pol&amp;iacute;tica, em que a Mem&amp;oacute;ria existe.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109994036193279160?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109994036193279160/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109994036193279160&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109994036193279160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109994036193279160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/memria.html' title='A Mem&amp;oacute;ria.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109984263902997749</id><published>2004-11-07T15:47:00.000Z</published><updated>2004-11-09T00:51:12.726Z</updated><title type='text'>Eu Estive lá.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Sim, de facto, de alguma forma, Eu Estive L&amp;aacute;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estive l&amp;aacute;, na minha origem escondida e clandestina.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando a minha exist&amp;ecirc;ncia se processava e a R&amp;aacute;dio libertava.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, no meu nascimento e no que ent&amp;atilde;o se passava.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando se ocupava e se colectivizava.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, naqueles bra&amp;ccedil;os de soldado, no alto do muro, na capa do di&amp;aacute;rio.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, naquela primeira carta do Estado Maior General das For&amp;ccedil;as Armadas deitada ao lixo sem ser aberta. &lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, na primeira objec&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consci&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, na primeira macrobi&amp;oacute;tica.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, fora do pa&amp;iacute;s &amp;agrave; procura de mais e melhor.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, no squat em Paris.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, nos restos do Maio de 68.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, na aldeia do interior, sem luz nem &amp;aacute;gua.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, naquelas grandes cheias.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, a espreitar pelas cercas o lado Leste da Divis&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, onde o submarino sovi&amp;eacute;tico encalhou, &lt;a href="http://www.globalsecurity.org/military/world/russia/613.htm" target="_blank"&gt;Whiskey on the Rocks&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando se discutiam localiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e quantidades de m&amp;iacute;sseis nucleares.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, no Mar do Norte de Outono no meio das vagas gigantescas.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando se atravessou a fronteira e se notou que entr&amp;aacute;mos para a CEE.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando o medo dos m&amp;iacute;sseis me trespassava na Europa Central.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando imaginava que Mad Max era um cen&amp;aacute;rio de futuro bem real.&lt;br&gt; Estive l&amp;aacute;, quando Chernobyl vai &amp;agrave; vida e o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o aterroriza-se com a radi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sofre pelos meus.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afinal, estive sempre l&amp;aacute;, de uma forma ou de outra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E tu, s&amp;oacute; agora vais? &lt;br&gt; Onde &amp;eacute; que pensas que vais?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Afinal, sempre fui &lt;a href="http://frenchfilms.topcities.com/index3.html#http://frenchfilms.topcities.com/nf_Jonas_qui_aura_25_ans_en_2000_rev.html" target="_blank"&gt;Jonas e Tive 25 Anos no Ano 2000&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para que fique claro,&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu Estive L&amp;aacute;.&lt;br&gt; E tu, onde estavas? &lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109984263902997749?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109984263902997749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109984263902997749&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109984263902997749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109984263902997749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/eu-estive-l.html' title='Eu Estive l&amp;aacute;.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109977081570765351</id><published>2004-11-06T19:50:00.000Z</published><updated>2004-11-06T20:22:30.130Z</updated><title type='text'>Educassão é uma palavra.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; muitos anos atr&amp;aacute;s, pediram-me que fizesse um texto sobre a pol&amp;iacute;tica educativa (recuso-me a usar mai&amp;uacute;sculas neste contexto) de ent&amp;atilde;o, com o fim de resultar numa contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma determinada publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesses idos algures em 1993/1994, ainda n&amp;atilde;o havia Internet, SMS e e-mail. O uso dos computadores como meios de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o estava ent&amp;atilde;o reservado a ambientes ou profissional&amp;iacute;ssimos, ou restritiv&amp;iacute;ssimos de umas quaisquer salas de inform&amp;aacute;tica nas estruturas mais apetrechadas. Assim, leitura era efectuada de forma quase exclusivamente f&amp;iacute;sica, e a escrita, era o frenesim dos dedos e a tens&amp;atilde;o da m&amp;atilde;o por vezes em aut&amp;ecirc;nticas maratonas de Step-estenogr&amp;aacute;fico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O texto que mui orgulhosamente produzi, iniciava-se, se a mem&amp;oacute;ria est&amp;aacute; correcta, com a frase:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;quot;O Estado da Educass&amp;atilde;o em Portugal&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Recordo-me ainda que pelo corpo daquele texto, introduzi circunstancialidades ortogr&amp;aacute;ficas afins noutros termos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eram tempos de muita vontade de afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, frequentemente at&amp;eacute; em demasia para este corpo, pr&amp;oacute;prios para o quociente idade/circunst&amp;acirc;ncia, e - quero confessar - julgava que poderia ganhar um Pulitzer ajudado pela Gra&amp;ccedil;a de Apar&amp;ecirc;ncia. A&amp;iacute; iniciaria a rampa ascendente de actividade pol&amp;iacute;tica, que me permitira a prazo mais ou menos m&amp;eacute;dio, mudar o mundo para melhor - claro segundo a minha ideia. Tinha ent&amp;atilde;o feito todo o filme do resto da minha vida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma vez terminado, o texto, foi submetido &amp;agrave; aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o discreta de duas pessoas de confian&amp;ccedil;a.&lt;br&gt; Eu n&amp;atilde;o desejava entregar o dito a quem prometido, sem primeiro obter a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ambos teriam com a sua leitura.&lt;br&gt; O atraso verificou-se. Na obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ditos feedbacks. &lt;br&gt; O assunto morria assim que eu o chamava.&lt;br&gt; O assunto acabou por morrer definitivamente.&lt;br&gt; A contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o &amp;acirc;mbito para a referida publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ca&amp;iacute;ram.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tempos depois, talvez um par de meses, V. confessa-me discretamente que D. andava preocupad@ com a minha escrita e com o meu n&amp;iacute;vel cultural. Que tinha encontrado &amp;quot;(..) erros ortogr&amp;aacute;ficos inacredit&amp;aacute;veis (..)&amp;quot; num texto &amp;quot;qualquer&amp;quot; meu que tinha &amp;quot;achado&amp;quot;.&lt;br&gt; Foi o momento em que a l&amp;acirc;mina penetrou sem anestesia no meu almejado Pulitzer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apar&amp;ecirc;ncia tinha-se dignado a bafejar-me com a Sua Gra&amp;ccedil;a de tal forma, que Verdade brincou comigo. &lt;br&gt; O meu Pulitzer ali, assim... t&amp;atilde;o perto e t&amp;atilde;o longe. Mas afinal, funcional...&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje magoa-me n&amp;atilde;o ter esse texto comigo.&lt;br&gt; Esse, e muitos perdidos pelas dispers&amp;otilde;es desagregantes em que a minha Di&amp;aacute;spora foi nascendo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mesmo sem Internet, SMS, e-mail e afins, Educass&amp;atilde;o afinal era ent&amp;atilde;o j&amp;aacute; uma palavra!&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109977081570765351?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109977081570765351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109977081570765351&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109977081570765351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109977081570765351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/educass-uma-palavra.html' title='Educass&amp;atilde;o &amp;eacute; uma palavra.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109977047464420109</id><published>2004-11-06T19:44:00.000Z</published><updated>2004-11-06T19:47:54.643Z</updated><title type='text'>*</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;/*&lt;br&gt; A utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute; erro sint&amp;aacute;ctico, Apar&amp;ecirc;ncia surge aqui como um Objecto manipul&amp;aacute;vel pela raz&amp;atilde;o e pelo afecto. &lt;br&gt; Tal como se falasse de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por c&amp;aacute;, talvez utilizasse o termo Educass&amp;atilde;o. &lt;br&gt; Ou talvez utiliza-se o termo Educass&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Ou tvz utse o term Educass&amp;atilde;o.&lt;br&gt; E n&amp;atilde;o seriam erros ortogr&amp;aacute;ficos. &lt;br&gt; N&amp;atilde;o, meus senhores. &lt;br&gt; Um Objecto interpret&amp;aacute;vel nunca se pode, honestamente, dissociar do seu &amp;acirc;mbito. &lt;br&gt; Sugest&amp;atilde;o contr&amp;aacute;ria, &amp;eacute; fraude at&amp;eacute; mais ver. &lt;br&gt; Dogma. &lt;br&gt; */&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109977047464420109?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109977047464420109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109977047464420109&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109977047464420109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109977047464420109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/blog-post.html' title='*'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109977021494018676</id><published>2004-11-06T19:40:00.000Z</published><updated>2004-11-06T19:43:34.940Z</updated><title type='text'>Aparências II</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Coisas que me v&amp;ecirc;m &amp;agrave; mente.&lt;br&gt; Frequentemente encontro-me a perder tempo. Fito um qualquer horizonte para al&amp;eacute;m dos limites da visibilidade que o sens&amp;iacute;vel me apresenta, e tento perceber tudo o que n&amp;atilde;o compreendo. &lt;br&gt; Tudo o que esteja para al&amp;eacute;m de Apar&amp;ecirc;ncias. &lt;p&gt;Num Metro de faces an&amp;oacute;nimas, pungente em olhares desbocados de rostos de Apar&amp;ecirc;ncia, interrogo-me sempre: &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ser&amp;aacute; natural a inexpressividade de Apar&amp;ecirc;ncia, ou ser&amp;aacute; natural a expressividade de Apar&amp;ecirc;ncia?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tomando o lugar desse qualquer horizonte que nem sei caracterizar, em &lt;em&gt;Fade-In&lt;/em&gt; &amp;agrave; Sam Mendes (brilhante!) surge-me a imagem de uma qualquer que um dia dava pitecadas com o indicador impulsionado pela for&amp;ccedil;a efectuada para provocar a ced&amp;ecirc;ncia do seu polegar, nos seus Incisivos Superiores e se gabava, com 27 anos, da capa de cer&amp;acirc;mica, ou de um comp&amp;oacute;sito qualquer perlado, um desses materiais dos dentistas - sei l&amp;aacute; - que revestia a sua Verdade dent&amp;iacute;frica. Num corte de cena abrupto, os meus olhos focam-se numa desconhecida, l&amp;aacute; ao fundo, com uma ligeira massa de carne n&amp;atilde;o identific&amp;aacute;vel na sua p&amp;aacute;lpebra superior do seu olho esquerdo. Novo corte abrupto. Perdi muito cabelo desde a minha adolesc&amp;ecirc;ncia, que acontecia ainda h&amp;aacute; cinco minutos. Cada pitecada daquelas, era um cabelo que me sentia arrancado, roubado. Cada um como um gongo hindu, sob o som do Mantra que se encaminha para a minha decad&amp;ecirc;ncia de Apar&amp;ecirc;ncia. Imediatamente preocupo-me com o posicionamento da minha postura. Quero que Apar&amp;ecirc;ncia seja t&amp;atilde;o expressiva como inexpressiva. &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=11:ri0xlfhe5cqu" target="_blank"&gt;Sonic Youth&lt;/a&gt; ecoam-me nos meus ouvidos e provocam-me um &lt;em&gt;Fade-Out&lt;/em&gt;, tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; Sam Mendes, e fixo olhar num horizonte bem mais tang&amp;iacute;vel e caracteriz&amp;aacute;vel:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O dos carris cintilantes num esplendor mecanicista, da via de sentido contr&amp;aacute;rio do Metro.&lt;br&gt; Brilham, cintilam sempre de forma desigual, sempre em in&amp;uacute;meras rectas de intensidade nunca igual, mas sempre paralelas.&lt;br&gt; Os &lt;a href="http://wvs.topleftpixel.com/photos/subway_speed_2.jpg" target="_blank"&gt;carris&lt;/a&gt;, esses, sim, conhecem muito bem Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas afinal o que t&amp;ecirc;m estas Di&amp;aacute;sporas da mente e dos afectos, de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com Pol&amp;iacute;tica?&lt;br&gt; Tudo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Banalizada a Apar&amp;ecirc;ncia de assunto de deste Blog, a sua Verdade come&amp;ccedil;a - at&amp;eacute; para mim! - a tomar alguma forma de concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; &amp;quot;Reposit&amp;oacute;rios de ideias&amp;quot; sob a forma de p&amp;aacute;ginas online com a Pol&amp;iacute;tica como tema central &amp;eacute; o que n&amp;atilde;o falta.&lt;br&gt; Da esquerda &amp;agrave; direita, do alheamento ao activismo ou milit&amp;acirc;ncia, de &amp;quot;Meu Querido Di&amp;aacute;rio&amp;quot; a ensaios prosaico-po&amp;eacute;ticos, de irrealismos a concretiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, de di&amp;aacute;rios de viagens a esgalhan&amp;ccedil;os de pessegueiro t&amp;eacute;cnicos... Haver&amp;aacute; de tudo, pelo que Tudo &amp;eacute; banal.&lt;br&gt; Nunca houve neste Blog, presun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Originalidade, Verdade Universal &amp;amp; Absoluta ou Fen&amp;oacute;meno de Massas que abram telejornais ou leadings de not&amp;iacute;cias por uma qualquer opini&amp;atilde;o neste expressa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Pol&amp;iacute;tica que se faz neste Blog, &amp;eacute; uma emana&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Apar&amp;ecirc;ncia sob a forma de umas quaisquer Di&amp;aacute;sporas em que a mente se vai perdendo.&lt;br&gt; Ou se reencontrando.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o coisas que v&amp;ecirc;m &amp;agrave; mente.&lt;br&gt; Se estas coisas assumem forma de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acabam sempre por ser Pol&amp;iacute;ticas, portanto...&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109977021494018676?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109977021494018676/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109977021494018676&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109977021494018676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109977021494018676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/11/aparncias-ii.html' title='Apar&amp;ecirc;ncias II'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109924594505599925</id><published>2004-10-31T17:57:00.000Z</published><updated>2004-10-31T18:05:45.056Z</updated><title type='text'>Aparências</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="justify" class="style4"&gt;&lt;p&gt;Apar&amp;ecirc;ncia: do Lat.&amp;nbsp;apparentia /s. f., aspecto; forma; figura; exterioridade; probabilidade; verosimilhan&amp;ccedil;a; sinal; vest&amp;iacute;gio; sintoma; ilus&amp;atilde;o; quimera; disfarce.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aspecto.&lt;br&gt; Quando observamos algo ou algu&amp;eacute;m, temos imediatamente aquela micro-ideia cr&amp;iacute;tica: &amp;quot;tem ou n&amp;atilde;o bom aspecto?&amp;quot;. A amplitude deste &amp;acirc;mbito &amp;eacute; tal, que acaba por ser regulado, em cada indiv&amp;iacute;duo, por postulados morais adquiridos, um tal de &amp;quot;ponto de vista&amp;quot;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Forma.&lt;br&gt; Acaba por ser resultado de conceito ou dos acasos probabil&amp;iacute;sticos e circunstanciais da natureza. Contudo, qualquer que seja a proveni&amp;ecirc;ncia de uma forma, a nossa micro-ideia acaba sempre - de uma forma ou de outra - por tentar perceber o &amp;quot;design&amp;quot; numa forma: O seu estilo lato ou o modo como se manifesta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Figura.&lt;br&gt; ... ou &amp;quot;aspecto circunstancial&amp;quot;, evoca-nos sempre o tom desdenhoso de refer&amp;ecirc;ncia a outrem - &amp;quot;a figura que fez&amp;quot;, etc. &amp;Eacute; uma quase redund&amp;acirc;ncia do Aspecto, um nadinha afastada pela circunstancialidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Exterioridade.&lt;br&gt; Contextualiza sempre naquilo que &amp;eacute; visto por fora. &amp;Eacute; talvez o mais lato e simultaneamente exacto sin&amp;oacute;nimo de Apar&amp;ecirc;ncia, porque sem qualificar, coloca-nos o referencial de aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no exterior.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Probabilidade.&lt;br&gt; Procura revelar em que quantifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o uma &amp;quot;verdade aparente&amp;quot;, corresponde &amp;agrave; &amp;quot;verdade absoluta&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Verosimilhan&amp;ccedil;a.&lt;br&gt; Demonstra o que &amp;quot;aparenta ser verdadeiro&amp;quot;. Isto significa, que nesta precisa cad&amp;ecirc;ncia, demonstra o que tem o Aspecto de ser verdadeiro, o que tem a Forma de verdade, de cuja Figura &amp;eacute; a da verdade, cuja exterioridade de &amp;quot;verdade aparente&amp;quot; corresponde &amp;agrave; quantifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o absoluta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sinal.&lt;br&gt; Revela a assinatura com que se transmite o tal &amp;quot;aspecto&amp;quot;, a tal &amp;quot;forma&amp;quot; ou &amp;quot;exterioridade&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vest&amp;iacute;gio.&lt;br&gt; &amp;Eacute; o &amp;quot;resto vis&amp;iacute;vel&amp;quot; de uma verdade na sua exterioridade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sintoma.&lt;br&gt; Ind&amp;iacute;cio da verdade num Aspecto, ou numa Forma, numa aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o exterior.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ilus&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Engano dos sentidos ou da intelig&amp;ecirc;ncia atrav&amp;eacute;s da interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o errada de facto(s), &amp;eacute; a fina arte da gest&amp;atilde;o de Apar&amp;ecirc;ncia. O modo como se pode conceptualizar um Aspecto, Forma, Figura, Exterioridade, etc, transforma a Ilus&amp;atilde;o na caracter&amp;iacute;stica mais apetecida da Apar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quimera.&lt;br&gt; Ou outra palavra para &amp;quot;Ilus&amp;atilde;o&amp;quot;, sugere um apelo ao lado mais fantasioso de quem &amp;quot;gere Apar&amp;ecirc;ncia&amp;quot;, ou de quem &amp;quot;observa Apar&amp;ecirc;ncia&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Disfarce.&lt;br&gt; Dissimula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fingimento ou Falsa Apar&amp;ecirc;ncia, &amp;eacute; qualidade complementar de Ilus&amp;atilde;o/Quimera. Ser&amp;aacute; o sentido &amp;uacute;ltimo de &amp;quot;gest&amp;atilde;o de Apar&amp;ecirc;ncia&amp;quot;, a prim&amp;aacute;ria estrat&amp;eacute;gia de condicionar &amp;quot;verdades aparentes&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apar&amp;ecirc;ncias. &lt;br&gt; S&amp;atilde;o afinal tudo o que est&amp;aacute; &amp;quot;fora&amp;quot;, tudo o oposto ao que est&amp;aacute; &amp;quot;dentro&amp;quot;.&lt;br&gt; Constituem afinal, o conjunto de habilidades que cada indiv&amp;iacute;duo ter&amp;aacute; - possivelmente com o intuito &amp;uacute;ltimo e auto-dissimulado de se enganar a si pr&amp;oacute;prio - de gerir/controlar a forma como se processa alguma aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o que recaia sobre si.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o os reflexos espalhados por meios exteriores.&lt;br&gt; &amp;Eacute; a expans&amp;atilde;o doentia de como um indiv&amp;iacute;duo se olha ao espelho.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o Segmentos de Identidade.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o Di&amp;aacute;sporas em que a mente se perde quando foge ao seu lugar perto dos afectos.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;ticas que se fazem. P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ebrams.com/darious/Narcissism%5B1%5D.jpeg" target="_blank"&gt;.:.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109924594505599925?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ebrams.com/darious/Narcissism%5B1%5D.jpeg' title='Apar&amp;ecirc;ncias'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109924594505599925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109924594505599925&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109924594505599925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109924594505599925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/aparncias.html' title='Apar&amp;ecirc;ncias'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109896993812240515</id><published>2004-10-28T14:24:00.000+01:00</published><updated>2004-10-28T14:25:38.123+01:00</updated><title type='text'>/*Estudos*/</title><content type='html'>&lt;table width="100%" height="10" border="0" cellspacing="5" bordercolor="#95B5C4" bgcolor="#D2E3E9"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#FFFBB0"&gt;&lt;div align="justify" class="style4"&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#FFE1B2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#853023"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#B1697F"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#82AC99"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#4C778A"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#C8AB79"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#A67460"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#5B8266"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;td bgcolor="#F7CF7E"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109896993812240515?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109896993812240515/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109896993812240515&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109896993812240515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109896993812240515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/estudos.html' title='/*Estudos*/'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109896169808346887</id><published>2004-10-28T13:02:00.000+01:00</published><updated>2004-10-28T14:48:13.756+01:00</updated><title type='text'>Os Lobos II</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.umit.maine.edu/~nick_hill/UCP/Awolfprotectinghismeal.jpg" width="350" height="261"&gt;&lt;/p&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="justify" class="style4"&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://jornal.publico.pt/2004/10/28/EspacoPublico/OEDIT.html" target="_blank"&gt;Boa escolha de palavras.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No parlamento, a discuss&amp;atilde;o j&amp;aacute; n&amp;atilde;o interessa. Neste, a qualidade do uso da palavra tende a decair, inversamente proporcional a 24-D. Ora vejamos, como exemplo de que de facto n&amp;atilde;o h&amp;aacute; &amp;quot;concursos p&amp;uacute;blicos&amp;quot; para a Assembleia da Rep&amp;uacute;blica, este esp&amp;eacute;cime &lt;a href="http://www3.parlamento.pt/deputados/biografia_ix/bio1101.html" target="_blank"&gt;EXEMPLAR&lt;/a&gt;. Este tem mais piada, mas h&amp;aacute; outros no mesmo &amp;acirc;mbito: &lt;a href="http://www3.parlamento.pt/deputados/biografia_ix/bio1946.html" target="_blank"&gt;ESTE&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www3.parlamento.pt/deputados/biografia_ix/bio1059.html" target="_blank"&gt;ESTE&lt;/a&gt;, para n&amp;atilde;o mencionar uma s&amp;eacute;rie de desconhecidos numerais ordin&amp;aacute;rios que ali alternam entre a engorda e a hiberna&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sob a chancela de &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/inicializaao.html" target="_blank"&gt;24-D&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Entropy:  The tendency for all matter and energy in the universe to evolve toward a state of inert uniformity.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que significar&amp;aacute; a palavra express&amp;atilde;o, para n&amp;atilde;o mencionar liberdade? Nada. A congemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vazios &amp;eacute; f&amp;eacute;rtil nestes esp&amp;iacute;ritos, e os Nadas de que s&amp;atilde;o feitos, obedecem &amp;agrave;s leis do Grande Nada, que tem como objectivo &amp;uacute;ltimo a dispers&amp;atilde;o de mat&amp;eacute;ria no grau mais entr&amp;oacute;pico poss&amp;iacute;vel - O tal Grande Nada, de mat&amp;eacute;ria extremamente rarefeita e pastosamente uniforme. A Vida &amp;eacute; feita de pequenas contrariedades a esta fatalidade. J&amp;aacute; l&amp;aacute; tivemos, na Assembleia da Rep&amp;uacute;blica, pessoas como Almeida Garret, Nat&amp;aacute;lia Correia, entre muitos. Gente de Vida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Insultos &amp;agrave; compet&amp;ecirc;ncia e &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como o referido esp&amp;eacute;cime &lt;a href="http://www3.parlamento.pt/deputados/biografia_ix/bio1101.html" target="_blank"&gt;EXEMPLAR&lt;/a&gt;,  destroem estas pequenas barreiras de que s&amp;atilde;o feitas a vida. S&amp;atilde;o t&amp;eacute;rmitas nos diques que abra&amp;ccedil;am o esfor&amp;ccedil;o humano na contraria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regresso &amp;agrave;s origens: N&amp;atilde;o o regresso &amp;agrave; barb&amp;aacute;rie, mas sim a aquele mundo obscuro sem ideias, sem sonhos, onde viveram os nossos antepassados necr&amp;oacute;fagos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Agora, &amp;eacute; o Tempo dos Lobos... &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109896169808346887?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109896169808346887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109896169808346887&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109896169808346887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109896169808346887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/os-lobos-ii.html' title='Os Lobos II'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109881712056364306</id><published>2004-10-26T19:10:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T20:07:58.340+01:00</updated><title type='text'>Silêncios</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="justify" class="style4"&gt; &lt;p&gt;Sil&amp;ecirc;ncios, s&amp;atilde;o-no quando vultos se viram de costas para os acontecimentos.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, existem quando todos os ru&amp;iacute;dos ambientais s&amp;atilde;o ensurdecedores.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, vivem quando a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o vive.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, existem quando se entra &amp;agrave; justa num elevador a fechar, perante olhares imp&amp;aacute;vidos.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, s&amp;atilde;o os ru&amp;iacute;dos de divers&amp;atilde;o, extremas falas que calam a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, vivem-se com a ansiedade.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, sempre moram ao lado.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, s&amp;atilde;o fugas, nunca (re)encontros.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, amargam.&lt;br&gt; Sil&amp;ecirc;ncios, preenchem-se com m&amp;uacute;sica.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;+-----------+&lt;br&gt; |interl&amp;uacute;dio|&lt;br&gt; +-----------+&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ouve-se muita m&amp;uacute;sica, com os sil&amp;ecirc;ncios.&lt;br&gt; Ou&amp;ccedil;o m&amp;uacute;sica, ao ver os sil&amp;ecirc;ncios de &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1206813&amp;idCanal=88" target="_blank"&gt;Lu&amp;iacute;s Delgado&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Ou&amp;ccedil;o m&amp;uacute;sica, ao ver o sil&amp;ecirc;ncio de &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1206813&amp;idCanal=88" target="_blank"&gt;Vasco Pulido Valente fora do DN&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; Ou&amp;ccedil;o m&amp;uacute;sica, ao ver a cadeia de comando silenciosa Governo-&amp;gt;Lusomundo-&amp;gt;DN.&lt;br&gt; Ou&amp;ccedil;o m&amp;uacute;sica, ao ver as ramifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es narc&amp;iacute;sicas de S, P, S e D na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;S, P, S e D. Santana, Portas, S&amp;oacute;crates e Drago.&lt;br&gt; Santana, governo, tutela da Lusomundo, qual Golden Share opaca.&lt;br&gt; Portas, muco do alheamento pol&amp;iacute;tico de 24-D, seco e colado a Santana.&lt;br&gt; S&amp;oacute;crates, &amp;agrave; espera de governo, portanto da tutela da Lusomundo, Golden Share prometida.&lt;br&gt; Drago, chic-revolution-girl prot&amp;eacute;g&amp;eacute;e de 24-D juvenil que assalta o P&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;S, P, S e D: Preocupam-se mais com o que &amp;quot;acham&amp;quot;, como os outros os v&amp;ecirc;em, reflexo externo de aus&amp;ecirc;ncias. De Sil&amp;ecirc;ncios. Em cada um deles.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;+--------------------------------------------------------+&lt;br&gt; | Assim, ou&amp;ccedil;o m&amp;uacute;sica................................|&lt;br&gt; | ... e passo a permitir coment&amp;aacute;rios livres. Aqui.|&lt;br&gt; +--------------------------------------------------------+&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109881712056364306?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109881712056364306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109881712056364306&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109881712056364306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109881712056364306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/silncios.html' title='Silêncios'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109875044212817353</id><published>2004-10-26T01:01:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T01:42:07.420+01:00</updated><title type='text'>Os Túneis do Sexo</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="justify" class="style4"&gt; &lt;p&gt;.. ou a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o poss&amp;iacute;vel entre o T&amp;uacute;nel do Rossio e a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Sexual em Portugal.&lt;br&gt; Sexta de Manh&amp;atilde;. &lt;br&gt;O T&amp;uacute;nel do Rossio fechou. &lt;br&gt;Milhares de pessoas, apanhadas desprevenidas, sentiram o seu quotidiano incomodado. &lt;br&gt;Profundamente. &lt;br&gt;Encadeamento dos acontecimentos da Quinta-Feira anterior:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;Manh&amp;atilde;: Entrega do relat&amp;oacute;rio pericial &amp;agrave; administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CP;&lt;/li&gt; &lt;li&gt;Almo&amp;ccedil;o: Intervalo para almo&amp;ccedil;o;&lt;/li&gt; &lt;li&gt;Tarde: Reuni&amp;atilde;o da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CP. Decis&amp;atilde;o do encerramento tempor&amp;aacute;rio do referido durante esta reuni&amp;atilde;o; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;Especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o 1: Jantar, ser&amp;atilde;o com a fam&amp;iacute;lia, sono; &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;/li&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;Especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2: Reuni&amp;atilde;o encerra &amp;agrave;s 01:59 horas da madrugada de sexta, um (1!) minuto antes do &amp;uacute;ltimo comboio para Sintra - Foi por pouco, porra!&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;li&gt;Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;quot;CEO&amp;quot; da CP - Sexta-Feira - nos notici&amp;aacute;rios da uma: &amp;quot;Fizemos o humanamente poss&amp;iacute;vel entre as 2 da manh&amp;atilde; e a hora do primeiro comboio, &amp;agrave;s 05:30 horas(...)&amp;quot;.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;p&gt;Ou muito me engano, ou o que foi humanamente reprov&amp;aacute;vel foi terem estado reunidos at&amp;eacute; &amp;agrave;s 01:59 horas, impossibilitando que um &amp;uacute;nico utente se precavesse de manh&amp;atilde;. Como sofrem nestas reuni&amp;otilde;es, as quais - acredito ingenuamente - passar&amp;atilde;o sem jantar e sem poderem regressar para perto dos seus.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Sexual em Portugal.&lt;br&gt;O Di&amp;aacute;rio de &lt;a href="http://html.impala.pt/revista__q1id_object_--_3D37__q22__q30__q41__q5.htm" target="_blank"&gt;Maria&lt;/a&gt;. &lt;br&gt;A invers&amp;atilde;o da pir&amp;acirc;mide demogr&amp;aacute;fica e o crescimento do HIV. &lt;br&gt;Encadeamento dos acontecimentos:&lt;/p&gt; &lt;ul&gt; &lt;li&gt;Desde sempre: Sempre se fez, nunca ningu&amp;eacute;m o soube bem como;&lt;/li&gt; &lt;li&gt;H&amp;aacute; muito tempo: Que ningu&amp;eacute;m admite que faz, mas que tudo aparece feito;&lt;/li&gt; &lt;li&gt;Desde o 25 de Abril: A &lt;a href="http://www.secrel.com.br/jpoesia/taniafeix5.html" target="_blank"&gt;Gina&lt;/a&gt; &amp;eacute; a melhor amiga e professora, o &lt;a href="http://primeirasedicoes.expresso.clix.pt/ed1343/pu-primeira.asp" target="_blank"&gt;Capit&amp;atilde;o Roby&lt;/a&gt;, her&amp;oacute;i, &lt;a href="http://www.inepcia.com/taveira.html" target="_blank"&gt;Taveira&lt;/a&gt;, anti-her&amp;oacute;i e o Di&amp;aacute;rio de &lt;a href="http://html.impala.pt/revista__q1id_object_--_3D37__q22__q30__q41__q5.htm" target="_blank"&gt;Maria&lt;/a&gt;, a b&amp;iacute;blia para onde se espreita &amp;agrave;s escondidas. Desde cedo.&lt;/li&gt; &lt;li&gt;Recentemente: Goza-se &amp;agrave; brava, mas ningu&amp;eacute;m pode saber. Aprende-se no swing e na sordidez. S&amp;oacute; para quem tem &amp;quot;forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior&amp;quot;. 24-D. Quem n&amp;atilde;o tem, quem n&amp;atilde;o &amp;eacute;, pode usar o aborto como contraceptivo.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;p&gt;Precisamos de fam&amp;iacute;lias oper&amp;aacute;rias numerosas. Portuguesas, de sangue bem portuga, lusitanas, nacionais. Quem engravide por que raz&amp;atilde;o seja, tem que assumir as consequ&amp;ecirc;ncias. Se n&amp;atilde;o tiver meios para ir ao estrangeiro ou recorrer a uma clandestinidade segura, com o fim de desmanchar o que foi agregado com prazer - por mais moment&amp;acirc;neo que fosse! - tem que contribuir para a sociedade. Com criancinhas. Z&amp;eacute;zinhos. Personagens jur&amp;iacute;dicas ainda por definir, mas que o s&amp;atilde;o segundo alguns, os que fecham olhos na sua end&amp;oacute;gena &amp;oacute;ptica ao meio-genoc&amp;iacute;dio que ocorre mensalmente a cada alma feminina, por natureza, ou que ocorre por aperto e explos&amp;atilde;o de solid&amp;atilde;o &amp;agrave; vontade de cada alma masculina. Selec&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pseudo-Darwinismo de direita bacoca e jarreta, narc&amp;iacute;sica no seu falar, flatulente na subst&amp;acirc;ncia das suas ideias. Mais Segmentos. &lt;a href="http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/segmentos.html" target="_blank"&gt;Morais Segmentos&lt;/a&gt;. &lt;br&gt; E a responsabilidade pedag&amp;oacute;gica num T&amp;uacute;nel do Rossio. Aquele T&amp;uacute;nel por onde entra tudo e sai tudo, sempre a ser fechado e aberto compassadamente sob a batuta dos maiores Punheteiros deste Portugal. P&amp;ecirc;s deste P&amp;ecirc;.&lt;br&gt; Mais Pseudo-Darwinismo de direita aquosa, ranhosa, sem a qualidade das cong&amp;eacute;neres europeias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br&gt; Quem cedo engravida ou &amp;quot;apanha&amp;quot; SIDA, &lt;br&gt; tem que cedo viver a ferida, mas &lt;br&gt; nunca questionar o bom costume da ida&lt;br&gt; para a morte ou do direito &amp;agrave; vida.&lt;br&gt; Os fortes prevalecem, os fracos perecem. &lt;br&gt; Os oper&amp;aacute;rios fortes &lt;br&gt; reproduzem-se muito e depressa, &lt;br&gt; os oper&amp;aacute;rios fracos &lt;br&gt; cedo definham e esmorecem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim, hoje: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Sexual parada nas escolas h&amp;aacute; anos. Entrou num T&amp;uacute;nel do Rossio, velho, fracturado, e cujo fecho ou abertura s&amp;atilde;o determinados por administra&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas. Tudo fechado ou aberto frivolamente. A seguran&amp;ccedil;a como raz&amp;atilde;o que muda de um dia para o outro. De planos incumpridos em emerg&amp;ecirc;ncias humanamente poss&amp;iacute;veis.&lt;br&gt; Se a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Sexual &amp;eacute; um plano em Portugal, as Obras P&amp;uacute;blicas e Planeamento, s&amp;atilde;o neste territ&amp;oacute;rio e nestas gentes, um Aborto.&lt;br&gt; Assim, vivemos num t&amp;uacute;nel, frio longo e comprido que vem corrigir Plat&amp;atilde;o, que na sapi&amp;ecirc;ncia transversal portuguesa, n&amp;atilde;o elaborou o Mito da Caverna, mas sim, o Dilema do T&amp;uacute;nel Sexual do Rossio.&lt;br&gt; 24-D tem o t&amp;uacute;nel do Marqu&amp;ecirc;s. &lt;br&gt; De Sade. &lt;br&gt; Iluminados na sua privacidade, desdenhosos dos Grandes T&amp;uacute;neis da Vida &amp;amp; do Universo: As ideias e a sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;M.U.P.S. Mais Um P&amp;oacute;s-Sordidez.&lt;br&gt; Defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o formal de oper&amp;aacute;rio: do Lat.&amp;nbsp;operariu; s. m. art&amp;iacute;fice; jornaleiro; trabalhador de f&amp;aacute;brica;&lt;br&gt; Defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o contextual de oper&amp;aacute;rio: art&amp;iacute;fice do que outros inventam; jornaleiro daquilo que outros escrevem; trabalhador de f&amp;aacute;brica de outros;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109875044212817353?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109875044212817353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109875044212817353&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109875044212817353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109875044212817353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/os-tneis-do-sexo.html' title='Os Túneis do Sexo'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109839451750939380</id><published>2004-10-21T22:13:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T22:38:20.580+01:00</updated><title type='text'>Crachas (com acento).</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt; &lt;!-- .style3 {font-size: 10px} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;Crach&amp;aacute;s, crachats, badges.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na lapela, na mochilinha a tiracolo, s&amp;iacute;mbolo do lugar a que as ideias s&amp;atilde;o remetidas. N&amp;atilde;o mudam. H&amp;aacute; mais de 20 anos que s&amp;atilde;o alusivos a &amp;quot;punk's not dead!&amp;quot;, The Cure, outros grupos, outras frases de ordem de prefer&amp;ecirc;ncia curtas e grossas. Como as ideias. Curtas e grosseiras.&lt;br&gt; &amp;Eacute; assim que se evoca a crise estudantil de 1969, Coimbra fechada a cadeado, incorpora&amp;ccedil;&amp;otilde;es militares &amp;agrave; for&amp;ccedil;a, um estado fascista em agonia, uma vis&amp;atilde;o &amp;uacute;nica do ensino: &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ensino Para Todos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Algu&amp;eacute;m queria mais?&lt;br&gt; Onde anda hoje o ensino para todos?&lt;br&gt; No sub-financiamento induzido pelas propinas, que adia mais uma vez o que h&amp;aacute; de execr&amp;aacute;vel na &amp;quot;Universidade Portuguesa&amp;quot;?&lt;br&gt; Na aus&amp;ecirc;ncia de programas de ensino consequentes, de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado de trabalho efectiva, de uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica produtiva e sem um m&amp;iacute;nimo de infra-estruturas estrategicamente delineadas?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com as borlas e capelos, &lt;a href="http://www.almamed.org/magna/cerimonia/image/020_Magna-Charta%20foto-firme.jpeg" target="_blank"&gt;Chapelescas&lt;/a&gt; idiotas que &lt;br&gt; dizem ao seu utilizador nada mais q'&amp;eacute; um doutor?&lt;br&gt; Certamente para humilde oper&amp;aacute;rio que pasma &lt;br&gt; a ver passar: Vai ali um q'&amp;eacute; doutor!&lt;br&gt; Diz-se a si pr&amp;oacute;prio, fechado na sua praxis. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;No meio docente e investigador universit&amp;aacute;rio, &amp;eacute; como h&amp;aacute; 40 anos se encarava o emprego em Portugal:&lt;br&gt; A Idade traz as Promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br&gt; O Mais Velho prevalece sobre o Mais novo.&lt;br&gt; A C&amp;aacute;tedra sobre a Assist&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt; A Idade sobre a Ideia.&lt;br&gt; A Praxe.&lt;br&gt; A Fraude.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Muito provavelmente os (ex)estudantes de universidades de Lisboa, Porto e outras cidades n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m a consci&amp;ecirc;ncia de que as borlas e os capelos s&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m ali utilizados, com a respectiva praxis.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; assim que as ideias se reduzem simbolicamente ao mesmo afecto que se tem pelo crach&amp;aacute;, de um lado, que do outro, se ironize: S&amp;atilde;o uns poucos! &lt;br&gt; S&amp;atilde;o todos uns poucos, uns grandes poucos.&lt;br&gt; Mais poucos ainda, a ro&amp;ccedil;ar a bacorice barrasca sarapintada de esterco, s&amp;atilde;o os 24-D que acusam com desd&amp;eacute;m: S&amp;atilde;o uns poucos que querem fazer carreira pol&amp;iacute;tica.&lt;br&gt; Claro, 24-D olha com desd&amp;eacute;m para a pol&amp;iacute;tica, para quem opine sobre esta, para quem participe nesta ou para quem simplesmente discorde desta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda me sinto perplexo! Que mal tem querer ir para a pol&amp;iacute;tica? N&amp;atilde;o deveria ser ao contr&amp;aacute;rio?&lt;br&gt; 24-D n&amp;atilde;o participa na pol&amp;iacute;tica, e alterna a fuga aos impostos com uma actividade filantr&amp;oacute;pica: uma IPSS, ajuda aos &amp;quot;meninos pobrezinhos&amp;quot; de uma favela onde nunca ir&amp;aacute;, projectos sociais de enorme import&amp;acirc;ncia, sei l&amp;aacute;..&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando vejo que as Faculdades e Departamentos recebem &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a por aluno, desproporcionados da oferta de emprego e necessidades reais, que o estado se demite de re-estruturar a Universidade, come&amp;ccedil;ando por abolir a praxe acad&amp;eacute;mica em toda a pir&amp;acirc;mide entre os Assistentes e o Reitor, e, que autorize mais privados no sector, n&amp;atilde;o posso aceitar que se 'cacem' os or&amp;ccedil;amentos familiares (ou singulares!).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&amp;Eacute; de facto critic&amp;aacute;vel querer invadir um senado.&lt;br&gt; Os Portugueses deveriam talvez ir todos estudar para Espanha, at&amp;eacute; para o Brasil. Ficam assim as universidades por c&amp;aacute; vazias, os das &lt;a href="http://www.almamed.org/magna/cerimonia/image/020_Magna-Charta%20foto-firme.jpeg" target="_blank"&gt;Chapelescas&lt;/a&gt; de m&amp;atilde;o dada com as moscas esvoa&amp;ccedil;antes e os sucessivos governantes que nunca sujaram as m&amp;atilde;os no ensino superior, com as limpas dadas aos anteriores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Todos numa alegre dan&amp;ccedil;a, sobre as Universidades vazias, protegidas de invas&amp;otilde;es, arrua&amp;ccedil;as, descontentamentos, insatisfa&amp;ccedil;&amp;otilde;es... para g&amp;aacute;udio de 24-D:&lt;br&gt; Assim mais ningu&amp;eacute;m se forma, nem c&amp;iacute;vica nem culturalmente, nem ningu&amp;eacute;m tem mais a triste ideia de se &amp;quot;meter na pol&amp;iacute;tica&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por isto tudo o mais, ainda bem que de vez em quando h&amp;aacute; um jovem para passar um dia na esquadra, que haja confronta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; porta de consequ&amp;ecirc;ncias de decis&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas e fundamentalmente:&lt;br&gt; Que v&amp;atilde;o existindo crach&amp;aacute;s.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;For&amp;ccedil;a, mi&amp;uacute;do. D&amp;atilde;o-te um sistema organizacional em que tens que ser crescido, mas nem sabes onde est&amp;aacute;s metido.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109839451750939380?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109839451750939380/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109839451750939380&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109839451750939380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109839451750939380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/crachas-com-acento.html' title='Crachas (com acento).'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109829657516339247</id><published>2004-10-20T19:10:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T19:22:55.166+01:00</updated><title type='text'>Segmentos</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size="-1"&gt;Um exerc&amp;iacute;cio interessante que se pode fazer quando se aborda um assunto, &amp;eacute; o de perspectivar a actualidade deste de acordo com as origens. Identificar uma linha temporal, que em maior ou menor grau permita uma certa distancia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do momento e consequentemente uma an&amp;aacute;lise cr&amp;iacute;tica do assunto, que confere maior honestidade &amp;agrave; referida abordagem.&lt;br&gt; O caso presente da teoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; volta do conceito de Servi&amp;ccedil;o P&amp;uacute;blico de Televis&amp;atilde;o (SPT) &amp;eacute; paradigm&amp;aacute;tico nesta perspectiva.&lt;br&gt; Refazendo sinteticamente a linha temporal dos acontecimentos desde o fim do consulado Rangel na RTP, pode-se afirmar que a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; abordada pelas responsabilidades com leviandade, grande novidade, posteriormente colmatada com um grande trabalho discreto de profissionais, interessados e afins do meio. A restrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ainda est&amp;aacute; em curso na RTP resulta desse esfor&amp;ccedil;o de certa forma &amp;quot;subterr&amp;acirc;neo&amp;quot;. &lt;br&gt; Ataque cerrado e ao &amp;quot;status quo&amp;quot; da RTP de ent&amp;atilde;o, seguido de despedimento milion&amp;aacute;rio de Rangel e alguns afins, ap&amp;oacute;s o que logo se sucedeu uma aut&amp;ecirc;ntica &amp;quot;dan&amp;ccedil;a das cadeiras&amp;quot; na informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nova administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ap&amp;oacute;s as turbul&amp;ecirc;ncias inflamadas iniciais, os profissionais deitaram m&amp;atilde;os &amp;agrave; obra e consolidaram de certa forma os objectivos j&amp;aacute; ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o eram novos. Neste momento surge novo ataque cerrado, desta feita, &amp;agrave; responsabilidade da grelha de programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br&gt; Muito mais grave do que a marcelice que vivemos nas &amp;uacute;ltimas semanas.&lt;br&gt; Do painel de reflex&amp;atilde;o que foi ent&amp;atilde;o composto para a redefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tal &amp;quot;SPT&amp;quot;, nem pio, onde param as conclus&amp;otilde;es? Em que medida foram ou n&amp;atilde;o aplicadas? Ainda assim, seja m&amp;eacute;rito atribu&amp;iacute;do a algumas consolida&amp;ccedil;&amp;otilde;es conjunturalmente assinal&amp;aacute;veis, nomeadamente financeiras e de grelha.&lt;br&gt; De A DOIS, as novidades s&amp;atilde;o as que se conhecem, sendo a mais assinal&amp;aacute;vel a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do notici&amp;aacute;rio nocturno. Substitui-se uma suposta viagem &amp;agrave; volta ao mundo para cada espectador de Acontece, por outra mais rejuvenescida. E (quem sabe?) por outras mais ainda. A designada &amp;quot;participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica&amp;quot; no canal ainda est&amp;aacute; muito incipiente, apesar de crescente. Mas efectivamente, na generalidade dos dois canais, diminuiu consideravelmente a carga de publicidade. O que &amp;eacute; bom.&lt;br&gt; A ideia de independ&amp;ecirc;ncia de um meio de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capitais p&amp;uacute;blicos oscila facilmente entre a perspectiva corporativa e a politizada. Neste momento, o fiel da balan&amp;ccedil;a est&amp;aacute; a ser for&amp;ccedil;ado. Certamente que - ap&amp;oacute;s este ataque cerrado - as cadeiras dan&amp;ccedil;ar&amp;atilde;o novamente, na programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Novamente os profissionais ter&amp;atilde;o que contribuir com o seu trabalho semi-silencioso para colmatar estes segmentos de ideias esparsas lan&amp;ccedil;adas irresponsavelmente sobre os visados.&lt;br&gt; &amp;Eacute; a perspectiva da nova direita: &amp;eacute; assim que se invade um Iraque por raz&amp;otilde;es dispersas e de rigor no m&amp;iacute;nimo question&amp;aacute;vel, que se envia o &amp;quot;poderio militar naval&amp;quot; Portugu&amp;ecirc;s para vigiar as Women on Waves ou dar um &amp;quot;chega para l&amp;aacute;&amp;quot; a um petroleiro carregado de crude a afundar-se (e fiar-se depois na Virgem e no S&amp;atilde;o Pedro), e que neste chorrilho de ideias sem fio condutor de objectivos - quanto mais estrat&amp;eacute;gia - se chega ao ponto de afectar levianamente a empresa p&amp;uacute;blica mais pr&amp;oacute;xima do Portugueses do que qualquer reparti&amp;ccedil;&amp;atilde;o: a RTP.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o Segmentos de ideias que surgem de l&amp;aacute; do fundo obscuro de um esp&amp;iacute;rito decerto ainda mais perturbado que o meu.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o Segmentos de moralidades e ju&amp;iacute;zos de valor dispersos.&lt;br&gt; S&amp;atilde;o &lt;a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC16/Composicao/Perfil/NunoMoraisSarmento.htm" target="_blank"&gt;Morais Segmentos&lt;/a&gt;.&lt;br&gt; P&amp;ecirc;.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109829657516339247?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109829657516339247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109829657516339247&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109829657516339247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109829657516339247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/segmentos.html' title='Segmentos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109824129879757405</id><published>2004-10-20T03:55:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T04:10:34.123+01:00</updated><title type='text'>Vazios</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt; &lt;!-- .style1 { font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; } --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="left" class="style2 style1"&gt; &lt;div align="justify"&gt;&amp;Agrave;s vezes n&amp;atilde;o surge a vontade de pensar. &lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ouve-se &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;sql=11:umf8zffheh7k%7ET10" target="_blank"&gt;Television&lt;/a&gt;. Os bancos levam uma eternidade a disponibilizar cheques. &lt;br&gt; Pode surgir apenas um &amp;quot;why bother?&amp;quot; arrogantemente disparado, olhando as entradas aqui em baixo.&lt;br&gt; Bush vs Kerry. &lt;br&gt; &amp;quot;Give me the Bush, respect the Cock!&amp;quot;, vocifera um Tom Cruise alterado e invulgar - uma das Magn&amp;oacute;lias. Impulsos e estrat&amp;eacute;gias prim&amp;aacute;rias em oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sensibilidade. Aus&amp;ecirc;ncia do pai. &lt;br&gt; Pedagogia.&lt;br&gt; Um Anti-P&amp;ecirc;.&lt;br&gt; Sandwich de Cavala todos dias ao pequeno almo&amp;ccedil;o, Rombo de carne no D&amp;eacute;fice ao Jantar e vinho novo ao som do uivo do Lobo Ib&amp;eacute;rico durante a ceia. A alcateia contente e eu acabo por apenas beber caf&amp;eacute;, de manh&amp;atilde;. Amanh&amp;atilde;.&lt;br&gt; &amp;quot;Give me the Bush&amp;quot;, dizem uns, &amp;quot;Respect the Cock&amp;quot;, dizem outros, em narcisismos individualmente incompletos, complementarmente preenchidos. Preenchem-se uns aos outros. Os do Cock aos do Bush e os do Bush aos do Cock, cavalas preenchidas a martelo e rombos de preenchimento deficit&amp;aacute;rios.&lt;br&gt; Deveriam ter visto o Tom Cruise. Provavelmente at&amp;eacute; viram. 24-D - provavelmente - tamb&amp;eacute;m viram. Quem os elegeu - muito provavelmente - n&amp;atilde;o. Swing entre o Bush e o Cock. Infidelidade consentida no centro. Esquartejamentos na mis&amp;eacute;ria. Taveiradas. Classe m&amp;eacute;dia de sondagens swingers.&lt;br&gt; Sem pedagogia. P&amp;ecirc;.&lt;br&gt; Gang-Bang sobre Portugal. P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;PS. P&amp;oacute;s-sordidez.&lt;br&gt; Impressiona-me, o curral das celebridades. &lt;br&gt; J&amp;aacute; estou a ver na pr&amp;oacute;xima edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o: Um major a ordenhar de apito na boca, um ex-dirigente-desportivo/ex-autarca/ex-primeiro-ministro/futuro-advogado recauchutado em actor pornogr&amp;aacute;fico &amp;quot;madur&amp;atilde;o&amp;quot; abra&amp;ccedil;ado a um padre Frederico cintilante de j&amp;oacute;ias, regressado. Uma ex-autarca tamb&amp;eacute;m regressada para repor a democracia em P&amp;ecirc; pela televis&amp;atilde;o, atrav&amp;eacute;s do curral. Um ex-presidente da comiss&amp;atilde;o europeia, sempre nomeado mas nunca expulso. Altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o arquitect&amp;oacute;nica no curral: escrit&amp;oacute;rio com uma c&amp;acirc;mara escondida para um arquitecto. Um ex-apresentador de televis&amp;atilde;o e mais uns amigos, para uma li&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ecologia rural a grupos escolares. Em directo.&lt;br&gt; Conceito: 24-D&lt;br&gt; Business-case: 24-D&lt;br&gt; Financiamento: 24-D&lt;br&gt; Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o: 24-D&lt;br&gt; Produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o: 24-D&lt;br&gt;&lt;a href="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/ascii_mag.jpg" target="_blank"&gt;.:.&lt;/a&gt;&lt;br&gt; Portugal leve. P&amp;ecirc;. &lt;br&gt; Tudo passa um dia.&lt;br&gt; Ainda bem.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;      &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;  &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109824129879757405?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109824129879757405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109824129879757405&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109824129879757405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109824129879757405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/vazios.html' title='Vazios'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109821728003048031</id><published>2004-10-19T21:17:00.000+01:00</published><updated>2004-10-19T21:21:20.030+01:00</updated><title type='text'>Palavras soltas.</title><content type='html'>&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div align="left"&gt;Cavala em lata, Torre do Rombo e Portugal: Santuário do Lobo Ibérico.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109821728003048031?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109821728003048031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109821728003048031&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109821728003048031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109821728003048031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/palavras-soltas.html' title='Palavras soltas.'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109801680842670905</id><published>2004-10-17T13:38:00.000+01:00</published><updated>2004-10-17T17:06:41.386+01:00</updated><title type='text'>Os Lobos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/art02.jpg" width="350" height="294"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dando uma volta, esta manh&amp;atilde;, pelas not&amp;iacute;cias dos principais di&amp;aacute;rios portugueses, vejo sequ&amp;ecirc;ncias de t&amp;iacute;tulos e assuntos que invariavelmente passam sempre pelo mesmo: Santana Lopes, Paulo Portas (ou ser&amp;aacute; na ordem inversa?), S&amp;oacute;crates (o ign&amp;oacute;bil carreirista, n&amp;atilde;o o hist&amp;oacute;rico hom&amp;oacute;nimo), por vezes Sampaio (coitado, representante de um &amp;uacute;ltimo estertor de uma fornada de pessoas, que se concorde ou n&amp;atilde;o com as suas ideias, t&amp;ecirc;m o seu valor), FC Porto, SL Benfica, a crise do Sporting, Marcelo, Jardim, enfim..&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sobre as &amp;quot;Marcelices&amp;quot; da &amp;uacute;ltima semana e e meia, nem me apetece dizer nada, j&amp;aacute; que todos, rigorosamente todos, aproveitaram o assunto para se afirmarem como os maiores democratas do mundo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quanto ao Jardim, Alberto Jo&amp;atilde;o, e o insulto que este me representa e me faz ter vontade de uma s&amp;eacute;rie de coisas.. Entre as quais, de dar independ&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; ilha da Madeira, ajudando-a a integrar ou o grupo do Magrebe, ou a Uni&amp;atilde;o dos Estados da &amp;Aacute;frica Ocidental (A par do Sahara Ocidental, Mali, Senegal, Camar&amp;otilde;es, Gab&amp;atilde;o..), um dos dois, o &amp;quot;Povo Madeirense&amp;quot; que escolha, porque se isto de se ser Portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; s&amp;oacute; quando conv&amp;eacute;m, &amp;eacute; como diz o outro, &amp;quot;I go there, and come back later&amp;quot;. A Madeira regressar&amp;aacute; aqui com certeza, em breve.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;S, P &amp;amp; S. Santana, Portas &amp;amp; S&amp;oacute;crates. &lt;br&gt; Um envelheceu desde que saiu &amp;quot;vitorioso&amp;quot; no golpe palaciano que conduziu &amp;agrave; sua indigita&amp;ccedil;&amp;atilde;o como Primeiro Ministro. Notoriamente, o seu cabelo esbranqui&amp;ccedil;ou-se, os seus olhos andam mais cansados e as suas apari&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais estudadas: n&amp;atilde;o tem tempo para ser comentador, para as noitadas, e, coitado, dever&amp;aacute; ainda ter a mente num v&amp;oacute;rtice confuso com tanto dossier.&lt;br&gt; O segundo, surge cada vez mais de pedra e cal no seu &amp;quot;template&amp;quot; de estadista. Cada vez mais cuidado, cabelito, dentes novos e branco-choque &amp;agrave; James Brown, roupas cada vez mais seleccionadas e nunca faz um n&amp;oacute; de gravata igual ao do dia anterior.&lt;br&gt; O &amp;uacute;ltimo &amp;eacute; o novo D. Sebasti&amp;atilde;o de quem n&amp;atilde;o se rev&amp;ecirc; nos anteriores. Ainda n&amp;atilde;o tive est&amp;ocirc;mago para olhar para sequ&amp;ecirc;ncia de gravatas deste. Mas a volatilidade com que este indiv&amp;iacute;duo pula, no mesmo &amp;acirc;mbito, de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o extremamente duvidosa para circunst&amp;acirc;ncias de elogios cerrados, revolta-me. Relembra-me &amp;agrave; data da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rede Natura 2000, todos os problemas subsequentes e a leviandade com que algumas decis&amp;otilde;es foram ent&amp;atilde;o tomadas... e hoje temos os mesmos m&amp;eacute;dia que ent&amp;atilde;o o criticaram, a elogiarem-lhe esse passado recente.&lt;br&gt; Um &amp;uacute;ltimo par&amp;aacute;grafo dedicado aos restantes dois. Um demission&amp;aacute;rio, ou deverei dizer, em estado de sa&amp;iacute;da induzida pelo comit&amp;eacute; central, n&amp;atilde;o merece por enquanto considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Algo de t&amp;atilde;o imut&amp;aacute;vel como as estrutura do PCP d&amp;aacute; tempo suficiente para que se possa considerar e desconsiderar tudo. &amp;Eacute; um referencial fixo desafiante das leis f&amp;iacute;sicas do universo, com um sat&amp;eacute;lite 'geo-estacion&amp;aacute;rio', PEV. O 'outro', BE, ainda regressar&amp;aacute; aqui, certamente. N&amp;atilde;o obstante o respeito que nutro pela &amp;quot;capa&amp;quot; de socialismo escandinavo nos seus discursos, h&amp;aacute; l&amp;aacute; algu&amp;eacute;m emergente, que cedo e assustadoramente associarei &amp;agrave; minha causa da di&amp;aacute;spora pol&amp;iacute;tica.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Cedo, a associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o S, P &amp;amp; S transformar-se-&amp;aacute; em S, P, S e D. Santana, Portas, S&amp;oacute;crates e Drago.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A &amp;uacute;nica coisa interessante que a Pol&amp;iacute;tica e os Pol&amp;iacute;ticos em Portugal t&amp;ecirc;m, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as diferen&amp;ccedil;as entre S, P, S e D. Mas as semelhan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109801680842670905?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109801680842670905/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109801680842670905&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109801680842670905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109801680842670905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/os-lobos.html' title='Os Lobos'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109795886413269506</id><published>2004-10-16T21:21:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T21:34:24.133+01:00</updated><title type='text'>Adenda desastrada</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" width="242" height="335" align="top"&gt; &lt;param name="movie" value="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/entrance2_scr.swf"&gt; &lt;param name="quality" value="high"&gt; &lt;embed src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/entrance2_scr.swf" width="242" height="335" align="top" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="style1"&gt;Di&amp;aacute;spora &lt;/span&gt;&lt;span class="style1"&gt;Pol&amp;iacute;tica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;p&gt;Raios..!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Eu n&amp;atilde;o sou um 24-D, mas por vezes tenho a mania que o sou.... Uma parte de inveja, outra parte de desd&amp;eacute;m, da&amp;iacute; o acto falhado que resultou na idea errada, e neste &amp;quot;Blogue&amp;quot;. Risos. &lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109795886413269506?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109795886413269506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109795886413269506&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109795886413269506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109795886413269506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/adenda-desastrada.html' title='Adenda desastrada'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8747290.post-109794996140962088</id><published>2004-10-16T16:25:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T20:02:03.286+01:00</updated><title type='text'>--&gt;Inicializaçao&lt;--</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" width="300" height="225" align="top"&gt; &lt;param name="movie" value="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/screen_2.swf"&gt; &lt;param name="quality" value="high"&gt; &lt;embed src="http://homepage.mac.com/joaofilipe/diasporapolitica/screen_2.swf" width="300" height="225" align="top" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5"&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="style1"&gt;Di&amp;aacute;spora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style1"&gt;--&amp;gt; Inicializa&amp;ccedil;ao &amp;lt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="style1"&gt;Pol&amp;iacute;tica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="3" class="style2"&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;p class="style2"&gt;H&amp;aacute; j&amp;aacute; muito tempo que perspectivo um desalinho inc&amp;oacute;modo com a forma como se processa a Pol&amp;iacute;tica em Portugal.&lt;br&gt; Ora, n&amp;atilde;o se trata de uma grande novidade, nem existe aqui essa pretens&amp;atilde;o ou qualquer outra que n&amp;atilde;o as da reflex&amp;atilde;o e de num reflexo c&amp;iacute;nico-narc&amp;iacute;sico, despejar aqui o caixote do lixo que vou acumulando em cada vez que acompanho com perplexidade o mundo que me rodeia. &lt;br&gt; Ainda que seja eu o &amp;uacute;nico que aqui venha.&lt;br&gt; O que &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel.&lt;br&gt; Esta probabilidade remonta a um passado long&amp;iacute;nquo. E est&amp;aacute; ligada ao impulso que me levou &amp;agrave; inicializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presente &amp;quot;p&amp;aacute;gina-da-internet-que-reflecte-caracter&amp;iacute;sticas-de-di&amp;aacute;rio&amp;quot;, factualmente um reposit&amp;oacute;rio de ideias, j&amp;aacute; que o termo &amp;quot;blog&amp;quot; nunca me convenceu muito: 'cromices' de &amp;quot;techie&amp;quot;/&amp;quot;slashdotter&amp;quot;/&amp;quot;nerd&amp;quot; pretensioso e com a mania de que &amp;eacute; esperto, mas esta &amp;eacute; outra hist&amp;oacute;ria, outra linha temporal no meu universo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por vezes, h&amp;aacute; um momento num passado meu long&amp;iacute;nquo que de alguma forma revivo com recorr&amp;ecirc;ncia. Este momento a que me refiro, n&amp;atilde;o o elaborei na altura, mas foi determinante numa s&amp;eacute;rie de factores processados em &amp;quot;efeito de bola de neve&amp;quot; que me trazem at&amp;eacute; aqui, a este Momento.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Foi a &amp;uacute;nica vez que perdi elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es na minha vida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Passemos aos factos, seguidamente aos efeitos e por fim &amp;agrave;s conclus&amp;otilde;es.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Passou-se no distante ano de 1994, na Escola Secund&amp;aacute;ria de Cascais. &lt;br&gt; N&amp;atilde;o vou explicar muito dos contextos, aqui, mas gostaria essencialmente de dar conta de que a lista que integrei no lugar cimeiro, perdeu as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Estudantes por m&amp;iacute;seros 24 votos. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como efeito imediato, deixei de beber Sumol de Laranja durante anos. Ao longo do tempo subsequente, fui evitando situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sancionamento de votos - pelo menos p&amp;uacute;blicas - que fosse suscept&amp;iacute;veis de me provocar o gosto aziago da derrota, t&amp;atilde;o caro &amp;agrave; minha dualidade entre o poder estar ao servi&amp;ccedil;o de uma comunidade, e ao mesmo tempo - admito-o francamente - de gostar da minha ideia de mim pr&amp;oacute;prio a faz&amp;ecirc;-lo. Confesso que esta honestidade &amp;eacute; mais recente. Mais vale que o seja tarde, do que nunca o seja - assunto que regressar&amp;aacute; aqui posteriormente, certamente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Intitularei este assunto de ora em diante, de &amp;quot;24-D&amp;quot;: &amp;quot;24 Desrespons&amp;aacute;veis&amp;quot;, numa alegoria aos 24-D que come&amp;ccedil;am a caracterizar a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa de for&amp;ccedil;a de trabalho, e consequentemente, de determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;tica. P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Escusado ser&amp;aacute; dizer que a AE que resultou destas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, foi o ocaso da vitalidade de v&amp;aacute;rias AEs que perduraram por v&amp;aacute;rios anos naquela Escola. E com aquela vitalidade, foi-se o debate, a discuss&amp;atilde;o e consequentemente a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da perspectiva de cidadania do indiv&amp;iacute;duo ainda durante a adolesc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O que aqui est&amp;aacute; em causa, como fulcro desta minha motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o &amp;eacute; o facto de ter perdido, mas sim a minha consciencializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das &amp;quot;24 pessoas intelectualmente interessantes e potencialmente interessadas&amp;quot; que eu conhecia na escola, amigos e amigas, que nem foram votar, com o argumento de &amp;quot;nunca fazem nada&amp;quot;. 24 pessoas, de quem o destino me separou em maior ou menor medida. Algumas da minha turma de ent&amp;atilde;o, outras de outras turmas, diurnas ou nocturnas, e nutriam comigo uma boa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o em v&amp;aacute;rios planos, cada uma com as suas circunst&amp;acirc;ncias. Hoje sei, por acasos, que grande parte s&amp;atilde;o quadros especializados. 24-D. P&amp;ecirc;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Bem dita a idiossincrasia p&amp;oacute;s-25 de Abril, que contribuiu para a minha forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o individual, destes muitos 24-D e de muitos &amp;quot;P&amp;ecirc;&amp;quot; por este &amp;quot;P&amp;ecirc;&amp;quot;... ... para o bem e para o mal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje em dia, cada 24-D vive na sua individualidade, divorciado da vida de decis&amp;otilde;es Pol&amp;iacute;ticas, na sua Comodidade, imerso na sua Superioridade Individual. N&amp;atilde;o vota, nem se prop&amp;otilde;e a ser eleito, porque &amp;quot;eles n&amp;atilde;o fazem nada&amp;quot; e &amp;quot;s&amp;atilde;o uma cambada de &amp;quot;corruptos&amp;quot;. Porque a Pol&amp;iacute;tica Portuguesa, os Pol&amp;iacute;ticos Portugueses, a Pol&amp;iacute;tica e provavelmente Portugal, n&amp;atilde;o servem para nada. &lt;br&gt; 24-D apenas calham estar aqui, que talvez por karma tenham que passar a prova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de viver neste P&amp;ecirc;, escondidas na sua &amp;quot;classe m&amp;eacute;dia-alta&amp;quot;, aliviada talvez por incurs&amp;otilde;es a resourts estrangeiros.&lt;br&gt; Comodidade.&lt;br&gt; Superioridade Individual.&lt;br&gt; 24-D.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Hoje em dia, tenho muito orgulho em ser um 24-D, n&amp;atilde;o desejo outra coisa... &lt;br&gt; Mas tenho um grande defeito, al&amp;eacute;m do de ir votar, segundo o conceito 24-D: &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tenho um &amp;quot;blogue&amp;quot;.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="3"&gt;&lt;div align="right" class="style3"&gt;Nota: texto escrito &amp;agrave;s 3 pancadas, de forma desgarrada e sem revis&amp;atilde;o consistente. Porque posso. &lt;/div&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8747290-109794996140962088?l=diasporapolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/feeds/109794996140962088/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8747290&amp;postID=109794996140962088&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109794996140962088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8747290/posts/default/109794996140962088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diasporapolitica.blogspot.com/2004/10/inicializaao.html' title='--&gt;Inicializaçao&lt;--'/><author><name>joao.filipe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_yM_pJ3OJzSI/TH4bUS8602I/AAAAAAAAABA/RUvqH5RtSjI/S220/195005592.img.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
